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AlDA ROSA VIANNA DE PAULA

Aida Rosa

AlDA ROSA VIANNA DE PAULA - À hora do Angelus do dia 23 de março de 1959, Aida deixou aquele escrínio que moldou com tanta sabedoria e tanto amor, como outro igual raramente se encontra. Era um vaso de arte tão trabalhado que não podia comportar vibrações negativas nem sombra de desamor. Tudo nele era beleza e sorriso, de modo que só a mais bela roseira poderia florescer em seu interior. E floresceu, desabrochando louçã e pura uma rosa “côr de rosa” que encerrava uma virtude em cada pétala, nas quais se podem ler: — pureza, fé, amor serenidade, humildade, coroando-as as duas mais jovens— filhas da resignação e da dor — o sacrifício e a coragem. Um Mestre disse a seu respeito: “Eis um exemplo de Fraternidade.” Realmente, em seus’ últimos dias, ela nos assegurou com serenidade: — Estejam certos de que, agora, eu sou capaz de escrever minhas mágoas na areia, e apagá-las de meu coração antes do vento e das ondas do mar Com isso ela nos estava assegurando que não guardava em seu boníssimo coração o menor ressentimento de quem quer que fôsse.

Criada com carinho no seio da Igreja Católica, foi fiel ao seu culto e procurou aprender o quanto é possível aos fiéis, freqüentando os circulos que os padres mantêm para os jovens, como filha de Maria.

Diplomada, foi lecionar na Escola da Usina de Santa Maria que era então, dirigida por seu pai, próximo de Campos, Est. do Rio. Aí, seu espírito teve oportunidade de viver só, de meditar e de penetrar no mundo do silêncio. Certa vez, quando corrigia trabalhos dos alunos, no silêncio da noite, por companheira apenas sua irmã menor que adormecera de cansaço, sentiu um impulso estranho que impelia sua mão direita a escrever; relaxou o músculos e apanhou uma fôlha de papel em branco; começou, então, a escrever e escrevia conscientemente, porém, inependente à sua vontade; era como se alguém se apossasse de sua mão assinou: — Seu Anjo de Guarda, Israel.
De uma feita, enquanto escrevia, sua irmãzinha acordou e descreveu um anjo que estava vendo ao lado de Aida.

Recebeu, assim, cartas bonitas, conselhos dignificantes e ensinamentos desconhecidos. Dentro em pouco suas faculdades psiquicas se desenvolviam, tornando-se vidente e auditiva, de modo que não “emprestava” sua mão para escrever, porém ouvia claramente a mensagem e escrevia. Desejou procurar o seu diretor espiritual, em Campos, ma teve receio ao lembrar-se do que disseram de Joana d’Arc e de tantas outras; taxá-la-iam de louca, ou endemoniada, mais tarde ingressou na F. R. C., da qual se fêz uma das mais firmes colunas, graças às suas faculdades e fé racional.

Seu diário é uma fonte riquíssima de experiência no plano astral e espiritual, pois saía fàcilmente de seus veículos físicos, durante suas práticas e meditações, e ao regressar, gravava, à medida do possível, suas experiências e ensinamentos que recebia dos M.M, nos planos superiores, trazendo-nos sempre as “Palavras do Mestre”. Reverentemente, beijamos suas mãos de gentil e carinhosa fada.