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Eucaristia - Fraternitas Rosicruciana Antiqua

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Eucaristia

O Catolicismo Romano compreende perfeitamente o valor de tudo isto e por este motivo não deixa de realizar periodicamente os seus CONGRESSOS EUCARÍSTICOS. E' também notável a devoção que o Catolicismo tributa à hóstia, exposta por ocasião da missa.

Os GNÓSTICOS, que procuram esclarecer estes assuntos, encaram o problema através de um prisma muito mais transparente e cristalino. A hóstia e o vinho são ou não o corpo e o sangue do Cristo?
Se a razão está com os Católicos é insignificante o cerimonial que executam para a celebração de tão sagrados elementos; se está, porém, com os Protestantes, carece de importância, pois, o Nazareno aludiu a coisas muito mais elevadas que a Igreja não celebra, pelo menos, com tanta retumbância.

A crucificação, por exemplo, seria um ato ritualístico de sublime significação. Os Mistérios antigos no Egito ou na Grécia, realizavam sempre idênticas solenidades e a UNÇÃO foi, do mesmo modo, considerada uma cerimônia de assinalada preponderância.

Daí, certamente, o interesse que o sacramento desperta. Para a solução do problema lançamos mão da nossa CHAVE: o México nos antigos Mistérios do Sol que, ainda hoje, são celebrados, na sua original pureza, pelos Chuch-kahau que são Magos ou Sacerdotes existentes no Departamento de Chiche, na Guatemala e em outras localidades do Yucatan.
Acentuamos que se trata do Cristo e, para isto, basta refletir quem foi Quetzalcoatl.

Fixemos nossa mente no SOL, não no sentido puramente material e astronômico de centro do sistema planetário; não como o SOL que é apenas um expoente parcial, mas, no SOL como essência da sua luz que é, em si mesma, o REINO DO CÉU, a SUBSTÂNCIA CRISTÔNICA, esparsa por todo o Cosmos.

Deste modo os Mistérios antigos compreenderam Quetzalcoatl e assim, justamente, devemos compreender o Cristo, na sua qualidade de substância intima, solar. Os antigos Mexicanos tinham o costume de pôr nos túmulos diversos alimentos como pão e pulque, isto é, pão e vinho e acreditavam que os mortos, depois de abandonarem o corpo material, possuíam necessidades físicas e precisavam, portanto, alimentar-se.

Ainda mantêm esses velhos hábitos que, por mais extravagantes que pareçam, não deixam de ter uma explicação.
Quando morremos, e a alma deixa o corpo, continuamos a sentir, por muito tempo, o ambiente em que vivemos, e nos parecerá estranho como conseguimos atravessar as paredes das habitações familiares, sem despertar a atenção dos que nos cercam.

O conhecimento destes fenômenos deu origem ao Espiritismo, que não deixa de ter suas razões. Pois bem, quando vivemos, tomamos alimentos, entre eles, pão e vinho, que, ao penetrarem em nosso organismo, são transformados e assimilados. Quando mortos, não dispomos dos órgãos necessários à alimentação, mas a Alma do ser desencarnado percebe que tudo, agora, se opera de um modo absolutamente contrário. Ao invés de o alimento, por exemplo, penetrar no organismo, o organismo penetra no alimento, e nisto está a CHAVE ou a explicação do Mistério.

Todos nós recebemos, em particular, essa energia solar, essa luz íntima do Cosmos. Jesus foi o único que se saturou e se converteu nessa luz; o Mistério do Gólgota reside em que a alma do Nazareno, depois do sacrifício da cruz, difundiu-se por todo o Cosmos, sem perder, contudo, a sua personalidade e sua missão de Guia de nosso Planeta.

Um sacerdote consciente pode, portanto, invocar o Cristo e conseguir que a substância Cristônica penetre realmente no pão e no vinho que, uma vez em nosso organismo SE UNE AO CRISTO DO NOSSO EU SUPERIOR.

Assim, nem os Católicos nem os Protestantes têm razão. A explicação do Mistério está no que acabamos de expor.
O México, com seu culto solar, nos dá a CHAVE DO GRANDE MISTÉRIO e se as filosofias e religiões que nos chegam do Oriente, exaltam a Índia, o Egito e a Grécia, por este motivo, com maior razão temos o dever de exaltar o México.

Mestre Huiracocha R+
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