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Autenticidade da Fraternidade Rosa-Cruz Antiga no Brasil:

A seita gnóstica situa-se no elenco das antigas religiões emergidas na Ásia Menor depois de quando o misticismo cedeu espaço à mente, solicitada no exercício da meditação.

O surgimento da religião gnóstica prende-se ao sincretismo cultural dos muitos povos que habitavam, e se mesclavam nos territórios adjacentes e circunjacentes ao mar Mediterrâneo.
O nome gnose é termo do idioma grego clássico, significativo de conhecimento intuitivo, ou revelado por via transcendental.

Então, gnose quer dizer conhecimento esotérico, ou conhecimento adquirido no íntimo da pessoa semelhante àquele tipo de compreensão que brota de dentro para fora do indivíduo; é, pois, o conhecimento das coisas ocultas e misteriosas (conhecimento dogmático).
Enfim, o vocábulo gnose difere da palavra sophia vale dizer: conhecimento exotérico, ou adquirido externamente aquele que flui de fora para dentro, ou conhecimento das coisas ostensivas e palpáveis (conhecimento pragmático): filósofo é termo correlato, de origem grega, e quer dizer "amigo do conhecimento".

Conquanto haja sido instituída no Oriente próximo, com os procedimentos místicos da religiosidade, a prototípica seita gnóstica (não somente na sua designação) recebeu esclarecida influência dos pensadores gregos - infiltrada nas colônias helénicas.
As campanhas promovidas por Alexandre Magno ampliaram a infiltração do pensamento gnóstico no continente asiático.

Os seguidores da religião mitraica e os maniqueístas assimilaram e contribuíram para a difusão de princípios doutrinários gnósticos.
Outra seita que aplicou a doutrina gnóstica foi a dos terapeutas essênios, praticada por uma fração dos hebreus (e que teve a discutida participação de vários fundadores do Cristianismo).

Aliás, a religião cristã só prosperou dois séculos depois do martírio infligido a Jesus Cristo, pois, enquanto ela não contou com a adesão oficial (que a transformou na Igreja Católica Apostólica Romana), outras seitas vicejaram a margem da história.
Sucedeu assim com as seitas mitraica e maniqueísta, que foram sufocadas (juntamente com a doutrina gnóstica), sob a perseguição de seus fanáticos opositores.

Apesar de perseguida como herege, a seita gnóstica foi defendida por renomados autores cristãos da Igreja Católica Apostólica Romana naqueles tempos (quando os antigos sacerdotes foram considerados como pais dos fiéis, que convertiam e ilustravam). Mencionados pais (ou padres) pontificaram no cenário latino, em que o Cristianismo católico germinou de modo que o pai era o pater, ou o mesmo que padre: dentre eles se notabilizaram alguns "padres" da Igreja, também insignes gnósticos.

Citam-se muitos nomes de pensadores gnósticos, possuidores de grande erudição, que deixaram à posteridade os frutos de sua seiva religiosa.
Por conseguinte, o Gnosticismo não se extinguiu; ao contrário, perdura através dos séculos, pois, sem dúvida, o feitio gnóstico de cogitação transcendente não desaparece.
Houve algumas variações retóricas, difundidas pelos expositores gnósticos, no tempo e no espaço como os chamados setianos, naasenos, ofitas, valentinianos, barbelonitas, basilidianos, salvacio- nistas, etc.

A seita gnóstica está centrada no livro intitulado Pistis Sophia.
A exemplo de outras obras literárias, que são equivalentes a monumentos religiosos, Pistis Sophia é o livro sagrado dos gnósticos ali estão reunidos os alicerces da sabedoria (Sophia), com os revestimentos da fé (Pistis).

Os objetivos dos gnósticos são:
a) O aperfeiçoamento da personalidade;
b) A união fraternal de todas as pessoas humanas, em perfeita harmonia com os demais seres da Criação universal.

Desde a época do mago bíblico Simão, até os tempos modernos e contemporâneos, a seita gnóstica se interessa por difundir as bases doutrinárias dos ensinamentos cristãos.
A tese precípua dos gnósticos, em todos os tempos, forjou-se nos princípios que visam defender e conservar os antigos mistérios da religiosidade.
Não obstante, durante a Idade Média, as temíveis repressões, impostas pelo sistema corporativo dos católicos romanos, encimadas nos rigores das Ordens religiosas (mormente a jesuíta), conseguiram reduzir a ação gnóstica a umas poucas formas de manifestação afinal, facilitadas pela afinidade com os templários.

Evidentemente, a extinção da Ordem do Templo (suprimida em 1312 pelo papa Clemente V) reprimiu a publicidade gnóstica aos conciliábulos secretos, por longo período. Mas, no início do século XVII, refluiu no panorama cultural da Europa uma reservada instituição, cujos membros incógnitos se intitulavam rosa-cruzes (anos de 1614 e seguintes - especialmente na Alemanha).

A filosofia rosa-cruz é gnóstica e alquímica, pois seu cerne dogmático se assenta na transmutação iniciática, em ouro simbólico (transcendente), das qualidades inerentes à natureza humana pelo aperfeiçoamento da personalidade.
Os integrantes do movimento rosa-cruz eram impregnados pela crença do misticismo gnóstico que eles trouxeram à tona naqueles anos iniciais do século XVII, quando a imaginação iniciática contagiava os anseios reformistas da religiosidade.

Na crista dos acontecimentos consta a notícia concernente ao encontro alegórico com o túmulo simbólico do apóstolo Christian Rosenkreutz (ou Cristão Rosacruz), cuja história e lembrança aludem aos preceitos normativos dos antigos membros. Seu acordo era o seguinte:

1. Nenhum deles deveria fazer qualquer coisa que não fosse curar os enfermos, e isso gratuitamente.
2. Nenhum dos que os seguissem deveria, jamais, usar algum tipo de roupa especial, e sim vestir-se segundo o costume do país em que vivessem (ou seja: não utilizar trajes que despertassem a atenção).

c) A cada ano, sempre no dia C (dia de endoenças, que é a quinta-feira santa), deveriam reunir-se na casa do Espírito Santo (a fim de permutar suas experiências e de levá-las aos povos do mundo), ou justificar suas ausências por escrito.
d) Cada irmão deveria buscar uma pessoa merecedora que, após sua morte, pudesse sucedê-lo (para assegurar a continuidade da obra).
e) O sinal R.C. deveria ser seu selo, sua marca e seu símbolo (com o propósito de garantir a inviolabilidade da tradição).
f) A Fraternidade deveria permanecer secreta por cem anos (manter o segredo oculto, em silêncio).

A Alemanha foi o local onde se publicaram os textos demarcatórios do pensamento rosacruciano (especialmente em Hesse Cassei: Fama Fraternitatis - Notícia da Fraternidade, 1614; Confessio Fraternitatis Rosae Crucis - Declaração da Fraternidade Rosa+Cruz, 1615; e Chymisch Hochzeit Christiani Rosenkreutz - Boda Alquímica de Christian Rosenkreutz, 1616), complementados por outros na Inglaterra e, a seguir, nas demais nações da Europa (com efeito, alguns eruditos ingleses logo aderiram aos conceitos rosacrucianos - seguidos pelos dos demais povos europeus), conforme ocorreu em várias obras literárias da época (séculos XVII e XVIII).

Por ocasião das lutas para a independência dos Estados Unidos (1774-1776), juntaram-se aos nativistas americanos voluntários de várias nações (em particular dá França, que era adversária da política ultramarina inglesa, nos séculos XVIII e XIX). Entre os combatentes franceses, irlandeses, alemães e outros aliados, contavam-se maçons, além de ocultistas, que se radicaram nos Estados Unidos já recém-desligados da Inglaterra. Cedo, seguidores e participantes de organizações esoteristas cuidaram de estabelecer subsidiárias e ramificações de entidades europeias congêneres. Foi dessa maneira que transmigraram para o continente americano inúmeras instituições, congêneres ou não.

Assim como alguns membros ingleses pertencentes à seita "quaker", participantes das expedições colonizadoras, haviam introduzido na América do Norte a semente do sigilo místico (mormente com aqueles que fundaram a Pensilvânia); assim mesmo, alguns deles implantaram (1861) a "Fraternitas Rosae Crucis" - FRC (estando ainda muito atuante), em que pontificaram Paschal Beverly Randolph (1825/1875) e, mais tarde, Reuben Swiburne Clymer (1878/1966), ambos seus Supremos Grandes Mestres.

A propósito, na segunda metade do século XIX, por toda parte, multiplicaram-se os movimentos esoteristas, sendo desse período (no ano de 1875 o mesmo em que ocorreu a morte de Randolph) o aparecimento da Sociedade Teosófica (Helena Petrovna Blavatsky ).

Madame Blavatsky, nascida na Rússia, realizou extensas viagens continentais, ambientou-se às culturas orientais (principalmente às do Tibete e às da índia), habitou nos Estados Unidos, residiu na Inglaterra, morou em diversos países e faleceu em Londres (1891, trinta anos após a fundação da Sociedade Teosófica). Ela escreveu importantes obras que incentivaram o surto das organizações esotéricas criadas na Europa (e, dali, para o resto do mundo terrestre). Em 1879, por exemplo, irrompeu a "Sociedade Rosicruciana in Anglia" (ou, "Societas Rosicruciana in Anglia" - SRIA), que assumiu importante função, nas pegadas deixadas pela Grande Loja de Londres (entidade maçónica, fundada em 1717).

Aliás, é notória a participação de dirigentes maçónicos no movimento rosacruciano (animado por reminiscências templárias), pois a Maçonaria se tinha acrescentado com a introdução de graus rosa-cruzes, na sua estrutura ritualística, ao mesmo tempo que foram complementados por estudos inerentes a tais colações. No mesmo rumo dos acontecimentos históricos ressurgiu na Alemanha o impulso rosacruciano quando o médico teosofista Franz Hartmann (1888) criou a Ordem Rosacruz Esotérica (Esoteric Rosicrucis Ordo)\ enquanto intelectuais franceses fundavam a Ordem Cabalística da Rosacruz

(Ordre Cabalistique de la Rose Croix - 1888), de Stalislas de Guaita; e, também, a Ordem Rosacruz Católica do Templo e do Graal (Ordre de la Rose Croix Catholique du Temple et du Graal - 1890), de Joséphin Peladan (também autodenominado Sar Mérodack Péladan). Na seqüência, membros da SRIA (imigrantes ingleses e outros), com adesistas, fundaram a Rosicrucian Society of the United States of America (ou Societas Rosicruciana in USA - SRIUSA, também chamada Societas Rosicruciana Republicae Americae 1879; e, ainda, Societas Rosicruciana in Civitatibus Foederatis).

Apareceu também a Ordem Hermética da Aurora Dourada (Hermetic Order of the Golden Dawn 1888), como um prolongamento das citadas organizações inglesas (Grande Loja e SRIA). Cabe salientar que a Golden Dawn (conforme alegavam seus três fundadores ingleses) possuía credencial constitutiva originária de uma pretensa ligação alemã com a senhora Anna Sprengel, da Gold-und Rosenkreutz (ou, "Fraternitatis Rosae et Aureae Crucis" Fraternidade da Rosa e da Cruz Dourada), criada cerca de cem anos antes (provavelmente em 1757; que, por sinal, foi considerada de caráter gnóstico pelo fato de ter sido orientada para estudos especulativos sobre assuntos de Cabala e Alquimia). Na sequência dessas diversas instituições consta a que se intitula OTO (Ordo Templi Orientis - Ordem do Templo do Oriente), criada em 1902.

Vários membros graduados, egressos da OTO, obtiveram incentivos para estabelecer novas organizações e, dessa maneira, originaram-se denominações como a Astrum Argenteum (A.A., 1905), de Aleister Crowley; a Rosicrucian Fellowship - Fraternidade Rosacruz (1909), de Max Heindel; a Ancient Mystical Order Rosae Crucis (ou Antiquus Mysticusque Ordo Rosae Crucis) - Antiga e Mística Ordem Rosacruz (AMORC, 1915), de Harvey Spencer Lewis; e mais algumas outras assemelhadas.

Cumpre salientar que, a despeito da utilização mais ampla do idioma francês na diplomacia mundial (anterior à Primeira Grande Guerra), assim como do idioma inglês na competição política internacional (após a Segunda Grande Guerra), tem sido evidente que a substância filosófica dos pensadores gregos se transmitiu à índole metafísica dos alemães há vários séculos (entretanto, o latim perdurou na linguagem hermética). Muito antes dos manifestos rosa-cruzes, sumidades do povo alemão (como Alberto Magno, Agrippa, Paracelso) já se haviam notabilizado nos exercícios da alquimia, da magia e das artes ocultistas (sem se esquecer dos filósofos Leibnitz, Kant, Fichte, Goethe, Hegel, Schelling, Schopenhauer, Nietzsche - além de musicistas: Bach, Bethoven e outros; de cientistas: Kepler, Humboldt e outros, etc.).

No conjunto dos idealizadores de ramificações esotéricas ressalta-se o nome de Theodor Reuss, que foi co-fundador da OTO e que teria exercido influência proeminente na expansão do germanismo ocultista (posterior à Primeira Grande Guerra); mas, isso já acontecia antes de Nietzsche, passando por Swedenborg e Rudolph Steiner.

O teósofo e ocultista Theodor Reuss fundou a OTO (em 1902), com Heinrich Klein e Karl Kellner este como primeiro Soberano Grão-Mestre (que morreu em 1905, quando foi substituído por Reuss). Depois de uma longa viagem ao Oriente (com Klein e Kellner, quando resolveram fundar a OTO), Theodor Reuss viveu em Londres, onde participou da Maçonaria, da SRIA, da Sociedade Teosófica e da Golden Dawn; também permaneceu na Alemanha, durante alguns anos, e mudou-se para a Suíça, em 1912, onde faleceu em 1924.

O autor do livro A Igreja Gnóstica, Arnold Krumm-Heller, nasceu na Alemanha, em 16 de abril de 1876 (signo astrológico de Aries). Ele obteve aprimorada formação, adquirida em diferentes nações, e por isso se tornou poliglota. Diplomou-se em Medicina e foi possuidor de vastos conhecimentos desenvolvidos em pesquisas sobre ciências naturais e assuntos de arqueologia pré-colombiana (ligava-se ao continente americano por laços muito estreitos, pelo fato de ter sido filho de mãe mexicana). Muito jovem, ingressou na Maçonaria, instituição na qual galgou os mais altos graus. Por esse meio, inseriu-se no mundo esotérico, passando a conviver com os principais dignitários das congregações ocultistas de seu tempo (quase todos ilustres membros da Maçonaria).

Em 1905, com 26 anos de idade, Arnold Krumm-Heller foi iniciado por Papus (nome místico do doutor Gérard Encausse, médico, maçom graduado e mago famoso), que era representante da OTO na França (conforme designação de Theodor Reuss, So¬berano Grão-Mestre).

Ainda em Paris, naquele ano de 1905, ele foi sagrado ao sacerdócio da Ecclesia Gnóstica pelo mesmo Papus (da qual era bispo e acumulava a representação para a França).

No ano de 1909, com viagem marcada para o México (país que considerava sua segunda pátria), Arnold Krumm-Heller foi promovido a bispo da Igreja Gnóstica e recebeu delegação para introduzir a jurisdição de seus cultos nos países de língua espanhola e portuguesa pois, como poliglota, dominava o idioma espanhol.

No México, ele se deslocou à península de Yucatán, a fim de complementar seus estudos acadêmicos, pertinentes à Arqueologia, e para conhecer as forças misteriosas da cultura nahua (pois os nahuas pertencem à linhagem ancestral do povo nahuatle que erigiu pontentosas construções, outrora utilizadas em sagradas celebrações litúrgicas da América Central); e, a seguir, prestou serviços à campanha do movimento constitucionalista mexicano (em 1911), que lhe valeram a condecoração de coronel médico-militar e que lhe resultaram mais outras honrosas homenagens (até elevados cargos na instrução pública, coroados com o de ministro diplomático na Europa).

Tendo retornado à Europa, ocupou-se com a ação militar do serviço sanitário alemão, durante a Primeira Grande Guerra, quando obteve acesso a sociedades científicas e a conclaves internacionais que o motivaram à apresentação de trabalhos escritos, ensejando pesquisas transformadas em livros.
Seus estudos ampliaram-se ao mundo esotérico e fizeram dele um conceituado místico, além de erudito intelectual (escritor, tradutor e, como redator, colaborou para revistas e jornais).

Diante da crise ocorrida na Alemanha, após o ano de 1918, ou seja, depois de terminada a guerra mundial, Arnold Krumm-Heller residiu na Espanha, onde (aliado ao excelso mestre Saint Germain) se. acercou da Loja Branca de Montserrat (Barcelona), e de onde partiu para frequentes viagens internacionais (Europa, Canadá, Estados Unidos, América Central e América do Sul).
Tendo sido admitido nos mais altos graus da OTO, Arnold Krumm-Heller foi instado a fundar a Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA), em 1927.

Em 1929, o Grande Mestre Arnold Krumm-Heller alcançou iniciações incaicas (Andes peruanos: Cuzco - Machu Pichu), quando recebeu o cognome de Huiracocha (em alusão ao ser epônimo das seitas andinas também conhecido pela denominação de Viracocha: assistido por Tonapa, seu imediato místico).

Na observância da tradição, o Patriarca da Igreja Gnóstica era o arcebispo Basilides (doutor E. C. H. Peithmann), cujo pseudônimo era rememorativo do filósofo gnóstico homônimo que inspirou uma continuidade doutrinária basiliadiana, encabeçada por seu filho, de nome Isidoro, desde o século II.
Os anais registram que o bispo Huiracocha (Grande Mestre Arnold Krumm-Heller) foi designado para suceder ao falecido doutor E. C. H. Peithmann (arcebispo e Patriarca da Igreja Gnóstica, na Europa).

Dentre os mais importantes integrantes da historiografia misteriosa, que auspiciaram as atividades do mestre Huiracocha, sobressai o nome do excelso mestre Rakoczi, identificado como tendo sido o conde de Saint Germain, ou príncipe Rakoczi dotado de extraordinária longevidade e de poderes sobrenaturais excepcionais (que o colocam na posição de Supremo Dirigente das instituições iniciáticas providas pela Fraternidade Universal dos Obreiros da Luz). O excelso mestre Saint Germain foi o mentor espiritual do Grande Mestre Huiracocha, como Soberano Comendador da Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA) e como Patriarca da Igreja Gnóstica.

O Grande Mestre Huiracocha, em 1932, designou seu discípulo Giuseppe Cagliostro Cambareri para o representar no Brasil.

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Em decorrência, o mestre Cambareri reuniu um grupo de pioneiros, conectados com a Sociedade Teosófica (ramo do Brasil) apoiados por membros do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento e, juntos, fundaram, na cidade de São Paulo, aos 27 dias do mês de fevereiro do ano de 1933, a denominada Loja Santo Graal, que foi a sucursal brasileira da Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA) então, por eles instituída sob o título de Augusta Fraternidade Branca Rosa Cruz Antiga. Coube ao irmão maçom Joaquim Soares de Oliveira ocupar o cargo de Diretor-Secretário, ao qual, segundo a organização estatutária, incumbia substituir o Diretor-Presidente.

Foi na condição de Presidente que o irmão Joaquim Soares de Oliveira, auxiliado por alguns abnegados (mas, ainda, sob a supervisão do mestre Cambareri), trasladou para a cidade do Rio de Janeiro a sede provisória da Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA), onde inaugurou a Aula Lucis Central (rua Garibaldi, bairro da Tijuca, aos 27 dias do mês de julho do ano de 1933 essa transferência foi realizada porque, naquela época, a cidade do Rio de Janeiro era a capital do Brasil).

Seis meses depois de sua fundação, em janeiro de 1934, a sede central (Aula Lucis Central) da Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA) mudou-se para a rua Desembargador Isidro, nr 166, bairro da Tijuca; e, a seguir, para o prédio próprio (outubro de 1938) na rua Saboia Lima, nr 77, bairro da Tijuca - sob a gestão do irmão Joaquim Soares de Oliveira, que fora designado como Representante Geral do Summum Supremum Sanctuarium (S.S.S.), no Brasil, pelo mestre Cambareri (quando este retornou à Europa, ainda em setembro de 1933).

A sucessão dos fatos concernentes à Igreja Gnóstica no Brasil foi marcada por um episódio peculiar.
Isso porque o Soberano Comendador da Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA), o Grande Mestre Huiracocha (doutor Arnold Krumm-Heller), ao realizar uma visita ao país (tendo desembarcado no porto da cidade do Rio de Janeiro em 1a de novembro de 1936), deliberou instituir uma sucursal da Igreja.

Então, aos 2 dias do mês de novembro do ano de 1936, na rua Desembargador Isidro, n2 166, Tijuca, Rio de Janeiro, foi criada a Igreja Gnóstica no Brasil.
Naquele dia seguinte ao de sua chegada ao Brasil, atendendo ao anseio da irmandade, o Soberano Comendador da Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRÂ) confirmou as diligências formais antecipadas pelo irmão Joaquim Soares de Oliveira e, como Patriarca da Igreja Gnóstica, celebrou a cerimônia do matrimônio religioso de dois casais, constituídos por membros da Aula Lucis Central e por suas respectivas cônjuges civis.

Antes de regressar à Alemanha (dezembro de 1936), o Patriarca Huiracocha sagrou alguns sacerdotes locais e, mais adiante, confirmou o irmão Joaquim Soares de Oliveira (que adotou o título de sacerdote Thurizar) como dirigente da Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA) e como Representante Geral do Summum Supremum Sanctuarium (S.S.S.) no país além de ungir bispo o sacerdote Thurizar, logo designado para assumir a diocese da Igreja Gnóstica no Brasil.

Obs: a Carta ortorgando o Mestre Thurizar como Comendador da FRA para o Brasil estão com partes de texto ocultas para evitar falsificações por se tratar de um documento escrito pelo próprio mestre Huiracocha.

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De acordo com preceitos estatutários, a Igreja Gnóstica no Brasil ficou sob o abrigo e a coordenação da Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA).

No dia 19 de maio de 1949 (com 73 anos de idade), ocorreu o infausto falecimento do Grande Mestre Arnold Krumm Heller, que era o Soberano Comendador da Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA) e Patriarca da Igreja Gnóstica.

Com a morte do Mestre Huiracocha, Parzival seu filho assumiu o cargo mas não por muito tempo com uma decisão infeliz levado por questões pessoais renunciou o cargo de Lider Mundial a Aureolus que também não teve sucesso em manter uma unificação Internacional. Com isso não houve mais um comando mundial da FRA, deixando muitos grupos isolados e com pouco progresso, mesmo assim Parsival foi uma pessoa merecedora de todo respeito, pois jamais fez nada que pudesse denegrir as obras ou o nome do seu pai.

A FRA no Brasil manteve certa distancia critica de algumas das instituições congêneres criadas pelo Mestre Huiracocha em outros países do mundo, pois por problemas políticos internos muitas acabaram outras se dividiram e alguns grupos passaram a vender comendas e títulos.

Porém, no Brasil a FRA progredia em organização mantendo os ensinamentos do Mestre Huiracocha juntamente com a Igreja Gnóstica em atividade ininterrupta, provando que a intenção original do Mestre Huiracocha estava certo quando depois da Segunda Grande Guerra, o Mestre mostrou desejo de transferir a Direção Suprema - o Summum Supremum Sanctuarium - para o Planalto Central do Brasil, tendo enviado ao Brasil seu discípulo - o Dr. Albert Wolff - para dar prosseguimento ao seu desejo. Infelizmente o Dr. Wolff faleceu, no Brasil, antes de poder realizar sua missão em terras brasileiras e a dificil situação socio, politica e econômica do Brasil na época inviabilizava a transferência da Sede do Rio para o planalto central ficando a Aula Lucis Central no Rio de Janeiro até hoje.

A FRA no Brasil por ser uma organização autêntica e não sectária e muito menos dogmática, atraiu para suas fileiras muitos iniciados que desejavam colaborar com a obra do Mestre Huiracocha um deles foi o Dr. Jorge Adoum ( Mago Jefa), que veio enriquecer com seus ensinamentos e práticas a nossa Fraternidade.

Quando, em companhia do saudoso irmão Paulo Carlos de Paula (bispo Miguel), realizava uma viagem ao Chile e à Argentina para consolidação dos laços continentais sul-americanos, junto aos irmãos Julián Elias Bucheli (Hagal) - de Santiago, e Jorge Adoum (mago Jefa) - de Guaiaquil, de volta ao país, na cidade de Mendoza (Argentina), faleceu o Mestre Thurizar, Soberano Comendador da Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA) no Brasil e bispo diocesano da Igreja Gnóstica no Brasil, aos 9 dias do mês de julho do ano de 1946 (com incompletos 47 anos de idade, pois nascera no dia 6 de outubro de 1899).

Para suceder-lhe, como Soberano Comendador da Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA) no Brasil, assumiu tais funções, e tão insigne missão, o doutor Duval Ernâni de Paula (na época, bispo Coaracyporã). Em reunião transcorrida no dia 30 de outubro de 2004, realizou-se o concilio, convocado para deliberar sobre a consolidação das normas e regulamentos que se aplicam à atual organização da Igreja Gnóstica no Brasil. Naquela reunião foram aprovadas as atribuições internas da hierarquia eclesiástica, assim como as rotinas gerais da estrutura organizacional da Igreja Gnóstica no Brasil. Por fim, a assembleia apreciou sobre a substituição dos antigos estatutos, considerando que a Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA) permanece desligada de qualquer vinculação administrativa com as autoridades constituídas fora do Brasil, desde a morte do pranteado irmão, Soberano Comendador Arnold Krumm-Heller (transcorrida em 19 de maio de 1949): e, pelo voto unânime dos membros presentes, foi decidida a aprovação dos novos estatutos, alterando a razão jurídica da entidade, que passou a chamar-se ECCLESIA GNÓSTICA DO BRASIL (EGB).

Consequentemente, em cerimônia realizada por ocasião do solstício de Capricórnio, ocorrido no mês de dezembro de 2002 (que ocorreu no dia 21 daquele mês de dezembro), o Arcebispo Coaracyporã, médico doutor Duval Ernâni da Paula, foi consagrado como Patriarca da Ecclesia Gnóstica do Brasil (EGB).

Antes de completar 98 anos de idade, em 22 de julho de 2005 (nascido em 1907), quando a Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA) deveria comemorar (em 27 de julho) 72 anos de existência no Brasil (1933 a 2005) e 58 anos de seu comando profícuo à frente da respectiva Ecclesia Gnóstica, o Soberano Comendador e Patriarca Coaracyporã fez sua passagem da vida terrena (no dia 7 de julho de 2005).

Em continuidade, no dia 14 de julho de 2005, foi empossado o Soberano Comendador da Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA) e Patriarca da Ecclesia Gnóstica do Brasil (EGB), médico, doutor Alair Pereira de Carvalho (Arcebispo Tonapa) - Patriarca Tonapa (consagrado em 25 de setembro de 2005): com a precípua missão de servir à tradição huiracocha.

A estrutura atual da Ecclesia Gnóstica do Brasil (EGB) compõe-se de membros leigos, constituídos por fiéis, apoiadores, zeladores anfitriões e outros; assim como de membros eclesiásticos compreendidos por acólitos, diáconos, sacerdotes, priores, bispos, arcebispos e Patriarca que é a autoridade máxima, litúrgica e administrativa, sob cujo comando os demais participantes estão subordinados.

Consideram-se fiéis as pessoas, filiadas ou não à Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA), que frequentem, regularmente, as atividades litúrgicas da Ecclesia Gnóstica do Brasil (EGB).
Os cargos e as funções, especialmente em se tratando de exercício previsto na organização formal, são privativos dos membros iniciados na Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA).

Os componentes do corpo eclesiástico são preparados e sagrados em consonância com as normas regimentais vigentes, que dispõem sobre o funcionamento da instituição.

A Ecclesia Gnóstica do Brasil (EGB), em sessões públicas, realiza os sacramentos da eucaristia e do batismo. Também celebra a cerimônia do casamento.
A cerimônia litúrgica da eucaristia tem lugar no ritual da missa, habitualmente aos domingos (iniciando-se às 9 horas).

As celebrações de batismo e casamento são agendadas previamente, sempre de acordo com as normas internas da Ecclesia Gnóstica do Brasil (EGB) as demais atividades são geridas em conformidade com programação própria.
Os sacramentos da Ecclesia Gnóstica do Brasil (EGB) não são remunerados; também seus oficiantes e auxiliares não o são. As atividades na Ecclesia Gnóstica do Brasil (EGB) são voluntárias e gratuitas.

Em parte do Credo cristão, de acordo com o ritual da missa na Ecclesia Gnóstica do Brasil (EGB), o Oficiante pronuncia a confissão:

Creio na Unidade de Deus.
Creio no Pai, como entidade impessoal, inefável, não revelada, que ninguém viu, mas cuja Força, Potência Criadora, foi e é plasmada no ritmo perene do Céu e da Terra.
Creio no Filho, como Tesouro de Luz, Chrestos manifestado em Jesus.
Creio na transmutação do pão material em Substância espiritual.

Conheço e reconheço a Essencialidade Cristônica da Vida, concebida como um todo, sem fim cronológico, que abarca uma órbita fora do Tempo e do Espaço".

Também, no ritual da missa gnóstica, o Oficiante suplica:

"Senhor! Bendize-nos e alenta os átomos construtores do corpo humano, pois conheço o sagrado mistério da crucificação do espírito na matéria crucificação dada ao mundo para tornar infinitas as coisas anteriormente limitadas, e unir, em santa fraternidade, todas as criaturas de puro e nobre coração, a fim de alcançarem a Luz...

Ainda, no ritual da missa gnóstica, o Oficiante profere:

"Benditos sejam os que viveram antes de nós... os que estão conosco... e os que virão depois"...
Assim seja... Amém.

A FRA no Brasil considera que todo ensinamento agregado a obra desde que seja de fonte autêntica e não desvirtue os ideais do Mestre Huiracocha como ensinamentos do nosso saudoso Coaracyporã, Mestre Cambareri Thurizar e também os ensinamentos da nossa co-irmã F.R.C (Fraternitas Rosae Crucis) e que são facultativos aos irmãos iniciados, confirma a Grande Lei do Universo que é a de servir e colaborar na evolução da humanidade libertando o homem de suas prisões internas, independente de sectarismos e fanatismos religiosos e ilusões místicas que só servem para alimentar o reino do inimigo secréto e estagnar o pensamento de liberdade do ser humano, já que na nova era o papel das fraternidades autenticas que romperam o século 21 é a de preparar o aspirante para se libertar do passado e prepara-los para o futuro onde a humanidade se encontrará com as forças da natureza sem precisar de intermediários ou mentores e a Fraternidade Rosacruz Antiga esta integrada neste papel há 78 anos.

Todos os símbolos da FRA são registrados no Brasil não tendo terceiros a autorização de seu uso sem a permissão de nosso Soberano Comendador Tonapa.

A FRA não reconhece a existência de qualquer instituição ou pessoa no Brasil que se diga herdeira da tradição do Mestre Hiuracocha, que não tenha legitimidade na linha de sucessão dos mestres Huiracocha/Thurizar, conforme bem exposto na carta de esclarecimento do Ir. Tzadikiel.
Consultar carta:

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