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			<title><![CDATA[O Poder do Incenso: Tradição, Cura e Harmonia]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Esoterismo_Pr%C3%A1tico"><![CDATA[Esoterismo Prático]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000030"><div data-text-align="center" class="imTACenter"><div><br></div></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Diversas tradições, ainda que separadas pelo tempo e pela geografia, guardaram entre si vestígios notáveis das Iniciações antigas. Isso não é coincidência: a Verdade é una, e por isso é sábio preservar o que é bom onde quer que tenha sido encontrado. A própria Igreja Católica manteve viva a prática dos perfumes ritualísticos — e, especialmente, do incenso — em suas cerimônias. Basta observar a repetição constante dos incensamentos na liturgia cristã, sempre que se deseja exprimir adoração ou tornar visível, por meio de uma imagem sensível, a oração que se eleva do coração dos fiéis sob o impulso do fogo interior, que é caridade e amor ardente por Deus.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Foi dessa concepção que nasceu a arte de criar incensórios magníficos, muitos deles esculpidos em forma de coração — símbolo do fogo do amor divino — ou moldados como pequenas igrejas e cidadelas, representando a comunhão dos fiéis unidos num só sentimento de adoração e fé. Essa simbologia não é decorativa: ela traduz, em matéria, uma verdade espiritual que atravessa culturas e épocas.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>Um Rito Também para o Indivíduo</b></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Essas formas ritualísticas, tão elaboradas, não foram concebidas para todos igualmente. Isso não significa, porém, que o uso do incensamento seja privilégio de sacerdotes ou reservado a cerimônias públicas. Ao contrário: qualquer pessoa pode dele extrair grande força, servindo-se do incenso para afastar fluidos nocivos e outras influências perniciosas capazes de perturbar o equilíbrio físico e psíquico.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">A ação dos perfumes — e do incenso em particular — é poderosa tanto sobre quem o queima quanto sobre o ambiente ao redor. Produz efeitos físicos e morais mensuráveis, tanto em quem realiza o incensamento como naqueles em cujo favor ele é praticado. São os mesmos efeitos descritos, milênios atrás, nos antigos rituais egípcios, onde sacerdotes utilizavam resinas aromáticas como o kyphi em cerimônias de purificação e comunhão com o divino.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><b><br></b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b> O Poder Purificador do Vapor Aromático</b></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Como todo perfume lançado ao fogo, o vapor do incenso tem a capacidade de fazer vibrar, ao redor de quem o queima, um ar mais puro — livre de miasmas e de influências astrais pesadas ou impuras. Ao respirarmos seu perfume, sentimos que dele emana uma força que se comporta como um leque poderoso, dispersando tudo o que havia de nocivo em nós e em nosso entorno.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Por essa razão, recomendamos o incensamento — sobre si mesmo e ao redor de si — a todos os que se sentem envoltos numa atmosfera desfavorável, e também àqueles que se deixam obsedar com facilidade por um pensamento, seja ele nocivo em si, seja apenas fatigante pela sua insistência e repetição.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>O Incenso e os Ambientes</b></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">É fácil constatar que o vapor do incenso atua sobre os espaços da mesma forma que atua sobre as pessoas. Por isso, é recomendável queimar incenso em residências recém-habitadas, já que raramente conhecemos — e nunca de forma completa — as vibrações deixadas por quem ali viveu antes de nós.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Muitos incômodos, por vezes sérios, poderiam ser evitados com essa simples precaução. Mesmo quando as emanações anteriores não são totalmente impuras ou más, é comum que sejam simplesmente discordantes das nossas próprias vibrações — e dessa discordância nasce um mal-estar que pode ter repercussões físicas e morais significativas. É o perfume, em sua ação sutil, que restabelece essa harmonia perdida.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b> Uma Prática de Cuidado com o Próximo</b></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Não convém, porém, que a preocupação se limite ao próprio bem-estar. Aquilo que fazemos por nós mesmos, fazemo-lo ainda melhor e com maior utilidade quando estendido aos outros. É comum empregar os vapores de incenso para trazer calma a almas perturbadas — e por esse meio, muitos encontraram alívio e cura.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Conforme a necessidade de cada caso, pode-se utilizar o incenso puro ou uma mistura de incenso, mirra e benjoim, combinação de reconhecido poder para "afastar os maus fluidos", tal como registrado nas unções descritas no milenar ritual egípcio.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b> Incenso e a Cura</b></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Quando queimado ao redor de um enfermo, o incenso — puro ou em mistura — cria um novo campo de indução, favorável a um magnetismo mais elevado. Ele dissipa influências nefastas, sejam elas enviadas conscientemente por uma força hostil, sejam surgidas espontaneamente num ser demasiado enfraquecido para resistir a elas.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">O perfume afasta o espírito das obsessões que o fatigavam e, com frequência, induz o sono — ou, no mínimo, a calma necessária para conciliá-lo. Dessa forma, favorece a cura e a renovação das forças superiores: o corpo físico do doente passa a receber vibrações e irradiações benéficas, desde que estas provenham de forças amigas.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>O Ritmo do Incensamento</b></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Ao queimar incenso numa casa, é conveniente fazê-lo sempre no mesmo horário, criando assim um ritmo que confere renovado poder — e cada vez mais multiplicado — à ação pretendida. O ideal é escolher o momento mais calmo do dia, de modo que nenhuma vibração estranha venha perturbar a irradiação que se deseja emitir. Deve-se, portanto, evitar horários coincidentes com circunstâncias agitadas, como o retorno de trabalhadores ou de estudantes, que trazem consigo ruído e dispersão.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Os estudantes que se dedicam a práticas devocionais fariam bem em queimar incenso no horário mais propício, de modo que, na tranquilidade nascida desse perfume, a emissão de seu pensamento se torne mais forte, mais regular e, consequentemente, mais apta a unir-se à Egrégora à qual se vinculam espiritualmente.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Além de seus efeitos diretos, esse excelente aroma cria um ambiente favorável no lar: uma atmosfera de união e doçura, propícia tanto aos trabalhos intelectuais quanto aos espirituais.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>A Magnetização do Incenso</b></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Para que o incenso queimado produza resultados de maior eficácia, convém magnetizá-lo — seja por si mesmo, seja solicitando que outra pessoa o faça. O magnetismo confere mais força e, sobretudo, uma direção mais precisa aos eflúvios e irradiações que se deseja emitir.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">É essencial que esse magnetismo seja realizado com fé, ardor e clareza quanto à finalidade que se busca alcançar. Feito dessa maneira, obtém-se uma calma mais profunda, uma atmosfera mais sã e pura, e uma saúde física e moral mais irradiante — capaz de permitir que se derrame, ao redor de si, parte dos benefícios recebidos.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>Orientações Práticas para o Incensamento Doméstico</b></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><b><i><br></i></b></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><b><i>Para quem deseja iniciar essa prática em casa, algumas orientações simples podem ajudar:</i></b></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><b>- **Escolha do incenso**</b>: resinas naturais como olíbano (incenso puro), mirra e benjoim são as mais tradicionais e recomendadas para fins de purificação e elevação espiritual.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">-<b> **Horário fixo*</b>*: como mencionado, a regularidade potencializa o efeito. Momentos de silêncio — ao amanhecer ou ao entardecer — costumam ser os mais indicados.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">- <b>**Preparação do ambiente*</b>*: antes de acender o incenso, é recomendável arejar o cômodo e organizar o espaço, criando uma disposição mental de receptividade.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><b>- **Intenção clara**</b>: acender o incenso com um propósito definido — purificação, cura, concentração, harmonia — potencializa consideravelmente seus efeitos.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><b>- **Recipientes adequados**</b>: turíbulos, incensórios de carvão ou simples suportes para incenso em bastão ou cone são igualmente válidos; o essencial é o cuidado e a intenção com que são utilizados.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><b>- **Recém-mudança**:</b> ao ocupar uma nova residência, um incensamento completo de todos os cômodos, praticado nos primeiros dias, ajuda a estabelecer uma atmosfera vibratória própria.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>Considerações Finais</b></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">O incensamento, longe de ser um simples ornamento ritualístico, revela-se uma prática de profunda sabedoria prática e espiritual, capaz de atravessar culturas — do Egito Antigo às catedrais medievais, dos templos orientais às salas de estudo contemporâneas. Seu poder reside tanto na química sutil dos aromas quanto na intenção e na fé de quem o pratica. Cultivado com regularidade, disciplina e propósito, o incenso torna-se não apenas um instrumento de purificação do ambiente, mas um verdadeiro aliado na jornada de elevação interior.</div></div>]]></description>
			<pubDate>Fri, 07 Aug 2026 21:44:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[O EVANGELHO DE JUDAS]]></title>
			<author><![CDATA[FRA]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Gnosticismo"><![CDATA[Gnosticismo]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_00000002F"><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><div data-text-align="center" class="imTACenter"><span class="fs12lh1-5"><b>INTRODUÇÃO: O COMEÇO</b></span></div><div><br></div><div>O relato secreto da revelação, que Jesus falou em conversa com Judas Iscariotes, durante uma semana, três dias antes de que ele celebrasse a Páscoa.</div><div><br></div><div> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>O MINISTÉRIO TERRESTRE DE JESUS</b></div><div><br></div><div>Quando Jesus apareceu na Terra, ele executou milagres e grandes maravilhas para a salvação da humanidade. E desde então alguns [caminharam] de maneira reta, enquanto outros participaram de transgressões, e os doze discípulos foram chamados.</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Ele começou a falar com eles sobre os mistérios de além-mundo e o que aconteceria no fim. Frequentemente ele não aparecia aos seus discípulos como ele mesmo, mas ele se achava entre eles como uma criança.</div><div><br></div><div> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</div><div><b>CENA 1:</b> Jesus dialoga com seus discípulos: A oração de ação de graças ou eucaristia. <span class="fs12lh1-5">Um dia Jesus estava com seus discípulos na Judéia, e ele os encontrou reunidos e sentados em atitude piedosa. Quando ele [se aproximou] seus discípulos, [34] reunidos e sentados ofereceram uma oração de ação de graças sobre o pão, [ele] riu. Os discípulos disseram-[lhe], “Mestre, por que estás rindo de [nossa] oração de ação de graças? Nós fizemos o que é certo.”</span></div><div><span class="fs12lh1-5"><br></span></div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Ele respondendo disse-lhes, “Eu não estou rindo de vocês. [Vocês] não estão fazendo isto devido às suas próprias vontades, mas sim porque é através disto que seu deus [será] louvado.” Eles disseram, “Mestre, tu és […] o filho de nosso deus.”</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Jesus disse-lhes, “Como vocês me conhecem? Verdadeiramente [eu] digo a vocês, nenhum membro da geração das pessoas, que estão entre vocês, me conhecerá.”</div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"> &nbsp;</div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>OS DISCÍPULOS SE ZANGAM</b></div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Quando seus discípulos ouviram isto, começaram a ficar bravos e enfurecidos, e começaram a blasfemar contra Jesus em seus corações.</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Quando Jesus observou a falta de [entendimento deles, ele disse-] lhes, “Por que esta agitação os enfureceu? Seu deus, que está dentro de vocês, e […], [35] provocou a fúria [dentro] de suas almas. [Deixe] qualquer um de vocês, que seja [bastante forte] entre os seres humanos, manifestar o humano perfeito, e se levante ante minha face.” Todos eles disseram, “Nós temos a força”.</div><div> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</div><div>Mas seus espíritos não ousaram ficar de pé ante [Jesus], com exceção de Judas Iscariotes. Ele foi capaz de levantar-se ante Jesus, mas não pôde olhá-lo nos olhos, e Judas virou sua face.</div><div>Judas [disse-] lhe, “Eu sei quem tu és e de onde vieste. Tu és do reino imortal de Barbelo, e eu não sou merecedor de proferir o nome daquele que ti enviou.”</div><div><br></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>JESUS FALA COM JUDAS PARTICULARMENTE</b></div><div><br></div><div>Sabendo que Judas estava refletindo sobre algo que era exaltado, Jesus disse-lhe, “Afaste-se dos outros e eu lhe contarei os mistérios do reino. É possível você alcançá-lo, mas você sofrerá muito. [36] Pois outra pessoa o substituirá, para que os doze [discípulos] possam vir novamente a se realizar com seu deus.”</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Judas disse-lhe, “Quando tu me contarás estas coisas, e [quando] virá o grande dia de luz amanhecer para a geração?”</div><div>Mas quando ele disse isto, Jesus o deixou.</div><div><b><br></b></div><div><b>CENA 2</b>: Jesus aparece novamente para seus discípulos</div><div><br></div><div>Na manhã seguinte, depois do que aconteceu, Jesus [apareceu] para seus discípulos novamente.</div><div>Eles lhe disseram, “Mestre para onde foste e o que fizeste quando tu nos deixaste?”</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Jesus disse-lhes, “Eu fui para uma outra geração grande e santa.” Seus discípulos lhe disseram, “Senhor, o que é a grande geração, que é superior a nós e mais santa que nós, que não está agora nestes reinos?”</div><div><br></div><div>Quando Jesus ouviu isto, ele riu e disse-lhes, “Por que vocês estão pensando, em seus corações, na geração forte e santa? [37] Verdadeiramente [eu] digo a vocês que ninguém nascido [deste] éon verá essa [geração], e nenhuma hoste angelical das estrelas regerá aquela geração, e nenhuma pessoa de nascimento mortal pode-se associar com ela, porque aquela geração não vem de […] que se tornou […]. A geração das pessoas dentre [vocês] é proveniente da geração da humanidade […] poder, o qual [… os] outros poderes […] pelo [qual] vocês regem.”</div><div><br></div><div>Quando [seus] discípulos ouviram isto, ficaram preocupados em espírito. Não puderam dizer uma só palavra.</div><div>Num outro dia apareceu-[lhes] Jesus. Eles disseram [a ele], “Mestre, nós o vimos em uma [visão], porque tivemos grandes [sonhos…] noite […].” [Ele disse], “Por que têm [vocês… quando] [ vocês ] foram se esconder?” [38]</div><div><br></div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b> &nbsp;&nbsp;OS DISCÍPULOS VÊEM O TEMPLO E DISCUTEM O OCORRIDO</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div><div> &nbsp;</div><div>Eles [disseram, “Nós vimos] uma grande [casa com um grande] altar [nela, e] doze homens—eles são os sacerdotes, nós diríamos—e um nome; e uma multidão de pessoas que está esperando naquele altar, [até] os sacerdotes [… e recebem] as oferendas. [Mas] nós ficamos esperando.” [Jesus disse], “Como são [os sacerdotes]?</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Eles [disseram, “Alguns…] duas semanas; [alguns] sacrificam seus próprios filhos, outras suas esposas, em louvor [e] humildade entre si; alguns com os</div><div><br></div><div>homens; alguns estão envolvidos em [massacres]; alguns cometem uma multidão de pecados e de ações ilegais. E os homens que estão de pé [ante ] o altar invocam teu [nome], [39] e em todas as suas ações deficientes, os sacrifícios são concluídos […].” Depois que disseram isto, eles ficaram quietos, porque estavam preocupados.</div><div><br></div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>JESUS OFERECE UMA INTERPRETAÇÃO ALEGÓRICA DA VISÃO DO TEMPLO</b></div><div><br></div><div>Jesus disse-lhes, “Por que vocês estão aborrecidos? Verdadeiramente eu digo a vocês, todos os sacerdotes que estavam de pé ante aquele altar invocavam meu nome. Novamente eu digo-lhes, meu nome foi escrito nisto […] das gerações das estrelas através das gerações humanas. [E eles] plantaram árvores sem frutos, em meu nome, de uma maneira vergonhosa.” Jesus disse-lhes, “Aqueles que vocês viram recebendo as oferendas no altar—aqueles são vocês. Esse é o deus que vocês servem, e vocês são aqueles doze homens que vocês viram. O gado que vocês viram sendo trazidos para o sacrifício são as várias pessoas que vocês desencaminharam [40] diante daquele altar. […] estarão de pé e farão uso de meu nome deste modo, e gerações de piedosos permanecerão leais a ele. Depois disto um outro homem estará lá de pé [pelos fornicadores], e outro [irá] se levantar lá pelos assassinos de crianças, e outro pelos que dormem com homens, e pelos que se privam, e pelo resto das pessoas de poluição, e ilegalidade e erro, e os que dizem, ‘Nós somos como os anjos’; eles são as estrelas que trazem tudo à sua conclusão. Pois foi dito às gerações humanas, “Vejam, Deus recebeu vosso sacrifício das mãos de um sacerdote—isso é, de um ministro do erro. Porém é o Senhor, o Senhor do universo que comanda ‘No último dia eles serão envergonhados’”. [41]</div><div><br></div><div>Jesus disse-[lhes], “Parem de sacrificar…] o que vocês têm […] sobre o altar, desde que eles estão sobre suas estrelas e seus anjos e já lá chegaram às suas conclusões. Assim os deixem ser [enlaçados] antes de vocês, e os deixem ir [—aproximadamente 15 linhas se perderam—] gerações […]. Um padeiro não pode alimentar toda a criação [42] existente debaixo do [céu]. E […] para eles […] e […] para nós e […].</div><div><br></div><div>Jesus disse-lhes, “Parem de lutar comigo. Cada um de vocês tem sua própria estrela, e todos —aproximadamente 17 linhas se perderam—] [43] em […] quem veio [… fonte] para a árvore […] desta eternidade […] durante um tempo […] mas ele veio para molhar o paraíso de Deus, e a [geração] que durará, porque [ele] não poluirá o [caminho de vida da]quela geração, mas […] por toda a eternidade.”</div><div><br></div><div> &nbsp;</div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>JUDAS PERGUNTA A JESUS SOBRE AQUELA GERAÇÃO E SOBRE AS GERAÇÕES HUMANAS</b></div><div><br></div><div>Judas disse a [ele, “Rabbi], que tipo de fruto esta geração produz?” Jesus disse-lhe, “As almas de todas as gerações humanas morrerão. Porém, quando estas pessoas completaram o tempo do reino e o espírito as deixar, seus corpos morrerão, mas suas almas estarão vivas, e eles serão levados.” Judas disse, “E o que fará o resto das gerações humanas?” Jesus disse, “É impossível [44] plantar</div><div><br></div><div>sementes nas [pedras] e colher seus frutos. [Esta] também é a maneira […] a geração [poluída] […] e a Sophia corruptível […] a mão que criou as pessoas mortais, de forma que suas almas vão até os reinos eternos do alto. [Verdadeiramente] eu lhes digo, […] anjo […] poder poderá ver que […] estes para quem […] gerações santas […].”</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Depois, que Jesus disse isto, partiu.</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>CENA 3: Judas narra uma visão e Jesus responde</div><div><br></div><div>Judas disse, “Mestre, como tu escutaste a todos eles, agora também escuta-me, pois eu tive uma grande visão”.</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Quando Jesus ouviu isto, ele riu e disse-lhe, “Você décimo terceiro espírito, por que tenta sem se abater?</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Mas fala, e eu serei indulgente com você.”</div><div><br></div><div>Judas disse-lhe, “Na visão eu me vi sendo apedrejado pelos doze discípulos, que estavam perseguindo- [45] [me severamente]. E eu também vim para o lugar onde […] depois de ti. Eu vi [uma casa…], e meus olhos não puderam [compreender] seu tamanho. Grandes pessoas estavam cercando-a, e aquela casa [ tinha ] um telhado de verdura, e no meio da casa havia [uma multidão—faltam duas linhas—], dizendo, ‘Mestre, leva-me juntamente com estas pessoas’”.</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>[Jesus] respondeu-lhe dizendo, “Judas, sua estrela o desviou.” Ele continuou, “Nenhuma pessoa de nascimento mortal é merecedora de entrar na casa que você viu, pois aquele lugar está reservado para o sagrado. Nem o sol nem a lua regerão lá, nem o dia, mas o sagrado lá habitará sempre, no reino eterno com os anjos santos. Olhe, eu lhe expliquei os mistérios do reino [46] e eu lhe ensinei sobre o erro das estrelas; e […] envie-o […] nas doze eternidades.”</div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"> &nbsp;</div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>JUDAS PERGUNTA SOBRE SEU PRÓPRIO DESTINO</b></div><div><br></div><div>Judas disse, “Mestre, poderia ser que minha semente estivesse debaixo do controle dos regentes?” Jesus respondeu-lhe dizendo, “Venha, que eu [—duas linhas que perderam—], mas isso você sofrerá muito quando você vir o reino e toda sua geração.” Quando Judas ouviu isto, ele disse, “Qual foi o bem que eu recebi? Pois tu me separaste para aquela geração.”</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Jesus, respondendo, disse-lhe, “Você se tornará o décimo terceiro, e será amaldiçoado pelas outras gerações—e você regerá sobre elas. Nos últimos dias eles amaldiçoarão sua ascensão [47] para a [geração] santa.”</div><div><br></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>JESUS ENSINA COSMOLOGIA A JUDAS SOBRE: O ESPÍRITO E O AUTOGERADO</b></div><div><br></div><div>Jesus disse, “[Venha], para que eu possa lhe ensinar acerca dos [segredos] que nenhuma pessoa [jamais] viu. Pois lá existe um grande e ilimitado reino cuja extensão nenhuma geração de anjos jamais viu, [no qual] há [um] grande [Espírito] invisível, o qual nenhum olho, de qualquer anjo, jamais viu, nenhum pensamento do coração jamais compreendeu, e nunca foi chamado por qualquer nome.</div><div><br></div><div>“E uma nuvem luminosa lá apareceu. Ele disse, ‘Permita que um anjo nasça para ser meu criado.’</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>“Um grande anjo, o divino iluminado Autogerado, emergiu da nuvem. Por causa dele, quatro outros anjos nasceram de uma outra nuvem, e eles se tornaram criados para o anjo autogerado. O Autogerado disse, [48] ‘Permite […] nasça […]’, e nasceu […]. E ele [criou] a primeira luminária para reinar sobre ele. Ele disse, ‘Permita que os anjos nasçam para servi-[lo]’, e miríades, um sem-número, nasceram. Ele disse, ‘[deixe] um éon iluminado nascer,’ e ele nasceu. Ele criou a segunda luminária [para] reinar sobre ele, juntamente, com miríades de anjos para servi-lo. Isso é como ele criou o restante dos éons iluminados. Ele os fez reinar sobre eles, e criou para eles inumeráveis anjos, para assisti-los.</div><div><br></div><div> &nbsp;</div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>ADAMAS E AS LUMINÁRIAS</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div><div> &nbsp;</div><div>“Adamas estava na primeira nuvem luminosa, que nenhum anjo jamais viu entre tudo aquilo chamado ‘Deus’. Ele [49] […] que […] a imagem […] e pela semelhança d[este] anjo. Ele fez a incorruptível [geração] de Seth aparecer […] os doze […] os vinte e quatro […]. Ele fez setenta e duas luminárias aparecerem na geração incorruptível, conforme a vontade do Espírito. As setenta e duas luminárias mesmas fizeram aparecer trezentas e sessenta luminárias na geração incorruptível, de acordo com a vontade do Espírito, de maneira que o número delas deveria ser de cinco para cada uma. “Os doze éons das doze luminárias constituem o pai delas, com seis céus para cada éon, de maneira que há setenta e dois céus para as setenta e duas luminárias, e para cada uma [50] [delas, cinco] firmamentos, [para um total de] trezentos e sessenta [firmamentos…]. A elas foi dada autoridade e uma [grande] hoste [inumerável] de anjos, para glória e adoração, [e depois disso também] espíritos virgens, para glória e [adoração] de todos os éons e dos céus e dos firmamentos deles.</div><div><br></div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>O COSMOS, O CAOS, E O MUNDO INFERIOR</b></div><div><br></div><div>“A multidão constituída desses imortais é chamada de cosmos—isto é, perdição - pelo Pai e pelas setenta e duas luminárias, que estão com os Autogerado e seus setenta e dois éons. Nele o primeiro humano apareceu com seus poderes incorruptíveis. E o éon que apareceu com sua geração, o éon no qual estão a nuvem do conhecimento e o anjo, é chamado [51] El. […] éon […] depois disso […] dito, ‘Permita que os doze anjos apareçam [para] governar o caos e o [mundo inferior]’. E veja, da nuvem apareceu um [anjo] cuja face relampejava com fogo e cuja aparência foi sujada com sangue. O nome dele era Nebro, que quer dizer ‘rebelde’; outros o chamam Yaldabaoth. Outro anjo, Saklas, também veio da nuvem. Assim Nebro criou seis anjos—assim como também Saklas—para serem assistentes, e estes produziram doze anjos nos céus, com cada um recebendo uma porção nos céus.</div><div><br></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>OS GOVERNANTES E OS ANJOS</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><br></div><div>“Os doze governantes falaram com os doze anjos: ‘Permite, cada um de vocês, [52] […] e os deixaram […] geração [—uma linha se perdeu—] anjos’:</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>O primeiro é [S]eth que é chamado Cristo.</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>O [segundo] é Harmathoth que é […].</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>O [terceiro] é Galila.</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>O quarto é Yobel.</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>O quinto [é] Adonaios.</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Estes são os cinco que regem o mundo inferior e, preponderantemente, o caos.</div><div><br></div><div> </div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>A CRIAÇÃO DA HUMANIDADE</b></div><div><br></div><div>“Então Saklas disse aos seus anjos, ‘Criemos um ser humano segundo a semelhança e a imagem’. Eles moldaram Adão e sua esposa Eva, que é chamada, na nuvem, de Zoe. Pois por este nome todas as gerações buscam o homem, e cada uma delas chama a mulher por estes nomes. Agora, Sakla não [53] con[trolou…] exceto […] as gera[ções…] isto […]. E o [governante] disse a Adão, ‘Você viverá muito tempo, com seus filhos’”.</div><div><br></div><div> &nbsp;</div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>JUDAS PERGUNTA SOBRE O DESTINO DE ADÃO E DA HUMANIDADE</b></div><div><br></div><div>Judas disse a Jesus, “[O que] é uma longa duração de tempo, a qual o ser humano viverá?” Jesus disse, “Por que você está desejando saber isto? Aquele Adão, com a geração dele, viveu seu tempo de vida no local onde ele recebeu seu reino, com longevidade junto com seu regente?”</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Judas disse a Jesus, “O espírito humano morre?”</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Jesus disse, “Foi por isso que Deus ordenou a Miguel que desse os espíritos das pessoas a elas como um empréstimo, de maneira que elas poderiam oferecer serviço, mas o Altíssimo ordenou a Gabriel que concedesse espíritos à grande geração sem regente sobre ela—isto é, sobre o espírito e a alma. Então, o [resto] das almas [54] [—uma linha se perdeu—].</div><div><br></div><div> &nbsp;</div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>JESUS DISCUTE A DESTRUIÇÃO DO MAL COM JUDAS E OS OUTROS</b></div><div><br></div><div> &nbsp;</div><div>“[…] luz [—quase duas linhas se perderam—] ao redor […] deixe […] espírito [isso é] dentro de você mora nesta [carne] entre as gerações de anjos. Mas Deus fez com que o conhecimento fosse [dado] para Adão e aqueles que estavam com ele, de forma que os reis do caos e do mundo inferior não poderiam controlar o conhecimento deles.”</div><div><br></div><div><b>Judas disse a Jesus, “Assim o que farão essas gerações?”</b></div><div><br></div><div>Jesus disse, “Verdadeiramente eu lhe digo, para todos eles as estrelas trazem a conclusão dos assuntos. Quando Saklas completar o lapso de tempo designado para ele, a primeira estrela deles aparecerá com as gerações, e eles terminarão o que disseram que fariam. Então eles fornicarão em meu nome, e matarão as suas crianças [55] e eles irão […] e [—aproximadamente seis linhas e meia se perderam—] meu nome, e ele irá […] sua estrela sobre o [décimo]terceiro éon.” Depois disso Jesus [riu].</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>[Judas disse], “Mestre, [por que tu estás rindo de nós]?”</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>[Jesus] respondeu [e disse], “eu não estou rindo [de vocês] mas sim do erro das estrelas, porque estas seis estrelas vagam, aproximadamente, com estes cinco combatentes, e todos eles serão destruídos junto com suas criaturas.”</div><div><br></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b> JESUS FALA DOS QUE SÃO BATIZADOS, E DA TRAIÇÃO DE JUDAS</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div><div> </div><div>Judas disse a Jesus, “Olha, o que farão os que foram batizados em teu nome?”</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Jesus disse, “Verdadeiramente eu digo [a você], este batismo [56] […] meu nome [—aproximadamente nove linhas se perderam—] para mim. Verdadeiramente [eu] digo a você, Judas, [aqueles que] ofereçam sacrifícios a Saklas […] Deus [—três linhas se perderam—] tudo que é mau.</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>“Mas você excederá a todos eles. Pois você sacrificará o homem que me reveste.</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Seu chifre(sua taça?) já foi elevado, sua ira foi acendida, sua estrela mostrou-se brilhantemente, e seu coração tem […]. [57]</div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>“Verdadeiramente […] seu último […] torna-se [—aproximadamente duas linhas e meia se perderam—], aflija [—aproximadamente duas linhas se perderam—] o regente, desde que ele será destruído. E então a imagem da grande geração de Adão será exaltada, previamente para o céu, a Terra, e os anjos, aquela geração, que é dos reinos eternos, existe. Olhe, a você tudo foi contado. Erga seus olhos para cima e olhe para a nuvem e para a luz dentro dela e para as estrelas que a cercam. A estrela que conduz o caminho é a sua estrela.”</div><div><br></div><div> &nbsp;&nbsp;</div><div>Judas ergueu os olhos e viu a nuvem luminosa, e entrou nela. Os que estavam em pé no chão ouviram uma voz que vinha da nuvem, dizendo, [58] […] grande geração […] … imagem […] [—aproximadamente cinco linhas se perderam—].</div><div> &nbsp;</div><div>CONCLUSÃO: JUDAS TRAI JESUS</div><div><br></div><div>[…] Os Altos Sacerdotes murmuraram porque [ele] havia entrado no quarto de hóspedes para fazer sua oração. Mas alguns escribas estavam lá observando cuidadosamente para prendê-lo durante sua oração, porque eles tinham medo das pessoas, desde que ele foi considerado por todos como um profeta. Eles aproximaram-se de Judas e disseram-lhe, “O que você está fazendo aqui? Você é um discípulo de Jesus”.</div><div><br></div><div>Judas lhes respondeu como eles desejavam. E ele recebeu algum dinheiro e ele o entregou para eles.</div><div><br></div><div> &nbsp;</div><div> </div><div data-text-align="end" style="text-align: end;"><b>THE GOSPEL OF JUDAS MEYER trad port da FRA</b></div><div data-text-align="end" style="text-align: end;"><b>(Tradução FRA)</b></div></div></div>]]></description>
			<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 16:07:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[EUCARISTIA]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Gnosticismo"><![CDATA[Gnosticismo]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_00000002E"><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs12lh1-5 ff1">O problema mais profundo das Religiões cristãs é a Eucaristia que, de fato, nunca deixou de preocupar os sacerdotes.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Basta consultar a Teologia de Sacrest para perceber-se o esforço dos Católicos na demonstração de que o pão, ou melhor, a hóstia está convertida em Deus, DE VERUM, como diz o dogma e sustentava o próprio São Tomás.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">É este o grande ato de magia que o sacerdote, quando pronúncia os mantras:</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><i>HOC EST ENIM CORPUS MEUM e HIC EST CALIX SANGUINIS MEI, como pronunciara o Nazareno por ocasião da CEIA e que significam ESTE É MEU CORPO e ESTE É MEU SANGUE.</i></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">No fundo o Catolicismo afirma que a hóstia é realmente Deus e, por isto, a coloca em exposição nos seus altares, no momento das cerimônias religiosas. Os fiéis prostram-se de joelhos na consumação deste santo sacrifício.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs12lh1-5 ff1">Não pensam do mesmo modo os Protestantes que, acentuando com Lutero as seguintes palavras do Senhor: FAZE ISTO EM MINHA MEMÓRIA, deduzem que a Eucaristia nada tem de comum com o corpo e o sangue do Cristo e que tudo se limita a uma cerimônia sem a mínima transcendência, constituindo-se numa mera recordação da Ceia do Nazareno. Ficou, portanto, a comunhão, para os Protestantes, reduzida à expressão de um símbolo e nada mais.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Disto deriva, efetivamente, a diferença que distingue o Catolicismo do Protestantismo, que, se pudessem entrar em acordo, com relação a outros pontos de doutrina, jamais se harmonizariam. quanto ao Sacramento da Eucaristia.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs12lh1-5 ff1">O Catolicismo Romano compreende perfeitamente o valor de tudo isto e por este motivo não deixa de realizar periodicamente os seus CONGRESSOS EUCARÍSTICOS. É também notável a devoção que o Catolicismo tributa à hóstia, exposta por ocasião da missa.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs12lh1-5 ff1">Os GNÓSTICOS, que procuram esclarecer estes assuntos, encaram o problema através de um prisma muito mais transparente e cristalino. A hóstia e o vinho são ou não o corpo e o sangue do Cristo?</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs12lh1-5 ff1">Se a razão está com os Católicos é insignificante o cerimonial que executam para a celebração de tão sagrados elementos; se está, porém, com os Protestantes, carece de importância, pois, o Nazareno aludiu a coisas muito mais elevadas que a Igreja não celebra, pelo menos, com tanta retumbância. A crucificação, por exemplo, seria um ato ritualístico de sublime significação.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs12lh1-5 ff1">Os Mistérios antigos no Egito ou na Grécia, realizavam sempre idênticas solenidades e a UNÇÃO foi, do mesmo modo, considerada uma cerimônia de assinalada preponderância. Daí, certamente, o interesse que o sacramento desperta.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs12lh1-5 ff1">Para a solução do problema lançamos mão da nossa CHAVE: o México nos antigos Mistérios do Sol que, ainda hoje, são celebrados, na sua original pureza, pelos Chuch-kahau que são Magos ou Sacerdotes existentes no Departamento de Chiche, na Guatemala e em outras localidades do Yucatan.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Acentuamos que se trata do Cristo e, para isto, basta refletir quem foi Quetzalcoatl. Fixemos nossa mente no SOL, não no sentido puramente material e astronômico de centro do sistema planetário; não como o SOL que é apenas um expoente parcial, mas, no SOL como essência da sua luz que é, em si mesma, o REINO DO CÉU, a SUBSTÂNCIA CRISTÔNICA, esparsa por todo o Cosmos.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs12lh1-5 ff1">Deste modo os Mistérios antigos compreenderam Quetzalcoatl e assim, justamente, devemos compreender o Cristo, na sua qualidade de substância intima, solar. Os antigos Mexicanos tinham o costume de pôr nos túmulos diversos alimentos como pão e pulque, isto é, pão e vinho e acreditavam que os mortos, depois de abandonarem o corpo material, possuíam necessidades físicas e precisavam, portanto, alimentar-se.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Ainda mantêm esses velhos hábitos que, por mais extravagantes que pareçam, não deixam de ter uma explicação. Quando morremos, e a alma deixa o corpo, continuamos a sentir, por muito tempo, o ambiente em que vivemos, e nos parecerá estranho como conseguimos atravessar as paredes das habitações familiares, sem despertar a atenção dos que nos cercam. </span><span class="fs12lh1-5 ff1">O conhecimento destes fenômenos deu origem ao Espiritismo, que não deixa de ter suas razões.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Pois bem, quando vivemos, tomamos alimentos, entre eles, pão e vinho, que, ao penetrarem em nosso organismo, são transformados e assimilados. Quando mortos, não dispomos dos órgãos necessários à alimentação, mas a Alma do ser desencarnado percebe que tudo, agora, se opera de um modo absolutamente contrário. Ao invés de o alimento, por exemplo, penetrar no organismo, o organismo penetra no alimento, e nisto está a CHAVE ou a explicação do Mistério.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Todos nós recebemos, em particular, essa energia solar, essa luz íntima do Cosmos. Jesus foi o único que se saturou e se converteu nessa luz; o Mistério do Gólgota reside em que a alma do Nazareno, depois do sacrifício da cruz, difundiu-se por todo o Cosmos, sem perder, contudo, a sua personalidade e sua missão de Guia de nosso Planeta.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs12lh1-5 ff1">Um sacerdote consciente pode, portanto, invocar o Cristo e conseguir que a substância Cristônica penetre realmente no pão e no vinho que, uma vez em nosso organismo SE UNE AO CRISTO DO NOSSO EU SUPERIOR.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Assim, nem os Católicos nem os Protestantes têm razão. A explicação do Mistério está no que acabamos de expor. O México, com seu culto solar, nos dá a CHAVE DO GRANDE MISTÉRIO e se as filosofias e religiões que nos chegam do Oriente, exaltam a Índia, o Egito e a Grécia, por este motivo, com maior razão temos o dever de exaltar o México.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><b>Mestre Huiracocha R+</b></span></div></div>]]></description>
			<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 11:39:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[Breve História da FRA e Sua Missão Espiritual]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Introdut%C3%B3rio"><![CDATA[Introdutório]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_00000002D"><div class="imTAJustify"><span class="fs12lh1-5">Conhecer a origem de uma tradição é compreender melhor o espírito que a anima. A Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA) carrega uma história de quase um século, marcada pela dedicação de seus fundadores e pela fidelidade a uma missão que permanece atual: servir à Grande Obra da evolução espiritual da humanidade.</span></div><div class="imTAJustify"><span class="fs12lh1-5"><br></span></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>As raízes: Arnold Krumm-Heller e o Mestre Huiracocha</b></div><div class="imTAJustify"><b><br></b></div> &nbsp;<div class="imTAJustify">A história da FRA está ligada à figura do médico e ocultista alemão Arnold Krumm-Heller, nascido em 1876. Ainda jovem, viajou ao México, onde tinha familiares, e ali estudou e exerceu a medicina, chegando a servir como coronel médico no exército do presidente Madero. Sua trajetória espiritual foi marcada por sucessivas buscas: passou pelo Espiritismo, aproximou-se de correntes esotéricas europeias e, ao longo do caminho, recebeu o nome iniciático de Mestre Huiracocha — pelo qual viria a ser conhecido em toda a tradição rosa-cruz latino-americana.</div> &nbsp;<div class="imTAJustify">Foi na América Latina, na década de 1920, que Krumm-Heller organizou e difundiu a Fraternitas Rosicruciana Antiqua, fundando em 1927 a Revista Rosa-Cruz, voltada à Espanha e à América Latina, e estabelecendo em 1928, em Bogotá, a primeira Aula Lucis do continente. A partir daí, a Fraternidade se expandiu rapidamente por diversos países de língua espanhola e, pouco depois, alcançou o Brasil.</div><div class="imTAJustify"><br></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>A chegada ao Brasil</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div> &nbsp;<div class="imTAJustify">Em 1932, o Mestre Huiracocha designou seu discípulo Giuseppe Cagliostro Cambareri para representá-lo em terras brasileiras. Cambareri reuniu um grupo de pioneiros — muitos deles ligados à Sociedade Teosófica e ao Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento — e, em 27 de fevereiro de 1933, fundaram em São Paulo a Loja Santo Graal, primeira sucursal brasileira da FRA.</div> &nbsp;<div class="imTAJustify">Ainda em 1933, a sede foi transferida para a cidade do Rio de Janeiro, então capital do país, onde se inaugurou a Aula Lucis Central. Sob a liderança do irmão Joaquim Soares de Oliveira, a Fraternidade passou por algumas mudanças de endereço na Tijuca, até se estabelecer, em 1938, em sede própria na rua Saboia Lima — onde permanece até os dias de hoje. Essa linhagem brasileira, conhecida como Huiracocha-Cambareri, tornou-se uma das mais expressivas ramificações da FRA no mundo.</div><div class="imTAJustify"><br></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>Uma tradição em diálogo com outras escolas irmãs</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div> &nbsp;<div class="imTAJustify">Ao longo de sua trajetória, a FRA estabeleceu vínculos de irmandade com outras organizações rosa-cruzes. Em 1949, pouco antes de seu falecimento, o Mestre Huiracocha associou formalmente a FRA à Fraternitas Rosae Crucis (FRC), organização fundada em 1908 nos Estados Unidos por Reuben Swinburn Clymer, herdeira da tradição esotérica de Paschal Beverly Randolph. Essa aproximação teve como objetivo fortalecer e preservar a difusão do autêntico ensinamento rosacruz, permitindo que os membros da FRA tivessem acesso também aos ensinamentos da escola americana.</div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><br></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>A missão espiritual da FRA</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div> &nbsp;<div class="imTAJustify">Mais do que uma instituição com sede e estatuto, a FRA se define por sua missão: "Servir à Grande Obra". Trata-se de uma instituição espiritualista, mística, eclética e cristã, sem fins lucrativos ou políticos, mantida pela contribuição voluntária de seus membros e sustentada, em todos os planos, por mentes e corações dedicados a um ideal comum.</div> &nbsp;<div class="imTAJustify">Seu propósito é orientar aqueles que aspiram a um refúgio de paz interior e irradiar pensamentos de luz capazes de dissipar as trevas da ignorância — iluminando o caminho de quantos buscam sinceramente o Reino dos Céus, qualquer que seja sua origem religiosa. Para isso, os membros se reúnem periodicamente para estudar, participar de rituais e confraternizar, e a Fraternidade mantém também um sistema de ensino à distância, por correspondência, permitindo que a busca espiritual alcance quem não pode frequentar presencialmente suas Aulas.</div><div class="imTAJustify"><br></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>Uma chama que atravessa gerações</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div> &nbsp;<div class="imTAJustify">Quase um século depois de sua fundação, a FRA permanece fiel ao espírito que a fez nascer: o compromisso com o estudo sério, a vivência fraterna e o serviço desinteressado à humanidade. Sua história é a prova viva de que os ideais rosa-cruzes — conhecimento, purificação e amor fraterno — resistem ao tempo e continuam, hoje, iluminando o caminho de quantos buscam algo além da vida material.</div><div class="imTAJustify"><b>Mais informações são encontradas em nosso site oficial: www.fra.org.br</b></div></div>]]></description>
			<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 21:19:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[Princípios Básicos da Vida Interior: Recolhimento, Oração e Disciplina Espiritual]]></title>
			<author><![CDATA[DMC]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Introdut%C3%B3rio"><![CDATA[Introdutório]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_00000002C"><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs12lh1-5">A vida interior é o solo onde toda transformação espiritual verdadeira lança suas raízes. Sem ela, o estudo mais erudito permanece estéril e o ritual mais solene se esvazia de sentido. Na tradição rosacruciana, cultivar essa vida interior é tarefa diária, silenciosa e constante — e se apoia em três pilares fundamentais: o recolhimento, a oração e a disciplina espiritual.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>O Recolhimento: a arte de voltar-se para dentro</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Vivemos voltados para fora — para o trabalho, as telas, as vozes alheias, as urgências do mundo. O recolhimento é o movimento inverso: um retorno consciente ao próprio centro. Não se trata de fuga da realidade, mas de um gesto necessário para que a mente se aquiete e a alma possa se ouvir.</div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Recolher-se é reservar, todos os dias, um momento de silêncio e solidão interior, ainda que breve. É desligar-se do ruído externo para perceber o que realmente se passa dentro de si: os pensamentos que insistem, as emoções que pedem atenção, a voz sutil da consciência que raramente é ouvida em meio à agitação cotidiana. Sem esse hábito, a vida espiritual permanece teórica; com ele, torna-se experiência viva.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>A Oração: diálogo, não repetição</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify">A oração, entendida em seu sentido mais profundo, não é a repetição mecânica de fórmulas, mas um verdadeiro diálogo entre o ser humano e o Divino. Orar é elevar o pensamento e o sentimento, é abrir um canal de comunicação sincera — seja para pedir orientação, agradecer, ou simplesmente reconhecer a presença de algo maior que nos sustenta.</div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify">A tradição espiritual ensina que a oração eficaz nasce do coração, não apenas dos lábios. Ela pode assumir muitas formas: palavras, silêncio contemplativo, gratidão diante da natureza, ou simplesmente a intenção pura dirigida ao alto. O essencial é a sinceridade: uma oração verdadeira transforma quem ora, ainda antes de qualquer resposta perceptível.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>A Disciplina Espiritual: constância que sustenta o crescimento</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Nenhuma vida interior se sustenta sem disciplina. Não a disciplina rígida e punitiva, mas aquela que nasce do amor ao próprio caminho — a constância de quem entende que o crescimento espiritual, como qualquer arte, exige prática regular.</div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Isso significa estabelecer hábitos: horários de estudo e meditação, momentos fixos de recolhimento, atenção contínua sobre os próprios pensamentos e ações, esforço diário para viver de acordo com os princípios que se professam. A disciplina espiritual não busca a perfeição imediata, mas o progresso sustentado — um passo de cada vez, com paciência e perseverança.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>Três práticas, um só movimento</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Recolhimento, oração e disciplina não são compartimentos separados: formam um único movimento de aproximação do Divino. O recolhimento cria o silêncio necessário para que a oração seja genuína; a oração alimenta o desejo de viver com mais coerência; e a disciplina transforma esse desejo em hábito duradouro, capaz de sustentar a alma nos momentos de dificuldade.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>Um convite à prática diária</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify">A vida interior não se constrói em grandes gestos ocasionais, mas em pequenos atos repetidos com fidelidade: alguns minutos de silêncio pela manhã, uma oração sincera antes de dormir, um exame de consciência ao final do dia. É nesse cultivo humilde e constante que a semente espiritual, lançada em cada um de nós, encontra as condições para germinar e florescer.</div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"> &nbsp;</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Que cada leitor encontre, hoje mesmo, um momento para recolher-se, orar e renovar seu compromisso com a própria disciplina interior — pois é nesse espaço silencioso que a verdadeira transformação acontece.</div><div> &nbsp;</div></div>]]></description>
			<pubDate>Tue, 28 Jul 2026 21:08:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[O Caminho Rosacruciano na Fraternitas Rosicruciana Antiqua]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Introdut%C3%B3rio"><![CDATA[Introdutório]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_00000002B"><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1">O Caminho Rosacruciano na Fraternitas Rosicruciana Antiqua</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1"><br></b></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Trilhar o caminho rosacruciano não é aderir a uma crença nova, mas reconhecer algo que já habita em nós: a centelha divina que aguarda ser despertada. Na Fraternitas Rosicruciana Antiqua (FRA), esse caminho é compreendido como uma senda prática de autoconhecimento, disciplina espiritual e serviço, apoiada em uma tradição mística, eclética e cristã que atravessa séculos.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1">Um caminho, não uma doutrina fechada</b></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><b class="ff1"><br></b></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">O Rosacrucianismo não pede que se abandone uma fé ou se adote um dogma rígido. Ele convida a pessoa a olhar para dentro, a experimentar por si mesma as verdades que os grandes mestres espirituais sempre ensinaram: que o ser humano é, em essência, um espírito em evolução, e que a vida na Terra é uma escola onde se aprende, degrau a degrau, a reconciliar a matéria com o espírito. Por isso, a FRA acolhe buscadores de diferentes origens religiosas e filosóficas, desde que movidos por sinceridade e desejo genuíno de crescimento interior.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1">As três direções da senda:</b></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Tradicionalmente, o caminho rosacruciano se apoia em três movimentos complementares:</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><b>Conhecer</b> — o estudo dos princípios universais, da simbologia, da história das tradições esotéricas e das leis que regem tanto o mundo visível quanto o invisível. O conhecimento, aqui, não é acúmulo intelectual, mas ferramenta de transformação.</span></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><b>Purificar</b> — o trabalho constante sobre o caráter, os pensamentos, os hábitos e as emoções. A tradição rosacruz ensina que nenhuma iniciação verdadeira ocorre sem que o candidato refine sua própria natureza, substituindo o egoísmo pela fraternidade e a agitação pela serenidade.</span></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><b>Servir</b> — porque todo conhecimento e toda purificação encontram seu sentido pleno quando revertem em benefício do próximo. A FRA define sua missão como "Servir à Grande Obra": irradiar luz, orientar os que buscam paz e ajudar a dissipar as trevas da ignorância e do sofrimento.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1">Um caminho gradual e vivido em comunidade</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1"><br></b></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Diferente de práticas isoladas de autoajuda, o caminho rosacruciano na FRA é percorrido em fraternidade. Os membros se reúnem periodicamente para estudar, participar de rituais e confraternizar, formando um ambiente de apoio mútuo onde a experiência de cada um enriquece a jornada coletiva. Para quem não pode comparecer presencialmente às reuniões, a Fraternidade mantém um sistema de ensino à distância, por correspondência, permitindo que a busca interior não dependa da proximidade geográfica.</span></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">A progressão se dá por graus e etapas, respeitando o tempo interno de cada estudante. Não há atalhos nem promessas de poderes instantâneos — o que se oferece é um método testado pelo tempo, transmitido de mestre a discípulo, que conduz gradualmente à expansão da consciência.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1">Por que trilhar essa senda hoje</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1"><br></b></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Vivemos em uma época de excesso de informação e escassez de sentido. O caminho rosacruciano responde a essa sede oferecendo algo raro: profundidade. Ele não promete respostas fáceis, mas oferece um método sólido para que cada pessoa descubra, por experiência própria, o sentido de sua existência e o propósito de sua evolução espiritual.</span></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"> &nbsp;</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Para quem sente o chamado de ir além da superfície da vida cotidiana, a Fraternitas Rosicruciana Antiqua estende as portas de sua Aula Lucis: um espaço de estudo, silêncio e fraternidade onde a antiga sabedoria rosacruz continua, hoje como sempre, a iluminar o caminho dos que buscam.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"> &nbsp;</div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1">Princípios Básicos da Vida Interior: Recolhimento, Oração e Disciplina Espiritual</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1"><br></b></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">A vida interior é o solo onde toda transformação espiritual verdadeira lança suas raízes. Sem ela, o estudo mais erudito permanece estéril e o ritual mais solene se esvazia de sentido. Na tradição rosacruciana, cultivar essa vida interior é tarefa diária, silenciosa e constante — e se apoia em três pilares fundamentais: o recolhimento, a oração e a disciplina espiritual.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1">O Recolhimento: a arte de voltar-se para dentro</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1"><br></b></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Vivemos voltados para fora — para o trabalho, as telas, as vozes alheias, as urgências do mundo. O recolhimento é o movimento inverso: um retorno consciente ao próprio centro. Não se trata de fuga da realidade, mas de um gesto necessário para que a mente se aquiete e a alma possa se ouvir.</span></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Recolher-se é reservar, todos os dias, um momento de silêncio e solidão interior, ainda que breve. É desligar-se do ruído externo para perceber o que realmente se passa dentro de si: os pensamentos que insistem, as emoções que pedem atenção, a voz sutil da consciência que raramente é ouvida em meio à agitação cotidiana. Sem esse hábito, a vida espiritual permanece teórica; com ele, torna-se experiência viva.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1">A Oração: diálogo, não repetição</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1"><br></b></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">A oração, entendida em seu sentido mais profundo, não é a repetição mecânica de fórmulas, mas um verdadeiro diálogo entre o ser humano e o Divino. Orar é elevar o pensamento e o sentimento, é abrir um canal de comunicação sincera — seja para pedir orientação, agradecer, ou simplesmente reconhecer a presença de algo maior que nos sustenta.</span></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">A tradição espiritual ensina que a oração eficaz nasce do coração, não apenas dos lábios. Ela pode assumir muitas formas: palavras, silêncio contemplativo, gratidão diante da natureza, ou simplesmente a intenção pura dirigida ao alto. O essencial é a sinceridade: uma oração verdadeira transforma quem ora, ainda antes de qualquer resposta perceptível.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1">A Disciplina Espiritual: constância que sustenta o crescimento</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1"><br></b></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Nenhuma vida interior se sustenta sem disciplina. Não a disciplina rígida e punitiva, mas aquela que nasce do amor ao próprio caminho — a constância de quem entende que o crescimento espiritual, como qualquer arte, exige prática regular.</span></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Isso significa estabelecer hábitos: horários de estudo e meditação, momentos fixos de recolhimento, atenção contínua sobre os próprios pensamentos e ações, esforço diário para viver de acordo com os princípios que se professam. A disciplina espiritual não busca a perfeição imediata, mas o progresso sustentado — um passo de cada vez, com paciência e perseverança.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1">Três práticas, um só movimento</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1"><br></b></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Recolhimento, oração e disciplina não são compartimentos separados: formam um único movimento de aproximação do Divino. O recolhimento cria o silêncio necessário para que a oração seja genuína; a oração alimenta o desejo de viver com mais coerência; e a disciplina transforma esse desejo em hábito duradouro, capaz de sustentar a alma nos momentos de dificuldade.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1"><br></span></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1">Um convite à prática diária</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b class="ff1"><br></b></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">A vida interior não se constrói em grandes gestos ocasionais, mas em pequenos atos repetidos com fidelidade: alguns minutos de silêncio pela manhã, uma oração sincera antes de dormir, um exame de consciência ao final do dia. É nesse cultivo humilde e constante que a semente espiritual, lançada em cada um de nós, encontra as condições para germinar e florescer.</span></div> &nbsp;<div data-text-align="justify" class="imTAJustify"> &nbsp;</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="ff1">Que cada leitor encontre, hoje mesmo, um momento para recolher-se, orar e renovar seu compromisso com a própria disciplina interior — pois é nesse espaço silencioso que a verdadeira transformação acontece.</span></div><div> &nbsp;</div></div>]]></description>
			<pubDate>Sun, 26 Jul 2026 22:15:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[A Importância da Meditação no Caminho Rosacruz]]></title>
			<author><![CDATA[DMC]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Rosacrucianismo"><![CDATA[Rosacrucianismo]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000014"><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><div>Desde os primórdios da tradição rosa-cruz, a meditação não é apresentada como uma técnica de relaxamento ou um simples exercício mental, mas como uma <b>via de conhecimento</b> — um método disciplinado de aproximação daquilo que os antigos chamavam de Gnose: o conhecimento direto, não intelectual, da realidade espiritual que sustenta o mundo visível.</div><div><br></div> &nbsp;<div>Para o estudante rosa-cruz, meditar é atravessar a fronteira entre o mundo dos fenômenos e o mundo das causas. É no silêncio cultivado, e não no acúmulo de informações, que a verdadeira transformação interior começa a se manifestar.</div><div><br></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>O Símbolo da Rosa e da Cruz como Programa Interior</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div> &nbsp;<div>A Cruz, símbolo da matéria, do corpo e das limitações da existência terrena, e a Rosa, símbolo da alma que desabrocha no centro dessa mesma cruz, não são apenas emblemas exteriores da Ordem. São, antes de tudo, um <b>programa de trabalho interior</b>.</div> &nbsp;<div>A meditação é o instrumento pelo qual o buscador cultiva essa rosa dentro de si — o processo lento e silencioso pelo qual a consciência ordinária, presa às urgências do corpo e da personalidade, começa a se abrir para algo mais vasto: a alma imortal, o Eu superior, o testemunho silencioso que habita além do pensamento e da emoção.</div><div><br></div> &nbsp;<div>Não há atalho para esse florescimento. Como toda rosa, ele exige tempo, constância e as condições certas — e é exatamente isso que a prática meditativa diária oferece.</div><div><br></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>Por Que Meditar É Central — e Não Acessório</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div> &nbsp;<div>Muitos se aproximam do estudo rosacruz movidos pela curiosidade intelectual: os símbolos, a história das ordens iniciáticas, a cosmologia hermética, a alquimia espiritual. Todo esse conhecimento é valioso, mas permanece <b>letra morta</b> se não for interiorizado através da experiência direta. É aqui que a meditação cumpre seu papel insubstituível:</div><div><br></div> &nbsp;<ul type="disc"> &nbsp;<li><b>Ela &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;transforma teoria em experiência.</b> Compreender intelectualmente a &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;doutrina do microcosmo — de que o ser humano é um reflexo do universo — é diferente de senti-la, momento a momento, na quietude da contemplação.</li> &nbsp;<li><b>Ela &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;purifica o instrumento do conhecimento.</b> A mente agitada, cheia de ruído e reatividade, distorce tudo o que percebe. A meditação regular &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;aquieta essas águas internas até que elas se tornem um espelho fiel.</li> &nbsp;<li><b>Ela &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;estabelece contato com o Eu superior.</b> Na tradição rosacruz, fala-se de &nbsp;uma centelha divina latente em cada ser humano — a "rosa" oculta &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;no coração. A meditação é o meio pelo qual essa centelha é reconhecida, &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;alimentada e, com o tempo, deixada crescer.</li> &nbsp;<li><b>Ela &nbsp;&nbsp;prepara o corpo e a alma para a verdadeira alquimia.</b> Assim como o &nbsp;alquimista trabalha pacientemente sobre a matéria em seu laboratório, o meditador trabalha sobre si mesmo — dissolvendo padrões cristalizados de &nbsp;pensamento e sentimento para permitir que algo novo nasça.</li> </ul><div><br></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>Uma Prática, não uma Crença</b></div> &nbsp;<div>Um dos aspectos mais importantes do ensinamento rosa-cruz é que ele não pede fé cega, mas <b>verificação pessoal</b>. A meditação é justamente o laboratório dessa verificação. Não se trata de acreditar em conceitos como "alma imortal" ou "consciência cósmica" por autoridade de um texto ou de um mestre, mas de criar, através da prática silenciosa e sustentada, as condições em que tais realidades possam ser experimentadas — ou não — por si mesmo.</div><div><br></div> &nbsp;<div>Esse espírito empírico é o que distingue a espiritualidade rosa-cruz de um simples sistema de crenças: ela convida cada estudante a tornar-se seu próprio laboratório interior.</div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><br></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>Elementos Simples para Começar</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div> &nbsp;<div>Para quem está iniciando essa prática, alguns princípios tradicionalmente enfatizados na via rosa-cruz podem servir de orientação:</div><div><br></div> &nbsp;<div><b>Regularidade.</b> Um breve período diário, sempre no mesmo horário, é mais eficaz do que sessões longas e esporádicas. A alma, como a rosa, precisa de cultivo constante.</div> &nbsp;<div><b>Silêncio e retirada dos sentidos.</b> Um espaço tranquilo, livre de distrações externas, ajuda a voltar a atenção para dentro — não como fuga do mundo, mas como preparação para retornar a ele com mais clareza.</div> &nbsp;<div><b>Respiração consciente.</b> Muitas escolas rosa-cruzes utilizam o ritmo respiratório como ponte entre o corpo físico e os estados mais sutis de consciência, um recurso simples, mas poderoso, de ancoragem.</div> &nbsp;<div><b>Contemplação simbólica.</b> Meditar sobre símbolos como a rosa, a cruz, a luz ou o próprio silêncio permite que a mente racional, pouco a pouco, ceda espaço a uma forma de compreensão mais intuitiva e direta.</div> &nbsp;<div><b>Paciência sem expectativa.</b> O florescimento interior não obedece a cronogramas. A prática rosacruz ensina a cultivar sem exigir resultados imediatos — confiando no processo tanto quanto o jardineiro confia na primavera.</div><div><br></div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>Conclusão: O Templo Interior</b></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><b><br></b></div> &nbsp;<div>Há uma antiga ideia, repetida de diferentes formas em praticamente todas as tradições esotéricas ocidentais, de que o verdadeiro templo não é feito de pedra, mas é construído dentro do próprio ser humano. A meditação é o trabalho silencioso e paciente de erguer esse templo — pedra sobre pedra, respiração sobre respiração, silêncio sobre silêncio.</div> &nbsp;<div>Para o caminho rosa-cruz, essa construção interior não é um fim em si mesma, mas o fundamento sobre o qual toda a compreensão simbólica, histórica e filosófica da tradição ganha vida real. Sem ela, o conhecimento permanece exterior. Com ela, torna-se sabedoria vivida.</div> &nbsp;<div><i>Que cada estudante encontre, no silêncio de sua própria meditação, o primeiro passo do longo caminho que leva ao florescimento da rosa no centro da cruz.</i></div> &nbsp;<div align="center" class="imTACenter"> &nbsp;<hr size="2" width="100%" align="center"> &nbsp;</div> &nbsp;<div data-text-align="center" class="imTACenter"><b>Uma Prática do Dr. Jorge Adoum, o Mago Jefa</b></div><div><b><br></b></div> &nbsp;<div>Para encerrar este artigo com algo vivo e aplicável, deixamos aqui uma prática matinal transmitida pelo Dr. Jorge Adoum — o Mago Jefa, instrutor da nossa Fraternidade —, que ensinava existirem inúmeros meios de conservar e recuperar a saúde física, moral e espiritual, entre eles técnicas de respiração pura e elevação do pensamento. Um desses exercícios matinais foi publicado por ele na <i>Revista Gnose</i>, vol. XI, de 1953, e continua sendo transmitido entre os irmãos da FRA como um pequeno ritual diário de reconexão interior.</div><div><br></div> &nbsp;<div><b>Como praticar:</b></div><div><b><br></b></div> &nbsp;<ol start="1" type="1"> &nbsp;<li><b>Ao &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;despertar</b>, e logo após sua higiene matinal, reserve um instante de &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;quietude antes de iniciar as tarefas do dia.</li> &nbsp;<li><b>Volte-se &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;para o Oriente</b>, na direção do nascer do Sol, e eleve as mãos, com as &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;palmas voltadas para cima, num gesto de abertura e receptividade.</li> &nbsp;<li><b>Pronuncie, &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;em voz baixa ou apenas mentalmente</b>, uma invocação ao Sol Espiritual &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Invisível — o Verbo Divino que habita tanto fora quanto dentro de nós — &nbsp;&nbsp;agradecendo pela consciência recobrada ao despertar, e pedindo Luz, Força &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;e Amor para unir-se a Ele e, a partir dessa união, amar o próximo como a si &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;mesmo.</li> &nbsp;<li><b>Permaneça &nbsp;&nbsp;alguns instantes em silêncio</b>, sentindo — mais do que pensando — essa &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;comunhão com o Sol interior, antes de seguir com as atividades do dia.</li> </ol><div><br></div> &nbsp;<div>Trata-se de um gesto simples, mas que Adoum situava dentro de um conjunto maior de práticas voltadas ao equilíbrio físico, moral e espiritual do aspirante. Repetido com constância, esse breve ato matinal cumpre exatamente aquilo que discutimos ao longo deste artigo: transforma um princípio abstrato — a união entre o microcosmo humano e o macrocosmo divino — em um gesto vivido, dia após dia, no limiar entre o sono e a vigília, entre a noite interior e a luz que se busca cultivar.<span class="fs14lh1-5"> </span></div></div></div>]]></description>
			<pubDate>Thu, 23 Jul 2026 17:52:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[Os Manuscritos de Nag Hammadi e a Sabedoria Oculta da Gnose]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Gnosticismo"><![CDATA[Gnosticismo]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000015"><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">Entre as areias silenciosas do deserto egípcio, no ano de 1945, o destino revelou um tesouro espiritual esquecido pelos séculos: os Manuscritos de Nag Hammadi.</span><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Esses textos, ocultos por mãos devotas há quase dois mil anos, vieram à luz no momento em que a humanidade se prepara para redescobrir sua verdadeira origem espiritual.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Não se tratou de um simples achado arqueológico, mas de um sinal do tempo, um lembrete de que a Sabedoria Eterna, ainda que velada, jamais se perde.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>A Biblioteca do Silêncio</b></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Os códices — treze volumes encadernados em couro — foram encontrados nas proximidades da cidade de Nag Hammadi, no Alto Egito. Escondidos talvez por monges gnósticos, ou por iniciados temerosos da perseguição, os manuscritos permaneceram guardados por quase 1.600 anos.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Escritos em copta, linguagem sagrada dos cristãos do Egito, contêm cinquenta e dois tratados, dentre os quais se encontram o Evangelho de Tomé, o Evangelho de Filipe, o Apócrifo de João e o Evangelho da Verdade.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Não eram textos destinados às massas, mas a almas preparadas, buscadores que sabiam que as palavras de Cristo tinham dois níveis de leitura: um exotérico, voltado ao mundo, e outro esotérico, reservado ao discípulo que já despertou para a Luz interior.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>A Mensagem da Gnose</b></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">A palavra Gnose vem do grego gnosis, que significa conhecimento, mas não o conhecimento racional ou intelectual — trata-se do conhecimento interior, aquele que nasce da experiência direta da alma com o Divino.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Os Manuscritos de Nag Hammadi revelam essa via do conhecimento redentor, que ensina que o homem é um ser duplo: uma centelha divina aprisionada na matéria, que deve lembrar-se de sua origem celeste e retornar à plenitude do Pai.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">A ignorância, para os gnósticos, é o verdadeiro “pecado original”; o despertar, a verdadeira salvação.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Nos textos, encontramos ecos de uma antiga sabedoria universal — a mesma que floresceu em diferentes tradições iniciáticas, do Egito aos Mistérios Helênicos. Eles nos convidam a olhar para dentro, a perceber que o Cristo de que falam não é apenas histórico, mas um princípio cósmico e interior, o Cristo-Luz que habita o coração do homem.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>Evangelhos da Luz Interior</b></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">O Evangelho de Tomé é talvez o mais conhecido desses textos. Nele, o Mestre diz:</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><i>“Se aquilo que está dentro de ti não for trazido à luz, o que está dentro de ti te destruirá. Mas se o trouxeres à luz, isso te salvará.”</i></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Essas palavras contêm o cerne da via gnóstica: a iluminação não vem de fora, mas do trabalho silencioso da alma sobre si mesma.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">O Evangelho de Filipe aprofunda esse ensinamento, revelando que a verdadeira união é o “Casamento Sagrado”, símbolo da reintegração entre o princípio masculino e o feminino, entre o espírito e a alma.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">O Evangelho da Verdade, por sua vez, descreve o esquecimento da alma e seu caminho de retorno ao Pleroma — o Reino da Plenitude. Cada texto é como um espelho do próprio discípulo, refletindo os degraus de sua ascensão interior.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>A Luz Velada e o Retorno ao Pleroma</b></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Nos Manuscritos de Nag Hammadi, o mundo material é visto como um reflexo imperfeito do mundo espiritual. A alma humana, esquecida de sua origem, vive adormecida sob o véu da ilusão.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Mas aquele que desperta e busca o conhecimento interior reacende a chama da memória divina.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Esse processo — o despertar, o reconhecimento e o retorno — é o caminho da iniciação gnóstica, que todas as tradições chamam, de modo diverso, de renascimento, iluminação ou ressurreição em vida.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>Valor Iniciático dos Manuscritos</b></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Para o estudante dos Mistérios, os Manuscritos de Nag Hammadi não são apenas relíquias históricas, mas instrumentos de trabalho interior.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Cada fragmento, cada parábola e símbolo, pode ser meditado e vivido.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Esses textos nos recordam que a Verdade nunca pertenceu a uma religião, mas sempre a um estado de consciência.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">O iniciado aprende que a Gnose é a chave da libertação, o fio dourado que conduz a alma de volta à Unidade perdida.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Ao reencontrar esses escritos, a humanidade moderna também reencontra um reflexo de si mesma: dividida entre o ruído do mundo e o chamado silencioso do Espírito.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Assim, Nag Hammadi é mais do que um lugar físico — é um símbolo do deserto interior, onde cada buscador encontra o vaso oculto de sua própria sabedoria esquecida.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">Os Manuscritos de Nag Hammadi são um convite sagrado. </span><span class="fs14lh1-5">Eles chamam a alma à lembrança de sua origem divina e à redescoberta do Cristo interno, não como crença, mas como presença viva.</span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">O discípulo que se aproxima dessas palavras com reverência e pureza de intenção encontra nelas um espelho do próprio caminho iniciático: o da Luz que desce à matéria para, um dia, retornar vitoriosa à sua fonte.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><i>“O Reino está dentro de vós e fora de vós.</i></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><i>Quando conhecerdes a vós mesmos, então sereis conhecidos, e sabereis que sois filhos do Pai vivo.”</i></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><i>(Evangelho de Tomé,)</i></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><i><br></i></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><div data-text-align="center" class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>Prática</b></span></div><div data-text-align="center" class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div><span class="fs14lh1-5"><b>Uma Meditação Gnóstica: O Retorno à Luz Interior</b></span></div><div><br></div><div>Inspirada na sabedoria dos Manuscritos de Nag Hammadi</div><div><br></div><div><span class="fs14lh1-5"><b>Preparação:</b></span></div><div><br></div><div>Sente-se confortavelmente.</div><div>Mantenha a coluna ereta, os pés bem apoiados no chão ou cruzados, e as mãos repousando suavemente sobre as pernas.</div><div>Feche os olhos.</div><div><br></div><div>Respire profundamente três vezes.</div><div>A cada inspiração, imagine que a Luz do Alto desce suavemente sobre você.</div><div>A cada expiração, deixe que toda tensão, preocupação e pensamento disperso se dissolvam como névoa diante do sol.</div><div><br></div><div>Permita que o silêncio se torne um manto sobre seu ser.</div><div>Neste instante, você retorna ao Templo interior — o santuário onde habita o Espírito da Verdade.</div><div><br></div><div><span class="fs14lh1-5"><b>A Centelha Velada</b></span></div><div><br></div><div>Imagine-se caminhando por um vasto deserto, símbolo da existência terrena.</div><div>As areias são o tempo, o vento são as experiências.</div><div>Em suas mãos, você carrega um pequeno vaso antigo — dentro dele, uma centelha de luz que bruxuleia suavemente.</div><div><br></div><div>Essa centelha representa a memória divina, a essência imortal do seu ser.</div><div>Ela foi colocada em ti antes do nascimento, e embora às vezes pareça oculta, nunca se apaga.</div><div><br></div><div><span class="fs14lh1-5"><b>Repita mentalmente:</b></span></div><div><br></div><div>“Dentro de mim arde a Luz do Pai.”</div><div>“Mesmo no esquecimento, Sua Luz permanece em mim.”</div><div><br></div><div>Sinta essa centelha pulsar no centro do peito — um calor suave, constante, silencioso.</div><div><br></div><div><span class="fs14lh1-5"><b>O Despertar da Gnose</b></span></div><div><br></div><div>Agora, imagine que a luz em seu peito começa a expandir-se, tocando cada célula, cada lembrança, cada pensamento.</div><div>Ela desperta tudo o que estava adormecido.</div><div><br></div><div>A voz da Sabedoria interior sussurra:</div><div><br></div><div>“O que buscas está dentro de ti.”</div><div>“Conhece a ti mesmo, e conhecerás o Todo.”</div><div><br></div><div>Permita-se sentir a verdade dessas palavras.</div><div>Tudo o que é necessário para tua ascensão espiritual já habita em ti — como o Cristo oculto na matéria, esperando ser revelado.</div><div><br></div><div>Visualize-se agora envolto por um campo luminoso, um ovo de luz dourada.</div><div>É o teu Pleroma pessoal — o estado de plenitude divina reencontrada.</div><div><br></div><div><span class="fs14lh1-5"><b>A União com o Todo</b></span></div><div><br></div><div>No silêncio, imagine que sua luz interior se une à Luz maior que envolve o universo.</div><div>Não há separação.</div><div>A centelha torna-se chama, a chama torna-se Sol.</div><div><br></div><div>Você e o Todo são Um só.</div><div>Sinta a paz desse reconhecimento — o reencontro com o Pai, com o Cristo Interior, com a Sabedoria que sempre te aguardou.</div><div><br></div><div>Fique alguns instantes em silêncio, respirando a Luz, sendo a Luz, emanando a Luz.</div><div><br></div><div><span class="fs14lh1-5"><b>O Retorno ao Mundo</b></span></div><div><br></div><div>Lentamente, traga de volta à consciência o ambiente à sua volta.</div><div>Perceba o ar, os sons, o corpo.</div><div>Mas conserve dentro de si o brilho silencioso dessa experiência.</div><div><br></div><div>Saiba que a Luz que viste em teu interior é a mesma que inspirou os antigos iniciados de Nag Hammadi — a mesma que guia tua senda hoje.</div><div><br></div><div>Antes de abrir os olhos, repita interiormente:</div><div><br></div><div>“Que a Luz que habita em mim ilumine meu pensar,</div><div>purifique meu sentir,</div><div>e conduza meu agir.”</div><div><br></div><div>Abra os olhos suavemente.</div><div>A prática está concluída, mas a Presença permanece.</div><div><br></div><div><span class="fs14lh1-5">A meditação gnóstica não busca afastar-se do mundo, mas transfigurá-lo pela consciência.</span><br></div><div>Assim como os antigos discípulos, o estudante de hoje é chamado a reencontrar a Verdade em si mesmo e, por meio dela, servir silenciosamente à humanidade.</div><div><br></div><div><span class="fs14lh1-5"><i>“Quem se conhece, conhece o Todo.”</i></span></div><div><span class="fs14lh1-5"><i>(Evangelho segundo Tomé).</i></span></div><div><br></div><div>Que as rosas floresçam em vossa Cruz!</div></div></div>]]></description>
			<pubDate>Wed, 08 Oct 2025 19:02:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[O Caminho da Iniciação e Suas Aplicações na Vida Moderna]]></title>
			<author><![CDATA[DMC]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Rosacrucianismo"><![CDATA[Rosacrucianismo]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000016"><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">Ao longo da história da humanidade, os povos sempre guardaram mistérios sobre a vida, o ser humano e o universo. Esses ensinamentos, muitas vezes transmitidos de forma simbólica, eram chamados de caminhos iniciáticos.</span><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">O que estava por trás deles não era apenas a transmissão de conhecimento secreto, mas um convite para uma transformação interior profunda. Hoje, no mundo moderno, repleto de tecnologia, informação e pressa, esse chamado continua ecoando. Talvez ainda mais forte do que antes.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>O que é, afinal, a iniciação?</b></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Iniciação é despertar. É atravessar um limiar dentro de nós e perceber que a vida é muito mais do que sobrevivência, rotina ou busca por conquistas externas.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><b class="fs14lh1-5"><i>Ela acontece quando nos permitimos perguntar:</i></b></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Quem sou eu além dos papéis que desempenho?</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Qual é o propósito da minha existência?</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Como posso viver em harmonia comigo mesmo, com os outros e com a natureza?</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">O caminho iniciático não é um evento isolado, mas um processo contínuo. Em muitas tradições, esse processo era representado por símbolos: a escuridão da caverna, a travessia de uma ponte, a morte e o renascimento, o encontro com o mestre ou o guardião. Tudo isso aponta para uma mesma realidade: a necessidade de transformação interior.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>Três etapas universais do caminho.</b></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Apesar da diversidade cultural, os caminhos iniciáticos apresentam três dimensões comuns:</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>Autoconhecimento</b></span> – a coragem de olhar para dentro e reconhecer quem somos de fato. Isso inclui nossas virtudes, mas também nossas sombras.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>Transformação</b></span> – o trabalho diário de vencer medos, superar vícios e cultivar novas qualidades. É como lapidar a pedra bruta até que se revele o diamante.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>Serviço</b></span> – quando o buscador coloca sua vida a serviço de algo maior, não por obrigação, mas como expressão natural de sua essência.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Essas etapas não são lineares. Elas se entrelaçam e se repetem ao longo da vida, cada vez em níveis mais profundos.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>A iniciação na vida moderna</b></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Pode parecer que iniciação pertence ao passado, às antigas escolas de mistério, mas na realidade, ela é mais atual do que nunca.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Vivemos em uma era onde tudo é rápido e superficial: mensagens instantâneas, consumo desenfreado, informações em excesso. Mas, por trás disso, cresce uma sensação de vazio, como se algo essencial estivesse faltando.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">É justamente aí que o caminho iniciático encontra sua aplicação prática:</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>No trabalho</b></span>: transformar a rotina em oportunidade de aprendizado. Em vez de viver apenas pelo salário, buscar propósito, ética e contribuição.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>Nas relações</b></span>: enxergar o outro como espelho, aprendendo empatia, paciência e compaixão.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>Na espiritualidade</b></span>: não se prender apenas a dogmas ou crenças externas, mas buscar uma experiência real de conexão com o sagrado.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>Na saúde mental:</b></span> cultivar silêncio, respiração consciente, meditação e práticas que tragam equilíbrio diante do caos.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>Pequenos rituais, grandes transformações</b></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Não precisamos esperar por cerimônias grandiosas para viver a iniciação. Ela se manifesta em gestos simples:</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><ul><li>Respirar fundo antes de reagir a uma situação difícil.</li><li>Escolher a verdade, mesmo quando a mentira seria mais fácil.</li><li>Reservar alguns minutos do dia para o silêncio interior.</li><li>Transformar cada desafio em oportunidade de crescimento.</li></ul></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Esses pequenos atos são as provas iniciáticas da vida moderna. São eles que lapidam nossa consciência e nos tornam mais humanos.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><b><span class="fs14lh1-5">O </span><span class="fs14lh1-5">chamado interio</span></b><span class="fs14lh1-5"><b>r</b></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Muitas vezes, esse chamado surge em momentos de crise: a perda de um ente querido, uma doença, um fracasso ou uma grande mudança. Outras vezes, aparece em forma de inspiração: uma vontade repentina de buscar mais, de ir além do que é visível.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Atender a esse chamado não significa abandonar tudo, mas viver de maneira diferente. É escolher estar desperto, consciente e presente, em vez de apenas reagir automaticamente às circunstâncias.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>O caminho é contínuo</b></span></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Não existe ponto final. O caminho iniciático é uma jornada sem término, onde cada passo nos aproxima mais de nós mesmos. Cada vitória interior abre novas portas, e cada desafio vencido fortalece a alma.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">O mais belo é perceber que, no fim, não buscamos nada fora de nós. O Graal, o templo, a luz, sempre estiveram dentro. A iniciação é apenas o retorno a essa verdade.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">Em tempos de correria e dispersão, o caminho da iniciação nos convida a viver com profundidade. Ele nos lembra que somos mais do que corpos que trabalham e consomem: somos seres espirituais vivendo uma experiência humana.</div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify"><br></div><div data-text-align="justify" class="imTAJustify">E cada gesto consciente, cada escolha feita com amor, é um passo nessa jornada que transforma não só a nós mesmos, mas também o mundo ao nosso redor.</div></div>]]></description>
			<pubDate>Sun, 24 Aug 2025 18:35:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[O estudo da Mecânica Celeste e a tradição da Páscoa]]></title>
			<author><![CDATA[DMC]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Rosacrucianismo"><![CDATA[Rosacrucianismo]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000017"><div class="imTARight"><span class="fs14lh1-5"><b>O estudo da Mecânica Celeste e a tradição da Páscoa</b></span></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O estudo da Mecânica Celeste, como se sabe, abrange a parte da astronomia que se ocupa da observação e determinação do movimento dos astros. E foi o físico e matemático inglês Isaac Newton [1642 - 1727] que, ao enunciar a lei da gravitação universal, contribuiu para se ampliar o interesse pelo estudo dos fenômenos do céu.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O nosso planeta, ou a Nave Terra, além da rotação, isto é, girar em torno de si mesmo, gira em torno da Estrela Sol descrevendo uma eclíptica, ou órbita, que se conhece pelo nome de translação. O primeiro movimento determina o tempo e o ritmo dos dias, e o segundo, a ocorrência, entre muitas outras configurações, dos anos, equinócios e solstícios.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">No dia 20 do último mês de março, o Sol ingressou no signo de Áries. Esse instante, no hemisfério norte, marca o início da primavera; e no hemisfério sul o do outono. É uma das datas em que o Sol, cortando o equador celeste, determina uma igualdade de duração de tempo para o dia e a noite. </div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">As lendas e tradições dos povos do chamado período helenístico [influência da cultura grega], estão muito associadas à atividade humana, especialmente a agrícola. Procurando manter-se sempre em harmonia com as leis da Natureza e do Cosmos, nossos antepassados, frente a tais fenômenos, celebravam festas e ritos apropriados à ocasião, e adotaram, ao norte do equador, o equinócio da primavera como data para o início do Ano Novo Solar. Aliás, a constelação de Áries, primeira do Zodíaco e facilmente localizável no céu, já era conhecida pelos babilônios. Cerca de 2.500 anos a.C., diante da frequência de tais fenômenos, eles fixaram o início do ano, justamente, nessa época.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O calendário romano, antes da reforma determinada por Júlio César [101 - 44 a.C], tinha início no mês de março. Este calendário, ou Juliano, em data bem posterior [1582] foi revisto e atualizado pelo gregoriano, que é usado até hoje em quase todos os países do mundo.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">No entanto, muitas sociedades esotéricas, entre elas incluindo-se a Fraternitas Rosicruciana Antiqua, fundada por Huiracocha, mantêm a multimilenar tradição de comemorar o Ano Novo no mês de março, ocasião em que tomam deliberações para o período seguinte, elegem e consagram novos dirigentes que, em singular cerimônia, assumem o compromisso de manter os elevados ideais da Ordem, bem como o de servir altruisticamente à humanidade.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Na primavera, o movimento aparente do Sol é indicado como um novo nascimento. Nesse período parece que a vida se renova na Terra, pois recebe novas e mais poderosas energias transmitidas pelos raios solares e os benefícios adicionais gerados pela posição harmônica dos planetas que compõem o sistema heliocêntrico.</div><div class="imTACenter"><img class="image-0" src="https://www.fra.org.br/fama/images/ESOTRES.png"  width="423" height="238" /><br></div><div class="imTAJustify">"Ostara" (Imagem acima), entre os antigos povos escandinavos, era a deusa da primavera. Considerada como símbolo da ressurreição de toda a Natureza, era ardorosamente cultuada no início da estação das flores. Em homenagem à deusa, adotaram o costume de promover a troca de ovos coloridos, chamados de "ovos de Ostara", como emblema de renovação da vida. Essa prática, mais tarde, foi adotada nas comemorações da Páscoa cristã, com o mesmo significado.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O cristianismo, ao celebrar a Páscoa dias após o equinócio da primavera, tem por objetivo a identificação do ressurgimento do vigor da Natureza com a Ressurreição de Jesus, o Salvador, enquanto a comunidade judaica, nessa mesma época, comemora a festa da colheita da cevada e a festa da liberdade, em memória da redenção dos escravos israelitas do jugo egípcio.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Para os hebreus, o regozijo do equinócio, ou da Páscoa, tem um nítido significado de memorial, pois deve marcar o início de uma nova era, ou o tempo da libertação, com o início de uma nova vida, conforme relato no segundo Livro do Antigo Testamento [Êxodo 12:1-14].</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Em Mateus, no capítulo 24:30</div><div class="imTAJustify">“...então aparecerá no Céu o sinal do Filho do Homem” (entrada em Aquário)</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Seria o caso de perguntarmos: &nbsp;Que sinal seria esse?</div><div class="imTAJustify">Em primeiro lugar, é preciso que saibamos que a palavra sinal e signo tem o mesmo valor indicativo; sua tradução do grego por sinal foi mais “católica” do que devia, pois seu sentido real encerrava o de signo zodiacal, o que nos permitiria ler o versículo da seguinte forma:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">.... então aparecerá no Céu o signo do Filho do Homem. </div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">E qual é o signo do filho do Homem? </div><div class="imTAJustify">Sabe-se que o Signo de Aquário é representado por um Homem que derrama, de seu cântaro, eflúvios espirituais (não água) sobre o planeta Terra. E isto pode ser perfeitamente entendido pela análise fria e científica do versículo, comparando-o com outra citação evangélica contida em: </div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> &nbsp;Lucas 22: 7 a 13 e Marcos 14:12/16, onde lemos o seguinte:</div><div class="imTAJustify"> “Ao entrardes na cidade encontrareis um homem com um cântaro d’água; segui-o até a casa em que ele entrar e dizei ao dono da casa: “O Mestre manda perguntar-te: onde é o aposento no qual hei de comer a Páscoa com meus discípulos”.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Ele, então, vos mostrará um espaçoso cenáculo mobiliado. Ali fazei os preparativos.</div><div class="imTAJustify">Em Mateus (cap. 26. v. 17 e 18) este mesmo trecho aparece assim:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">“No primeiro dia dos pães asmos, vieram os discípulos a Jesus e lhe perguntaram: Onde queres que te façamos os preparativos para comeres a Páscoa? E Ele lhes respondeu: &nbsp;Ide à cidade Ter com certo homem e dizei-lhe: O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a Páscoa com os meus discípulos. &nbsp;E eles fizeram como Jesus lhes ordenara.”</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Ora, sabemos que na época deste acontecimento evangélico, um representante do sexo masculino, ou seja, um homem, não podia ser visto carregando um cântaro d’água, atividade exclusiva de mulheres, o que o Mestre Jesus não desconhecia. &nbsp;Portanto, o versículo e a ordem nele implícita, não podiam se referir a um fato mundano daquela época. &nbsp;</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Estudado, entretanto a luz da Ciência Espiritual, podemos vislumbrar nele, um sentido oculto, que se manifesta como uma profecia, que se realiza nos dias em que estamos vivendo.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Senão vejamos: &nbsp;Neste capítulo do Evangelho fica claro os seguintes pontos: </div><div class="imTACenter"><img class="image-1" src="https://www.fra.org.br/fama/images/179220692-256-k387437.jpg"  width="256" height="400" /><br></div><div class="imTAJustify">a) o homem com um cântaro d’água refere-se à Ganimedes, o símbolo zodiacal da constelação de Aquário, representado por um homem com um cântaro no ombro, cujo conteúdo é derramado sobre a eclíptica solar. </div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">b) A festa a ser comemorada é a Páscoa, ou Pessah, significando a comemoração da passagem pelo Mar vermelho realizada pelos Judeus, depois do cativeiro sob o jugo de Faraó.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">c) Isto posto, podemos seguramente deduzir que a mensagem contida no ensinamento evangélico é a promessa de nova manifestação da energia Crística quando da passagem da Era de Peixes para a Era de Aquário, quando:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">....então aparecerá no Céu o signo do Filho do Homem.</div><div class="imTAJustify"> Ele viria, num novo cenáculo, ou seja, em novas condições, comer a Páscoa ou seja, festejar com os que foram salvos do jugo da ignorância, a nova etapa da jornada humana na face da terra, objetivando um outro tipo de progresso espiritual. </div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> É importante notar, também, que tudo isto será realizado em Jerusalém. &nbsp;Jerusalém significa a Casa ou Cidade da PAZ, condição imprescindível a ser instaurada na Terra para esta manifestação, possa ocorrer durante a Era de Aquário. &nbsp;</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Da mesma forma que esses fatos históricos, ainda hoje celebrados de modo alvissareiro, e por certo muito significativos para o mundo ocidental, as ordens esotéricas, especialmente a Maçonaria e a Rosa-Cruz, em consonância com os mitos e lendas religiosas, cultuam a morte e a ressurreição dos Heróis Solares e festejam, solenemente, a chegada do Equinócio Vernal em data mais ou menos coincidente com a simbólica morte de Cristo, o Sol Invictos. Sendo o festival da Páscoa uma sequencia destes eventos cósmicos comemorados entre os antigos no hemisfério Norte.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Os episódios lembrados durante o transcurso do Ano Novo Rosa-Cruz, ao serem examinados sob o ponto de vista do equilíbrio e da harmonia cósmica, da união consciente do homem com a natureza, deverão contribuir para que o Adepto possa, convicto dos postulados do Código de Vida que abraçou, meditar e compreender, com extrema alegria, que a saúde física do corpo, sempre revitalizada, é de fundamental importância para a transmutação de ideias velhas em novos e mais proveitosos conceitos sobre o significado de sua vida. ∆</div><div class="imTAJustify"><br></div></div>]]></description>
			<pubDate>Thu, 17 Apr 2025 10:35:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[O Simbolismo do Natal]]></title>
			<author><![CDATA[DMC]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Gnosticismo"><![CDATA[Gnosticismo]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000018"><div class="imTAJustify">Não há na face da Terra festa religiosa maior do que o Natal, nem sentimento religioso mais enraizado na consciência da humanidade. Comemorado no dia 25 de dezembro, a partir da zero hora, logo após o encerramento da noite mais longa do ano no hemisfério norte, o Natal representa um elo entre os povos de todo o mundo ocidental, reunindo pessoas, religiões, seitas e fraternidades no ideal comum de reverenciar o mais profundo e elevado sentimento de união com o seu Deus.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O Natal ultrapassa barreiras e fronteiras e transforma o mundo em uma imensa aldeia global, onde não há ocidente nem oriente, nem qualquer delimitação, porque em todos os recantos do planeta a grandiosidade da festa é uma tradição que supera a condição humana.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Segundo a história oficial, Jesus Cristo nasceu à meia-noite do dia 24 de dezembro, ou seja, a zero hora do dia 25, o que equivale a dizer que o dia está a zero grau de Capricórnio. Alegoricamente, este momento representa, antes de mais nada, a fecundação da Mãe Natureza pelo Pai Solar; representa a maior de todas as virtudes da passagem indivíduo pela manifestação.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O Natal é uma alegoria, persistindo, por suas características, uma imensa dúvida para os pesquisadores sobre a definição da data exata do nascimento do grande Mestre. Um mistério sobre a matéria paira até mesmo nas narrativas transmitidas pelos primeiros teólogos cristãos, os quatro evangelistas, São Lucas, São Mateus, São Marcos e São João, que legaram à humanidade o conteúdo da obra do Avatar, narrando desde o seu nascimento em Belém até a sua morte, ressurreição e aparecimento aos discípulos, mas sem jamais mencionar claramente aspectos cronológicos que pudessem esclarecer o mistério.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Nesse contexto, o fato histórico diminui de importância e se rende ante a dimensão maior da missão de Jesus e cede lugar à grandiosidade do significado oculto que mostra a sua passagem pela matéria, fato que pode ser quantificado pela posição da própria Igreja Católica, que tem a pretensão de ser a guardiã da doutrina cristã, de vez que também ela continua em dúvida.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>A POLÊMICA CONTINUA</b></span></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTAJustify">Segundo Wilimson, em abordagem sobre a questão, "todos os cristãos sabem que 25 de dezembro é, agora, a festa do nascimento de Jesus, mas poucos sabem que nem sempre foi assim. Nada menos do que 136 datas diferentes foram escolhidas por diversas seitas cristãs, cuja polêmica foi encerrada pelo Papa Júlio I, em 337. São Crisóstomo, escrevendo no ano de 390, diz: "Este dia, 25 de dezembro, em Roma, acaba de ser escolhido como o do nascimento de Cristo, a fim de que os pagãos, ocupados com suas cerimônias (as bromélias, em honra de Baco), deixem os cristãos celebrar seus próprios ritos sem serem molestados."</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Mais adiante, Gibbom, em "Decadência e Queda do Império Romano", também afirma: "Os romanos tão ignorantes como seus irmãos com relação à data do nascimento do Cristo, escolheram para festejá-lo o 25 de dezembro, no momento das bromélias do solstício de inverno, nas quais os pagãos celebravam cada ano o nascimento do Sol."</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Assim é que a festa do solstício de inverno foi, na antiguidade, celebrada a 25 de dezembro em países os mais afastados uns dos outros, em honra do nascimento de um Deus que se chamava, invariavelmente, um Salvador, e cuja mãe era chamada Virgem Imaculada. Esses povos antigos acendiam grandes fogueiras sobre as colinas</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>A FESTA DO NASCIMENTO</b></span></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTAJustify">Na realidade, a festa de Natal é a festa do nascimento, cuja data real desse acontecimento fundamental para a cronologia do Ocidente ainda não foi satisfatoriamente reconhecida. Por isto, nos primeiros séculos o Natal era comemorado ora a 6 de janeiro, ora a 25 de março, ou mesmo a 25 de dezembro em alguns lugares, aparecendo esta data pela primeira vez no calendário de Philocalus, no ano de 354.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A instituição da data cristã no dia 25 de dezembro tinha por finalidade cristianizar as grandes festas pagãs realizadas, entre as quais a mitraica, religião que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos, e que celebrava o Natale Invicti Solis, ou seja, o Nascimento do Vitorioso Sol, além de várias outras festividades decorrentes da posição astrológica do Sol, o solstício de inverno, no hemisfério norte, como a Saturnália, em Roma, e os cultos solares, entre os celtas e os germânicos.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Os solstícios determinam, conforme a visão dos estudiosos, o passo de grandes fases em que a natureza oferece mudanças e contrastes mais notáveis e opostos. São fenômenos surpreendentes e sempre admiráveis, em que todas as religiões e todos os cultos têm comemorado sob distintas formas e alegorias, sobretudo com festas e banquetes. São as chamadas festas solsticiais.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>O MITO SOLAR</b></span></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTAJustify">O Logos, o filho de Deus baixando ao plano material, tem por sombra o curso anual do Sol e esta verdade representa o mito solar. Segundo Annie Besant, o mito solar é uma narração onde aparece, em primeiro lugar, a atividade do Logos ou Verbo no Cosmos e, em seguida, os fatos da vida de um Ser que é uma encarnação do próprio Cristo.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O herói do mito é, geralmente, representado como um Deus, ou semideus, e sua carreira será determinada pelo curso do Sol, por ser este astro a sombra do Logos. A parte do trajeto percorrida durante a vida humana é que vai entre o solstício de inverno e o ponto máximo do zênite no verão. por isto, o herói nasce sempre no solstício de inverno.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Os mitos sempre estiveram intimamente ligados aos mistérios, os quais consistiam, parcialmente, em mostrar em quadros animados os acontecimentos dos mundos superiores, que terminavam tomando corpo nos mitos. Assim é que não há nada mais claro do que a história do Deus Solar: sua vida laboriosa ocupa os seis primeiros meses do ano solar, sendo os seis últimos um período de proteção e conservação.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O Deus Solar nasce sempre no solstício de inverno, depois do dia mais curto do ano, à meia-noite do 24 de dezembro, no hemisfério norte, quando o signo da Virgem se eleva acima do horizonte, e, nascendo quando surge este signo, ele é posto no mundo por uma virgem que conserva sua virgindade após o nascimento da Criança Solar, como a Virgem celeste permanece intacta e pura, quando, nos céus, dá nascimento ao Sol.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O Deus, nascido no alvorecer do dia 25 de dezembro, é sempre crucificado no equinócio da primavera, um dos caracteres mais importantes do mito do Deus Solar. Daí a razão para a comemoração da Páscoa, uma festa variável, calculada segundo as posições do Sol e da Lua, sendo impossível fixar a cada ano o aniversário de um acontecimento histórico, enquanto é um modo muito natural, ou inevitável, de calcular uma festa solar.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Essas datas mutáveis não se referem à história de um homem, mas ao herói de um mito solar. Os mesmos acontecimentos se encontram na vida de diferentes deuses solares, tais como Hórus, Krishna, Tamuz, Mercúrio, Hércules, Perséias, Mitras e Zaratrusta. Muitos deles nasceram no solstício de inverno.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>O SIGNIFICADO OCULTO</b></span></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTAJustify">Se tudo isto está correto, a nossa preocupação agora é tentar demonstrar que o Natal não é simplesmente um acontecimento histórico como as religiões ocidentais transmitiram à humanidade, mas entender o fato como uma questão muito mais abrangente e que possui, em sua essência, uma mensagem paralela e não apenas a que tem sido mostrada pela aparência dos fatos.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Na realidade, o Natal comemora o nascimento de um estado crístico, que pode ser alcançado por qualquer indivíduo da nossa humanidade, razão pela qual todos nós trabalhamos através do caminho rumo ao entendimento do infinito e daí à eternidade da vida.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O significado oculto do Natal traz uma mensagem que tem muito a ver com a iniciação aos mistérios, o que nos leva a abordar a questão sob um ângulo maior, e que pode ser alcançado através da meditação sobre o significado oculto de sua comemoração. O Natal é a disciplina da natureza; é o dia de Iod e Annes, Joanes, Giovanni, João; é a ligação da décima letra do alfabeto hebraico - Iod - com Ana, a Mãe de Deus.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Iod representa o Pai, o princípio masculino, a chama solar, a primeira emanação positiva do Absoluto, o fogo sagrado, é Adão, enquanto Ana é a segunda emanação do Absoluto, o elemento passivo, feminino, a natureza sempre virgem, é Eva. João, em sua essência, nada mais é do que a ligação entre os dois pólos, ou seja, entre a chama solar acesa e a natureza sempre imaculada, conduzindo o ser à vida eterna e à ressurreição.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Sob esta ótica, João é uma alegoria de profundo significado esotérico e oculto, que chega a ser reverenciado na própria Maçonaria, que leva sabiamente ao templo tanto Iod quanto Ana, representando simbolicamente o útero mater no da Mãe Natureza a ser fecundado pelo princípio masculino da chama solar.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Esta é a razão principal da festa de Natal ser festejada após a noite mais longa do ano, dia 24 de dezembro, no hemisfério norte, e esta é, em última análise, o motivo pelo qual no hemisfério sul, onde nos encontramos, deveríamos ter o nosso Natal ser comemorado não mais no dia 25 de dezembro mas no alvorecer do dia 25 de junho, ou no final da noite mais longa do ano, ou seja, 24 de junho, dia de São João.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>UM FATO DA NATUREZA</b></span></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTAJustify">Desta forma, todo aquele que se encontra no hemisfério sul está atualmente comemorando uma data que foi consagrada pela humanidade que se encontra no hemisfério norte, estando, portanto, em desarmonia pelo menos astronomicamente com os princípios da natureza cósmica, na razão direta dos 180° que separam os dois hemisférios, com todas as suas consequências de princípios estabelecidos.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Se no dia 24 de dezembro, no hemisfério norte, ocorre o nadir, partindo o Sol na trajetória rumo à sua vitoriosa marcha sobre as trevas, nesse mesmo dia, no hemisfério sul, ocorre o zênite, e o Sol <span class="fs14lh1-5">começa a diminuir de intensidade, dando lugar a um período de recolhimento.</span></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Em verdade, a festa do nascimento representa um fato da natureza que se repete a cada ano e tem a sua essência calcada toda ela no solstício de inverno, porque, mais do que simples simbolismo, representa uma realidade imutável e perene, que precisa ocorrer concretamente para mostrar o caminho à humanidade.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>O NATAL DE INVERNO (HEMISFÉRIO SUL)</b></span></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTAJustify">Tanto faz que o Natal de 24 de junho seja denominado por nós como Natal de Inverno ou Natal de São João Batista ou simplesmente Natal, porque cada passagem cósmica do acontecimento possibilita uma nova experimentação à humanidade e a manifestação efetiva e concreta do amor divino em busca do resgate e salvação da vida que se encontrava envolta em trevas. A vida precisa nascer de novo a cada ano, o que se dá através da representação da natureza, pela esperança da ressurreição, e que só pode, em última análise, ser efetivado mediante o conhecimento do fato simbólico. Em sua jornada anual, o indivíduo comete erros e desatinos, mas é durante o Natal que ele se reconcilia com as suas faculdades interiores, via ligação direta com o Eu Sou, dando lugar a uma promessa de reconciliação com o restante da humanidade. Esta é a razão pela qual todos transmitem os sentimentos e votos de Feliz Natal (não importando em qual hemisfério do planeta ele esteja), querendo com isso demonstrar o desejo de que haja entre ele e os seus amigos um novo nascimento, um Natal para o bem, para a justiça, para o divino, que existe em cada um.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">Podemos identificar um sentimento profundo de expectativa interior de que nada mais justo, nada mais ansiosamente esperado em nossos corações e nada mais indicativo do caminho a ser trilhado do que a extrema e feliz coincidência em ambos os hemisférios de podermos festejar o Natal &nbsp;através do nascimento da criança divina em nós.</span><br></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><br></span></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>RESUMO</b></span></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Há uma polêmica em torno do dia de Natal, que já teve 136 datas diferentes de comemoração por parte de diversas seitas cristãs. A polêmica foi encerrada pelo Papa Júlio I, no ano de 337, através de um decreto da Igreja Católica, fixando definitivamente a data de nascimento de Jesus Cristo como o dia 25 de dezembro, dia em que era comemorado pelos povos antigos o Natale Invicti Solis, ou seja, o Nascimento do Vitorioso Sol. Essa festividade era decorrente da posição astrológica do Sol, conhecido como o solstício de inverno, a partir da meia-noite do dia 24 de dezembro, a noite mais longa do ano, no hemisfério norte.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">No plano material, o filho de Deus, o Cristo, é representado pelo Sol, que tem seu curso através dos 12 meses do ano, gerando o fenômeno dos equinócios de primavera e outono e os solstícios de inverno e verão.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Por tudo isto, o nascimento de Jesus Cristo e a festa de Natal não se referem a acontecimentos da vida de um homem, mas ao herói de um mito solar, aliás, o modo mais natural de festejar uma festa em honra do Sol do mundo.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A vida de Jesus Cristo é, portanto, uma alegoria da iniciação aos mistérios, e um fato da natureza, assim como a vida de qualquer indivíduo.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A festa de Natal é uma alegoria do nascimento do estado Cristico que pode e deve ser alcançado por todos nós.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Se é um fato da natureza, a comemoração é perfeitamente correta logo depois do solstício de inverno, no dia 25/12, no hemisfério norte, mas desarmoniosa astronomicamente no hemisfério sul, onde nos encontramos, já que esse momento ocorre na noite do dia 24/06 entre nós, que habitamos no hemisfério sul. Esse dia, 24 de junho, é dedicado em honra a João Batista, o grande Mestre que batizou o próprio Jesus Cristo, com água.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Então, por feliz coincidência, podemos unir o batismo de água de purificação, realizado por João Batista, com o batismo de fogo do Espírito Santo, realizado por Jesus Cristo, consumando a nossa verdadeira iniciação aos mistérios.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O Natal de inverno é, portanto, o Natal do iniciado da nova era.</div></div>]]></description>
			<pubDate>Tue, 24 Dec 2024 19:51:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[KUNDALINI]]></title>
			<author><![CDATA[DMC]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Esoterismo_Pr%C3%A1tico"><![CDATA[Esoterismo Prático]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000019"><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">O princípio vital denominado "Kundalini" que se conecta com a extremidade inferior da espinha e que graças a certos exercícios especiais pode ser ativado. O seu despertar pode expandir os limites da consciência humana a alturas transcendentais, dotando o indivíduo de assombrosos poderes psíquicos e mentais.</span><br></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O despertar da Kundalini pode ser gradual ou repentino, variando em intensidade e efeitos de acordo com o desenvolvimento, constituição e temperamento de diferentes indivíduos; na maioria dos casos, porém, resulta numa acentuada suscetibilidade para as condições. mentais aberrantes, subjetivamente falando, devidas principalmente a uma hereditariedade corrompida, maneira errada de conduta, ou falta de moderação de qualquer tipo e forma. Omitindo os casos extremos, que terminam em loucura, esta generalização se aplica a todos aqueles tipos de homens nos quais a Kundalini é congenitamente mais ou menos ativa, incluímos aqui os místicos, médiuns, homens geniais e aqueles com o intelecto excepcionalmente elevado ou com um desenvolvimento artístico incomum, somente sombreados pelos gênios puros. No caso daqueles em que o despertar ocorre repentinamente, como resultado da prática ioga ou de outras práticas espirituais, o súbito impacto das poderosas correntes vitais no cérebro e outros órgãos, tudo isso, quase sempre, vem acompanhados por graves riscos e estranhas condições mentais, que variam de momento a momento, exibindo no começo as anormais peculiaridades de um médium, de um místico, de um gênio, de um louco, todos incluídos num só ser. </div><div class="imTAJustify">Kundalini representa a energia cósmica vital, a qual jaz dormida no corpo humano, logo abaixo dos órgãos sexuais, enroscada na base da espinha dorsal, igual a uma serpente profundamente adormecida, e fechando com sua boca o orifício de sushumna como se fosse o raio de um relâmpago, até alcançar seu divino esposo Shiva, no sétimo ou último centro no cérebro, carregando com tal energia vital do corpo. Ao longo desse processo de redespertar, o ser incorporado, livre das limitações da carne passa para uma condição de êxtase conhecida como Samadhi, através da qual se realiza a Imortalidade em si mesma, cheia de bem-aventurança e una com a Consciência Suprema que tudo penetra.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A evolução dos homens no estágio presente equivale à evolução de sua consciência ativada pelo princípio vital que reside em seu corpo, graças ao qual só pode tornar-se conhecedor de seu verdadeiro estado imortal! Isto não significa meramente o desenvolvimento do intelecto ou razão, que são apenas instrumentos do habitante espiritual, mas equivale ao aprimoramento da personalidade total, tanto da parte consciente como da parte subconsciente, o que implica uma revisão e reforma da máquina orgânica a fim de transformá-la numa residência ajustada para uma inteligência maior, essencialmente superior em natureza aquela que agora reside no corpo humano comum. É por esse motivo que o modo de conduta de um profeta ou sua atividade intelectual normalmente se apresenta bem acima da capacidade do homem comum, cuja mente, transbordando de paixão, quando é tocada pelo ser amado ou, à vista de um objeto cobiçado é assaltada pelo desejo, raramente tem sido de abandonar o padrão de moralidade que o profeta descreve, cujo cérebro, alimentado por uma forma de energia vital mais elevada, que satura sua inteira individualidade, pertence mais ao céu do</div><div class="imTAJustify">que à Terra. </div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Existe um trabalho de R. Van Gulik, sobre o Taoismo Vida Sexual na Antiga China. Segundo ele a ideia principal é simples, o sêmen é aquele fluido do corpo mais altamente carregado de prana. A anatomia oculta considera que existe uma conexão direta entre os genitais e o sistema nervoso, ou via cerebral e espinhal ou via sanguínea. Perda do Esperma significa perda daquela essência vital que é a fonte do líquido vivo e luminoso. O sêmen, portanto, tem que ser distinguido e descarregado para o interior muito mais que externamente, adicionando-se assim à circulação interna do prana. Bharati fala da diferença entre as atitudes Budistas e Hindus. O primeiro, tal como o taoista, retém o sêmen: o último, descarrega (sendeiro da mão esquerda do Tantrismo) como um sacrifício. Em cada uma dessas tradições variadas, uma ideia fundamental se levanta, a transformação da consciência exige a transformação da sexualidade a qual se efetua por meio de um ritual. Infelizmente no mundo ocidental se criou muitas fantasias e irrealidades sobre o tema o que levou a desenvolver sérios enganos por partes de praticantes ocidentais, isso inclui ensinamentos de organizações cujo foco era a magia sexual causando confusão mental entre seus seguidores.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O canal por onde a irradiação passa velozmente se chama sushumna, a medida que o fluxo irradiante vai acontecendo distintamente erguendo-se desde sua base, considera que a parte inferior da espinha dorsal como o assento da deusa, representando-o como se estivesse dormindo, à guisa de uma serpente, a qual com sua boca fecha a abertura que conduz ao canal espinhal. O sistema de nervos no lado direito e esquerdo de sushumna, e que contribuem para a formação da flamejante irradiação, posto que produzem uma parte da energia vital que se move através deles, foram chamadas ida e pingala. </div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Muitos esquecem que o homem ocidental difere do homem oriental na questão de aptidões físicas e espirituais, portanto métodos uniformes para ambos não é aconselhável, na tradição Rosa-Cruz o desenvolvimento da Via-Cardíaca é de vital importância para um desenvolvimento harmônico e seguro.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>CHAVE DE ASCENSÃO:</b></span> PRATICA O BEM; ESQUECE AS INJÚRIAS. PENSA, MEDITA E ESPERA A DOCE E AMOROSA APROVAÇÃO DO CRISTO EM SEU CORAÇÃO.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>AFIRMAÇÕES POSITIVAS:</b></span></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTAJustify">EU SOU O BOM PASTOR" - JESUS</div><div class="imTAJustify">EU SOU SERENO ANTE AS ADVERSIDADES E</div><div class="imTAJustify">EU SOU TOLERANTE PARA COM TODOS OS SERES.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>BÊNÇÃO:</b></span> SENHOR! INVOCO TUA LUZ ATRAVÉS DO CRISTO PLANETÁRIO, PARA TRANSMITIR PAZ, PROSPERIDADE, ALEGRIA, LUZ E VIDA A TODOS OS SE RES E A TODOS OS REINOS DA MÃE NATURA.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">ASSIM SEJA.</div></div>]]></description>
			<pubDate>Mon, 18 Nov 2024 15:16:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[A Iniciação]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Rosacrucianismo"><![CDATA[Rosacrucianismo]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_00000001A"><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>A INICIAÇÃO</b></span></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Plotino, o célebre filósofo de Alexandria, cujo ensinamento em Roma constituiu uma Doutrina baseada na união da Alma com Deus, mediante o êxtase e a contemplação, dizia em um de seus discursos: VI OS DEUSES E DESSA VISÃO DESFRUTAREI TODA MINHA VIDA...</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Com profunda e serena verdade falava o Mestre. Entretanto, nós copiando esta frase lapidária, podemos hoje dizer como ele: RECEBEMOS A ALTA INICIAÇÃO E DELA HAVEMOS DE DESFRUTAR POR TODA NOSSA VIDA.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Quiséramos falar. Um impulso interno, como um imperativo, nos manda, mas não nos é possível, seria néscio dizer o que não se pode, o que não tem palavras para ser expresso, o que seria impossível traduzir com conceitos humanos para levar aos demais a compreensão de tal grandeza. Só é dado expor que enquanto estamos embargados por: emoções tão altas e que nosso espírito extasiado ante a sublimidade do mais sublime, tenha podido ajoelhar-se prosternado no Altar da mais | excelsa e divina Felicidade...</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>INICIAÇÃO!</b></span> ... Quem dá um passo adiante no que não conhece? <span class="fs14lh1-5"><b>INICIAÇÃO!</b></span> ... Um conceito, uma palavra bem discutidos por todas as Escolas, mas palavra e conceito dos que só podem falar quando se tem vivido e realizado. Não há muito a Casa Editora do Loto Branco, em Barcelona, sustentou que se podia alcançar a iniciação lentamente, passo a passo, mediante o estudo das Ciências Herméticas ou deleitando- se com a leitura de Obras Teosóficas que chegariam a proporcionar tais conhecimentos que eles equivaleriam a mesma iniciação. Outras Escolas. creem, sem embargo, que a Iniciação consiste em uma Cerimônia idêntica à que, simbolicamente, se realiza dentro da Maçonaria em que operam uns como atores e outros na qualidade de neófitos, desenvolvendo uma espécie de rito que a nada conduz. Os neófitos vêm, observam, aprendem a executar esta mesma cerimônia e com sua continuidade creem já estar iniciados... Pobre é o conceito!</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Há nele, não obstante, algo de verdade, de similitude, mas não é a questão em si mesmo, diáfana e nua... Já temos dito, anteriormente nesta mesma Revista, que os Antigos não dispunham de Universidades e Colégios em nosso sentido atual, senão uma espécie de Escolas ou Templos Iniciáticos onde se transmitia o verdadeiro saber Gnóstico aos discípulos preparados a quem chamavam Mistos, cuja palavra engendrou o nome de Mistérios. Pois bem, nestes Antigos Mistérios se colocava o Neófito em uma espécie de transe ou estado hipnótico, durante o qual &nbsp;experimentava, praticava e vivia os ensinamentos que no estado de vigília lhe era permitido saber e conhecer tanto que, só com o estudo continuado de anos e anos, poderia conseguir depois de penosos esforços. Este último método está totalmente perdido para a Humanidade em geral e por todas as partes outro não se emprega, nem se utiliza outro sistema escolar, que o puramente materialista já conhecido. Sem embargo, as verdadeiras Sociedades Ocultas conservam os antigos procedimentos que eles mesmos significam da INICIAÇÃO ...E há de ser assim, enquanto estivermos no mundo, sujeito as suas condições e a imposição das leis da matéria.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O Egito, Grécia e, mais tarde, Roma, tiveram esses Mistérios, como os tiveram também os Toltecas e os Incas. <span class="fs14lh1-5">Enquanto se viva neste planeta e ainda se esteja em condições de Guru ou Mago, Mahatma ou Mestre, seja qualquer poder que ostentemos, temos um limite certo e regulado, o qual não é possível transcender. Por isso, como os anos que passaram por Eleusis, Acrópolis, Egito e Palestina, deixaram sua marca, é preciso evocar essas entidades atuantes na Tradição onde tiveram seu assento, porque não podem trasladar-se com toda sua força e poder a qualquer outro lugar ou sistema onde forem chamadas. Mas isso não é o bastante. Se requer que os que se façam de evocadores sejam seres dos mais adiantados caminhos. Este é o motivo pelo qual em recente viagem realizada ao Egito compareceram o mais seleto elevado que há no mundo como Mestres Iniciados que, invocando e dando por momentos vida e poder aos Mestre Antigos, verificaram as iniciações de Eleusis, Jerusalém e Egito, permitindo-se nos viver e aprender O QUE A NENHUM HUMANO PODER SER CONHECIDO.</span></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><br></span></div><div class="imTAJustify">Para nós podermos assistir a este cerimonial e ascender à alta Iniciação, se requereu a demonstração prévia de haver feito certos estudos, estar na posse da Iniciação nos Mistérios Menores e ser submetidos a certas provas imprescindíveis. A prova que a nós bastou foi nosso trabalho como Soberano Comendador de Espanha e América Latina, pelo que recebemos plausível aprovação de todos, considerando nossas publicações como fruto da Iniciação nos Mistérios Menores.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Nosso trabalho de hoje será de publicar constantemente já que com a Iniciação recebida, sobra-nos material para muitos anos, enquanto não nos seja possível descrever tudo que foi aprendido tal como é e tenha chegada a nós. Sem embargo, os que estão sob meus cuidados, meus discípulos, adiantarão consideravelmente se são aplicados e se não lhes faltar vontade e esforço para continuar. Assim chegará o dia e assistirão às mesmas cerimônias pelas quais passei.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Como acabamos de chegar de retorno da viagem ao Templo de Berlin e não há mais tempo para esta Revista, sejam estas linhas como um preâmbulo das publicações que constantemente darem à luz.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Não devemos encerrar este artigo sem dar um voto de gratidão à Irmã Weleda e ao querido Irmão Álvarez, que nos supriram durante da ausência com toda sua boa vontade.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><i>Extraído da Revista ROSA-CRUZ, publicada em 27 de abril de 1932, Berlin/Alemanha, edição em espanhol, tendo por Diretor e Redator Dr. Krumm-Heller (Mestre Huiracocha).</i></span></div></div>]]></description>
			<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 12:47:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[A Respiração]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Esoterismo_Pr%C3%A1tico"><![CDATA[Esoterismo Prático]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_00000001B"><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">A respiração iogue (pranayama) é um meio muito efetivo para lidar com o estresse da vida moderna. Entretanto, é preciso que você observe cuidadosamente como seu corpo reage a cada padrão respiratório.</span><br></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><br></span></div><div class="imTAJustify">Todos querem sentir-se bem, mas é preciso aprender a equilibrar sua demanda de energia e necessidade de relaxamento. As pessoas são diferentes em suas necessidades. Por isso, enquanto um padrão respiratório pode beneficiar tremendamente alguém que, por natureza, é muito agitado, o mesmo padrão poderá prejudicar outra pessoa que esteja precisando elevar seu nível de energia.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Algumas pessoas precisam relaxar antes que possam livrar-se da tensão acumulada em seus corpos, outras precisam praticar vigorosas e dinâmicas posturas (asanas) que lhes traga uma carga extra de energia para que possam seguir à frente em suas vidas com maior fluidez.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">De uma forma geral, uma expiração mais longa que a inspiração, seguida de uma pequena pausa de pulmões vazios, tende a relaxar e baixar a pressão sanguínea. Uma inspiração longa seguida de uma pausa de pulmões cheios, tende a elevar o nível de energia e a elevar a pressão sanguínea. Nunca torne sua inspiração mais longa que a expiração sem a presença de um instrutor para guiá-lo. Isso pode gerar um esforço desnecessário ao seu coração.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Antes de se decidir por um determinado ritmo respiratório, que você encontra na tabela abaixo, tenha em mente que os ritmos vigorosos - que acrescem energia - podem deixá-lo mais tenso, caso você já seja uma pessoa mais energética. Se não estiver certo por onde começar, comece pelos padrões mais relaxantes. Então, observe-se. Se o ritmo relaxante o deixar muito sonolento, é possível que esteja precisando de um padrão mais vigoroso.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"><div><b><span class="fs14lh1-5">Atenção:</span></b><span class="fs14lh1-5"> Só faça os tempos em que se sentir confortável, exercícios respiratórios forçados não trazem resultados satisfatórios.</span></div></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> De qualquer forma, experimente os ritmos e observe como se sente. Um ritmo que foi ótimo para hoje pode não funcionar amanhã quando seu dia pode ter sido mais ou menos tumultuado. Entretanto, mediante a observação de si próprio, acabará por reconhecer qual pranayama* &nbsp;é o melhor para cada dia ou ocasião, e conseguirá tanto relaxar como sentir-se pleno de energia.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>RITMOS RESPIRATÓRIOS</b></span></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTAJustify">Os números abaixo referem-se a segundos. Por exemplo, inspiração = 4, significa que se deve inspirar em 4 segundos, e assim por diante.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"><img class="image-0 fleft" src="https://www.fra.org.br/fama/images/tabela.png"  width="463" height="205" /><br></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>Obs: *Pranayama, significa exercício respiratório controlador de energia.</b></span></div><div class="imTAJustify"><br></div><div> </div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>EXERCÍCIO DO SOL (prática)</b></span></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTAJustify">Eleve seu pensamento e estabeleça uma conexão amorosa com seus mestres. Visualize à sua frente um corredor muto iluminado. Percorra este corredor e ao caminhar, perceba que a luz vai ficando intensa.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Visualize, ao final deste corredor, de luz dourada, viva e incandescente. Esta esfera é o Sol. Entre no Sol e sinta todo seu esplendor. Transforme-se totalmente em Sol, transbordante de luz! Comece irradiar este brilho intenso por todos os seus poros. Junto com os raios luminosos irradie também muito sentimento. </div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça isto por um tempo. A seguir visualize à sua frente o planeta Terra, bem menor do que você. Então, como o Sol, irradie luz e amor para todo o planeta. Perceba o movimento da Terra a sua frente. Assim, ela pode receber a luz que você está irradiando em toda sua extensão. Faça sua luz chegar igualmente a todos, sem importar-se com as fronteiras dos países, cor de pele, classe social ou religião, continue emanando luz e amor por um tempo. Sempre que você puder, faça isto. O planeta está carente de luz há tantos hospitais, tantas prisões e tanta dor. Ha tantas pessoas doentes do corpo e tantas doentes da alma. Faça você mesmo a diferença e seja um Sol em seu trabalho, em sua casa, em todos os lugares! Irradie luz e amor anonimamente a todas as pessoas, pelo simples feto de que em todas elas, você encontrara a mesma essência que há em você, a Essência Cristônica! Agradeça o Sol de todo dia. Agradeça as constantes oportunidades de crescimento. E por fim, agradeça aos mestres por tanta ajuda, tanta paciência e tanto amor...</div></div>]]></description>
			<pubDate>Mon, 29 Jul 2024 19:11:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[Desgrude-se do Apego!]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Esoterismo_Pr%C3%A1tico"><![CDATA[Esoterismo Prático]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_00000001C"><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">Um dos caminhos para ter paz de espírito e coração leve é renunciar ao desejo de conservar as coisas, as pessoas, as situações indefinidamente. Aprenda como libertar-se das artimanhas do apego - isso fará bem para você e para todos a sua volta.</span><br></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Na língua portuguesa, a palavra apego tem até um sentido positivo. "Ele é tão apegado à família...", se diz no interior de São Paulo e Minas Gerais. Já o contrário, o desapegado é malvisto: "Ele é completamente desapegado, não liga para nada...". Mas o apego, na linguagem budista e cristã, tem outro significado. É algo opressivo, que nos asfixia e aprisiona, sem mesmos termos consciência. "Apego é o maior sinônimo de sofrimento e sua causa", sintetiza o filósofo indiano Krishnamurti.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Desapegar-se, portanto, é libertar-se do apego. É literalmente, soltar-se do laço que nos sufoca. Algo que traz alívio interno, paz de espírito, uma alegria que relaxa. "O problema é que não percebemos que existe o laço. Pensamos que não podemos viver sem aquilo, que na verdade é uma grande fonte de angústia".</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Como perceber se estamos apegados a algo? "Apego é atribuir exagerada importância a um objeto, uma situação ou uma pessoa". Em outras palavras: apego não é uma manifestação de amor, mas de posse, um desejo incontrolável de conservar algo para sempre.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>Tudo muda o tempo todo</b></span></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTAJustify">"Sofremos e nos inquietamos só de pensar em nos desapegar de algo", reconhece a psicóloga "Ficamos dependentes, vulneráveis. Nem percebemos que somos nós mesmos que atribuímos tantas qualidades àquilo que nos prende, exagerando sua real importância". E fazemos isso o tempo todo, dizem os budistas, tanto com as pessoas a quem queremos bem como também com aquelas a quem odiámos. É mais fácil até nos apegarmos às emoções negativas do que às boas memórias. Podemos ficar anos remoendo algo que alguém disse e nos magoou.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">As filosofias e religiões orientais reconhecem que somos uma coleção ambulante de apegos: aos nossos hábitos, às nossas pequenas manias, ao que consideramos certo e errado, ao que achamos que somos. Simplesmente nos recusamos a mudar - até que a vida dê um jeito de obrigar a fazer isso.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>Sentimento que cola</b></span></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTAJustify">Todo mundo já ouviu alguém dizer: "Sou tão desapegado, para mim nada tem valor..." Nada mais falso. Desapego não tem nada a ver com indiferença. "É uma ilusão acreditar que o desapego é apenas uma renúncia dos bens materiais", o verdadeiro desapego é renunciar à cola que nos gruda a objetos, situações e &nbsp;pessoas. "Podemos usufruir de tudo isso, mas sem grudar ou se deixar aprisionar".</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Desapegar-se, portanto, não significa abdicar prazeres - ter uma casa nova, usar um belo vestido, saborear uma refeição deliciosa ou mesmo se apaixonar intensamente por alguém. "Podemos ter o que quisermos, mas sabendo que também podemos abrir mão de tudo, se necessário".</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Já o falso desapego, aquele que faz desistir da vida e dos outros, pode esconder um amargor profundo, um sentimento de impotência e injustiça. "Nesse caso, o rótulo de desapego serve apenas como desculpa para encobrir dificuldades com a parte concreta da vida". O raciocínio é simples: já que não consigo ter os bens que desejo, renuncio a tê-los. "Ou melhor, penso que desisto". "Na verdade, o desejo continua existindo, só que reprimido, sufocando gerando frustração".</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O falso desapego também pode ser usado como uma máscara para a arrogância. Nesse caso, as pessoas se vangloriam de sua condição espiritual; se julgam desapegadas, como se fossem mártires. Santo Agostinho (354-430), um dos maiores teólogos da Igreja Católica, afirmou que esse é um dos maiores pecados que podem existir - ele chama de "o orgulho dos santos". Essa pretensa espiritualidade não passa de expressão do ego, de vaidade". Pode até se transformar num instrumento para manipular e influenciar os outros.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O verdadeiro desapego é resultado da sabedoria, da compreensão do que é a vida. Aprendemos, por meio dos ensinamentos espirituais ou pelas nossas próprias experiências, que tudo nesse mundo é impermanente, que as coisas sempre mudam e se transformam, que ficar grudado a situações, pessoas, sentimentos ou hábitos torna-se apenas fonte de dor e de angústia. "Compreender e aplicar esse princípio à vida nos liberta".</div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>São Francisco nos dá o exemplo:</b></span></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTAJustify">São Francisco de Assis (1182-1226) nasceu na Itália há mais de 800 anos e ainda hoje tem muito a nos ensinar sobre o desapego. Chamava-se Francisco Bernadone e nasceu numa família rica. Aos 23 anos, optou pela pobreza, vestiu uma roupa feita de saco, amarrada na cintura por uma corda, e partiu. Céu e estrelas eram seu teto, a grama molhada, sua cama. Lobos e passarinhos eram seus amigos, e pobres, leprosos e desamparados, seus irmãos. Viveu assim até os 44 anos e pouco antes de sua morte ainda advertia os frades que o acompanhavam: "Não me chamem de santo porque posso abandonar tudo, casar e ter muitos filhos..." Mas não desistiu.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A opção de São Francisco pelo desapego radical foi testada todos os dias de sua vida. Ele jamais esqueceu as delícias da cama quente, do abraço de uma mulher. Ao se levantar, tinha diante de si sempre a mesma necessidade de optar pelo apego, com seu desejo incontrolável de manter tudo para si, ou pelo desapego, condição básica para compartilhar seu amor e ternura. Francisco ficava sempre com a segunda alternativa, na maior alegria.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Podemos nos espelhar em seus exemplos, tendo à frente nossos próprios dilemas e escolhas. "Não nos será perguntado se fomos iguais a essas pessoas. Mas nos será perguntado se fomos nós mesmos. Podemos acrescentar - &nbsp;"Não se pedem maçãs a uma ameixeira - pedem-se ameixas. Cada um de nós tem de produzir os frutos de sua própria árvore".</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>Oito passos para soltar as amarras:</b></span></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTAJustify">1. Medite em que situações você se sente preso, asfixiado.</div><div class="imTAJustify">2. Reconheça seu apego. Essa consciência é vital para a mudança.</div><div class="imTAJustify">3. Procure experimentar pequenas ações de desapego. Doe objetos, desista de uma mania mude um de seus hábitos.</div><div class="imTAJustify">4. Desperte e interaja com o mundo. Participe de uma campanha de solidariedade, ajude quem está precisando em seu currículo de amigos.</div><div class="imTAJustify">5. Imagine-se livre de seu objeto de apego e sinta-se feliz por conquistar a liberdade. Prove essa sensação quantas vezes quiser. Ela abrirá caminho para suas futuras decisões.</div><div class="imTAJustify">6. Não tenha medo. Veja o que pode mudar na sua vida, sinta curiosidade por outras maneiras de viver.</div><div class="imTAJustify">7. Se necessário, procure ajuda nos grupos espirituais ou de apoio psicológico para tomar decisões importantes.</div><div class="imTAJustify">8. Medite. A meditação acalma a mente, e essa tranquilidade é a base para livrar-se dos apegos.</div><div class="imTAJustify"> Saborear a vida:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Buda, mestre indiano que viveu há mais de 2,5 mil anos, conta uma bela história a respeito de nossa condição neste mundo. Diz ele que um homem, ao sair de casa, foi perseguido por um tigre. Correndo para salvar a vida, acabou na beira de um precipício. Sem saída saltou. Conseguiu agarrar-se a um cipó que crescia por entre as pedras. Ficou assim, pendurado no abismo, quando percebeu que embaixo havia um tigre, esperando que ele caísse. Ao mesmo tempo, dois ratinhos brancos começavam a roer o cipó que o segurava. Nessa difícil situação, o homem viu dois morangos crescendo entre a folhagem. Esticou um braço e provou as frutinhas, sentindo todo seu aroma e sabor. Apesar de sua condição, pôde ainda exclamar: "Mas que morangos deliciosos!"</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Dizia Buda que somos como esse homem. Estamos pendurados entre os tigres do nascimento e da morte, com ratinhos roendo nosso tempo de vida. Mesmo assim podemos apreciar tudo o que se oferece nesse período precioso - sem querer que isso dure para sempre.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O desapego inclui também curiosidade em conhecer e vivenciar todos os aspectos da vida - prazer e dor, alegria e tristeza, felicidade e infelicidade "Ao nos desapegarmos, reconhecemos, finalmente, que o controle não está em nossas mãos".</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTARight"><span class="fs14lh1-5"><b>DMC</b></span></div></div>]]></description>
			<pubDate>Tue, 23 Jul 2024 14:25:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[A LÍNGUA DIVINA]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Esoterismo_Pr%C3%A1tico"><![CDATA[Esoterismo Prático]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_00000001D"><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">No Primeiro alvorecer do Mundo. Quando o primeiro dia. Ao soar a hora culminante, o Logos se fez carne e brotou como da entranha extática resplandecente no Paraclito o primeiro "Fiat". A palavra que a tudo precede. O Alpha que tudo inicia. A Energia Criadora que tudo encarna e com ela veio o amanhecer puríssimo da Primeira e Divina Língua.</span><br></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>O VERBO DE DEUS"</b></span></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Há um idioma, uma linguagem natural esta linguagem da natureza, eternamente viva e eternamente sonora, tem suas formas seus caracteres indestrutíveis... sua escritura de ouro, invariável. Estas formas, estes caracteres, esta escritura, únicos e primordiais, não se pode encontrar sem conhecer a joia, a raiz escondida da linguagem humana.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Que se entende, no sentido humano, por linguagem e por escrita?</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A causa-raiz, o amanhecer primordial da linguagem humana, não se encontra nem em sua organização, nem em sua estrutura, nem pela investigação do sábio. Se encontra n'Ele. Dentro d'Ele. Em sua intimidade mais recôndita. Na joia encandecida.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Esta causa-raiz ou primordial é o Divino Sol de acontecimentos transcendentais. Linguagem e escrita são os únicos meios para o cultivo da razão. Todas as raças, todos os povos, todos os habitantes da terra, atingiram sua cultura pela linguagem, mas... nenhuma das linguagens do homem atingiu a perfeição. A avaliação e o progresso da cultura em todos os povos, está em relação proporcional com sua escrita e sua linguagem.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Mas, a Fraternidade Rosa-Cruz, a guardiã dos sete caminhos florescidos, tem conservado integra a conexão tradicional com os verdadeiros Rituais, onde as arcaicas verdades místicas adquirem sua pristina pureza e se convertem em lábios de Iniciados, em Força e Sabedoria. Por isso a Fraternidade, celebra, de tempos em tempos, as mesmas cerimônias, idênticos ritos, e os antigos Mistérios adormecidos, adquirem uma nova e candente florescência. Onde se encontra o Verbo-Gênesis, a palavra de Deus?</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Silaba a silaba, nas profundidades da linguagem primitiva. Nesse idioma primordial de luz, sem o qual, a Mente careceria de um valioso tesouro ideográfico onde tivesse plasticamente, sublime e justa manifestação da Verdade.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A perfeição existente em todos os idiomas, em todas as línguas, arrasta nossa razão a aceitar a imprescindível existência de uma linguagem única, só, isolada, primordial, cristalina, de belas e puras tonalidades harmoniosas que, em todas suas expressões, em todos os seus vocábulos, seja justo e perfeito para todo sentido.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O desejo do homem de abarcar tudo por intermédio da linguagem, de saber tudo aprendendo muitos idiomas, nos abriga a supor que existiu uma língua perfeita, infinita, radical e há indícios desta existência nos velhos pergaminhos empoeirados das tradições mais antigas.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Mas. Este idioma, esta linguagem, sensivelmente se perdeu e a mesma tradição isto nos diz em nossas investigações. Todas as línguas antigas, não são mais que derivações desta língua primordial e apesar de sua imperfeição, de seus defeitos, elas mesmas provam que são um eco, talvez um arremedo distante, da primitiva mãe-raiz sendo a linguagem e a escrita os únicos meios de inteligência entre os humanos e a causa de toda obra, de cultura, é forçoso pensar que a Língua primordial ultrapassou a todos, quando por seus conhecimentos uma humanidade remota esteve acima da atual humanidade.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Este idioma primeiro, foi uma linguagem plena de verdade, de força e de prístina pureza, de razão e de luz... e seus caracteres, por justos, invariáveis. Em toda obra da Natureza, por todas as partes. encontram-se caracteres. estes invariáveis. Esta linguagem de luz, essencial, primordial, tinha diferentes ramos que continham o Divino, o Espiritual e o físico. Daí a linguagem de luz, linguagem de espírito e linguagem natural. O nexo de união de todos estes ramos a um tronco comum, deu origem à linguagem primordial.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O primeiro homem necessariamente teve esta linguagem. Perdeu-a, os Moabitas, o falavam. As gerações sucessivas o perderam. Mas a tradição, o laço de conexão dos Iniciados, tem feito com que o conserve com autorização da Hierarquia Branca, e da Fraternidade Rosa Cruz Invisível.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Mas... a palavra torna-se muda e a voz cala em nossos dias.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Os Iniciados antigos, também a conheciam. Neste idioma inefável e absoluto, recebeu Moisés as Tábuas da Lei. Do Egito e, sobretudo, dos bosques germanos, quando os homens cantavam com o ritmo alegre que conduz as almas através dos sonhos, saia esta divina linguagem que foi considerada como idioma sagrado. Todos os Iniciados conhecem esta linguagem sagrada.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A missão de todos os Iniciados, e traçar, pouco a pouco, o caminho por onde volte a encontrar-se. Sobre a reconquista desta suprema linguagem, está baseada toda iniciação. O homem aprende a falar com toda a legião de irmãos invisíveis e é como um rio de ouro, esta senda que conduz a santa quietude que se derrama na selva do Sol.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Os Apóstolos, a receberam como santa dádiva. Os Rosa Cruzes todos os Iniciados da Fraternidade, o receberam do Espírito Divino e em seus vasos sagrados o conservam como místicos depositários. A todos, se abre o caminho, a senda, a rota mágica para reconquistá-lo. A base está nas práticas dos Iniciados Rosa Cruzes.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Nesta linguagem, se enraíza a conexão, o caminho e a comunicação dos mundos invisíveis. Nesta linguagem e escrita de luz, está a síntese de todos os mistérios intelectuais e físicos. É esta linguagem de Poder, O Poder dos Poderes. Os caminhos para alcançar esta linguagem de luz, são:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Fe, Conhecimento de si mesmo, Modéstia, Oração, Renúncia, Templo, Purificação, &nbsp;Observação, UNIÃO.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">É patrimônio só de Iniciados entrar no Templo do Saber Gnóstico e conhecer esta magnifica linguagem. No entanto, é Calor, é Som, é Luz, está no Ser, é a própria substância do Gênesis. Seu Verbo a tudo precede. Antepõe-se a toda criação. Por isso os gregos, chamaram o homem Alma falante, quer dizer Encarnação do Verbo.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Dar esta linguagem a alguém, torná-lo possuidor da suprema dádiva, é Misericórdia dos Mestres e de Deus em nós. O Aleph deste idioma divino, é o Divino Logos, é Cristo. Assim como o alento de nossa boca, pelo verbo físico, transporta um quadro material com o tipo de nossos pensamentos e sentimentos, suavemente, à alma de uma terceira pessoa, assim o alento o espírito divino do Todo Poderoso, o conseguiu através do Logos, como modelo de si mesmo, e produziu todo o existente.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Se somos a encarnação do Verbo, é claramente dedutível que todo nosso corpo e com ele, cada órgão, não são outra coisa que o produto das Letras pronunciadas se assim é no homem, então a organização microcósmica, facilmente compreensível pode tornar-se, do mesmo modo, no Macrocosmo.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Quando esse alento, saindo do Logos divino, se volta a converter em nós em Verbo da suprema linguagem, então o Divino, o Espiritual e o que o físico, se unirá em uma linguagem de luz e deste modo, o Iniciado estará de posse da Palavra perdida de Hiram dos Maçons da Palavra de Luz, e de posse de todos os Poderes nos quais Cristo é o Todo no Todo.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTARight"><span class="fs14lh1-5"><b>Dr. Krumm Heller "Huiracocha R+"</b></span></div></div>]]></description>
			<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 22:36:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[O Novo Mito Moderno da Caverna]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Esoterismo_Pr%C3%A1tico"><![CDATA[Esoterismo Prático]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_00000001E"><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">No pórtico do templo dedicado a Apolo, em Delfos, havia uma inscrição: "Conhece-te a ti mesmo." Sócrates, cujo nome significa "mestre da vida", acreditava que aquele dístico era a pedra fundamental no caminho do conhecimento e da sabedoria. Considerado o homem mais sábio da Grécia pela própria pitonisa de Delfos, enunciou sua célebre conclusão a respeito: "Sei que não sei".</span><br></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A afirmação paradoxal que ele era sábio porque "sabia que não sabia" contém implícita a tese de que o conhecimento da ignorância é o começo da sabedoria.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Nos "Diálogos" de Platão aparece a figura de Sócrates como um hábil questionador que usa, principalmente, de ironia para transmitir dúvidas aos interlocutores, representados por homens tidos como cultos, entre sacerdotes, poetas, militares, políticos, em sua pretensiosa sabedoria. O teste final consistia em indagar se o dialogador "sabia a ignorância expressa em sua questão...".</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Em outra obra clássica, "A República", Platão também desenvolve muitas ideias de seu mestre Sócrates. No livro VII, a parábola da caverna tornou-se um marco filosófico no pensamento ocidental sobre processos de mudança social, educação e desenvolvimento.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A alegoria pode ser resumida como segue:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">"Havia seres humanos vivendo numa caverna subterrânea com uma abertura para o exterior e a luz. Eles estavam lá desde a infância; suas pernas e pescoços estavam acorrentados de tal modo que não se podiam mover; só podiam olhar para a frente, para a parede do fundo da caverna, pois eram impedidos de virar a cabeça por causa das correntes. Havia um fogo ardente, à distância, que projetava sobre a parede do fundo as sombras de pessoas e objetos que passassem atrás.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">"Assim os prisioneiros da caverna, que só podiam olhar para aquela parede, acreditavam que as sombras que viam eram a realidade, e passaram a distingui-las e nomeá-las, associando-as às formas que viam e aos sons que ouviam. As sombras eram a sua verdade, a realidade do seu mundo."</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">"Imaginando que um deles pudesse libertar-se das correntes, pôr-se de pé, virar a cabeça e olhar para o fogo, ele sofreria com a súbita e intensa luminosidade e não poderia ainda ver a nova realidade. Ele precisaria acostumar-se com a claridade do fogo e a visão do mundo superior, além da caverna. Veria primeiro as sombras, depois os reflexos de homens e objetos na água e então os veria diretamente; depois veria o céu. O sol e poderia raciocinar sobre ele. Esta é a sequência do conhecimento."</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">"Imagine-se que este homem retornasse à caverna. Teria dificuldades para acostumar-se novamente à semiescuridão e para interpretar as sombras com habilidade, como seus antigos companheiros faziam. Estes diriam que ele voltara enxergando menos que antes e ridicularizariam suas ideias, não acreditando na estranha realidade que lhes era relatada."</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">"Os prisioneiros concluiriam então que era melhor não sair da caverna, não rejeitar as sombras tão familiares, e que era extremamente perigoso aventurar-se lá fora. E se o regressado insistisse em suas ousadas e esquisitas opiniões, seria julgado um perturbador da ordem e condenado por tal conduta ultrajante."</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A parábola da caverna, escrita no século IV a.C., discute as relações entre aparência, realidade e conhecimento, temas apaixonantes, atuais e ainda não esgotados no limiar do século XXI.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A caverna simboliza o mundo da visão aparente; a luz do fogo, o sol; a jornada do exterior, a subida ao mundo intelectual, do conhecimento e do bem. O mundo inferior ou visível é composto de sombras, aparências disformes da realidade, e é habitado por homens que se tornam prisioneiros de suas crenças e opiniões baseadas simplesmente no que enxergam. O mundo superior, o inteligível, é a verdade, a realidade na qual os homens são livres para ver a luz, o sol, o mundo, a existência.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Passar do mundo das aparências para o mundo da realidade requer coragem para assumir riscos, motivação para mudança, mente aberta.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Na organização, em geral, a maioria das pessoas age como os prisioneiros da caverna, acomodados em suas crenças ortodoxas que bloqueiam novas ideias e visões, tal qual as correntes da alegoria de Platão.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Os poucos inovadores corajosos, que conseguem libertar- se das correntes e trazer visões originais, costumam ser objeto de escárnio, desconfiança, desagrado, hostilidade. Se insistem em seus argumentos, podem por vezes chegar a sofrer sanções^ como isolamento, transferência, afastamento do cargo ou até exoneração - consumando-se sua execução simbólica, replicado julgamento, execração pública e condenação à morte de Sócrates, por estar pervertendo a juventude com suas ideias extravagantes, falsas e deletérias...</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Conclusões acerca do Mito da Caverna</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A metáfora proposta pela Alegoria da Caverna pode ser interpretada da seguinte maneira:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Os prisioneiros: os prisioneiros da caverna são os homens comuns, ou seja, somos nós mesmos, que vivemos em nosso mundo limitado, presos em nossas crenças costumeiras.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A caverna: a caverna é o nosso corpo e os nossos sentidos, fonte de um conhecimento que, segundo Platão, é errôneo e enganoso.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">As sombras na parede e os ecos na caverna: sombras e ecos nunca são projetados exatamente do modo como os objetos que os ocasionam são. As sombras são distorções das imagens e os ecos são distorções sonoras. Por isso, esses elementos simbolizam as opiniões erradas e o conhecimento preconceituoso do senso comum que julgamos ser verdadeiro.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A saída da caverna: sair da caverna significa buscar o conhecimento verdadeiro.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A luz solar: a luz, que ofusca a visão do prisioneiro liberto e o coloca em uma situação de desconforto, é o conhecimento verdadeiro, a razão e a filosofia.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Mito da Caverna visto na atualidade</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Trazendo a Alegoria da Caverna para o nosso tempo, podemos dizer que o ser humano tem regredido constantemente, a ponto de estar, cada vez mais, vivendo como um prisioneiro da caverna, apesar de toda a informação e todo o conhecimento que temos a nossa disposição.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">As pessoas têm preguiça de pensar. A preguiça tornou-se um elemento comum em nossa sociedade, estimulada pela facilidade que as tecnologias nos proporcionam. A preguiça intelectual tem sido, talvez, a mais forte característica de nosso tempo. A dúvida socrática, o questionamento, a não aceitação das afirmações sem antes analisá-las (elementos que custaram a vida de Sócrates na antiguidade) são hoje desprezados.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A política, a sociedade e a vida comum deixaram de ser interessantes para os cidadãos do século XXI que apenas vivem como se a própria vida tivesse importância maior que a preservação da sociedade. As notícias falsas estão enganando cada vez mais pessoas que não se prestam ao trabalho de checar a veracidade e a confiabilidade da fonte que divulga as informações.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">As redes sociais viraram verdadeiras vitrines do ego, que divulgam a falsa propaganda de vidas felizes, mas que, superficialmente, sequer sabem o peso que a sua existência traz para o mundo. A ignorância, em nossos tempos, é cultivada e celebrada.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Quem ousa opor-se a esse tipo de vida vulgar, soterrada na ignorância, presa na caverna como estavam os prisioneiros de Platão, é considerado louco. Os escravos presos no interior da caverna não percebem que são prisioneiros, assim como as pessoas que estão presas na mídia, nas redes sociais e no mar de informações, muitas vezes desinformantes, da internet, não percebem que são enganadas.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Vivemos na época do predomínio da opinião rasa, do conhecimento superficial, da informação inútil e da prisão cotidiana que arrasta as pessoas, cada vez mais, para a caverna da ignorância e do fanatismo social, político, religioso e metafísico.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTARight"><span class="fs14lh1-5"><b>DMC</b></span></div></div>]]></description>
			<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 22:35:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[Caminhando sob a  Senda]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Esoterismo_Pr%C3%A1tico"><![CDATA[Esoterismo Prático]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_00000001F"><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">Ao enveredar no caminho da Senda Mística olhe-se diante do espelho e verás o que te espera – Conhecer a Ti mesmo. Conhecer a si mesmo não é se fechar sob a caixa de pandora e exigir que se abra. Nem acreditar que somente aquilo que vê e sabe é real. Tente olhar com o olho do outro. Há coisas que somente podem ser vistas e entendidas pelo ponto de vista do outro. Somente assim poderá aprender o que o outro escreveu e ensinou. E então poderá despertar o seu mestre interior e ver com seus próprios olhos.</span><br></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Ao adentrar no olho do outro aprenda como se faz, porque se faz e o que se faz. E ao retornar a olhar com seus próprios olhos, respire fundo e faça. Nenhum conhecimento pode ser declarado conhecimento se não houver ação. Se criares barreiras entre o seu modo de ver e o dos outros, viverá fechado e comprimido em si mesmo. Ao ver com os olhos dos outros, poderá entendê-los e saber o que realmente estão pensando. Quando aconselha alguém com o seu ponto de vista na intenção de dizer o que você faria em vez de entender o que ele deve fazer do ponto de vista dele, comete um sacrilégio contra a vontade humana. Por isso, é importante não tentar entender ou julgar os outros pelo seu ponto de vista.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Ninguém tem o direito de viver a vida do outro, principalmente fazendo-os enxergar apenas a nossa vida como exemplo, por achar, de forma egoísta, que sabemos exatamente como eles devem viver. Quando lemos um livro importante ou quando somos guiados por um mestre espiritual conhecemos o que os outros pensam. Ser guiado não é o mesmo que ser alienado, alienação e entregar aos outros a sua vontade. E é por esse motivo que se procura conhecer a si mesmo e despertar seu mestre interior para poder enxergar com os próprios olhos.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Aquele que caminha sob a Senda Mística pode ser acusado de fugir ao problema no que se refere à verdade, ainda que não descubra a “verdade em si”, irá descobrir que tudo possui uma questão cultural, uma falsa consciência e muitas circunstâncias desconhecidas, relevantes para sua descoberta. Na realidade, se acreditarmos já possuirmos a verdade, perderemos o interesse em descobrir as próprias intuições que nos conduziriam a uma compreensão aproximada e não estaríamos prontos para entender os dogmas e os paradigmas que criamos. Os paradigmas são modelos, diretrizes, formas de pensamento ou caminhos e teorias que construímos. Ao romper um paradigma surge um outro, ao quebrar uma regra forma-se outra. Se disser que não “existe regras e que tudo é feito pela vontade”, acaba formando uma nova regra.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Quando se muda um paradigma proporcionado não significa falta de lei ou de ordem. Tudo tem um significado e uma representação, mesmo sendo nós os grandes produtores desses paradigmas. Para isso, não podemos enxergar apenas pelo meio da causa e efeito ou pela ação e reação. Em um tudo há um significado ou uma representação. Há um significado na causa e outro no efeito. Até mesmo o acaso possui um significado. Eles podem representar uma manifestação da vontade e da lei.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Ao conceder a experiência mística o único meio adequado de se revelar ao homem sua natureza e sua espiritualidade, ainda é preciso admitir que o elemento inefável almejado para adentrar na senda do conhecimento espiritual não pode ser possível sem uma mudança de postura, autoconhecimento, de conhecimento social e cultural estabelecido pelos conceitos éticos e morais. O conhecimento cognitivo que se processa no interior do cérebro não é suficiente para embrenhar na Senda Mística.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Este conhecimento lógico não é a única forma de aprendizagem. É preciso um conhecimento de sensibilidade, que venha do tato e que não passa apenas pelo cérebro. É necessário visualizar, pegar, sentir, tatear com as mãos, abstrair e concretizar conhecimentos para poder imaginar e despertar a Fé em si mesmo. Nenhum conhecimento está centrado exclusivamente no cérebro, mas também nos sentidos, na percepção e na intuição. As bases fundamentais são: Conhecer a ti mesmo, a Fé, Conhecimento e a Vontade.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O primeiro desafio - Conhecer a ti mesmo é &nbsp;para obter consciência de si mesmo e do que é capaz. Não se pode dizer que conhece tudo o que está ao redor se não conhece a si mesmo. Somente conhecendo sua divindade e seu demônio saberá o que é capaz de fazer.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O segundo desafio - É a Fé em si, revelar sua divindade interior. A Fé é mais que um requisito é a sublime transparência do Sou. A manifestação do Sou reflete a força interior e exterior que desnuda o que está dentro de si, a Fé.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O terceiro desafio - É o Conhecimento. Conhecer é aprender, seguir o coração, o seu corpo, sua mente e seu espírito no caminho da espiritualidade e da evolução do ser humano. O conhecimento está estritamente ligado com todos os sentidos da natureza humana, e é o que dará o impulso no movimento de suas forças.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O quarto desafio - É a Vontade e está intrínseco a todos desafios. É impossível obter sucesso se não houver vontade (Thelema). Não há base única, nem deve ser visto com pessimismo o fato de não possuir nenhum desses atributos, porém, para permanecer na Senda é preciso, no entanto, buscar estes desafios tornando-se uma pessoa de ação.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Engana-se aquele que acha que tudo é simples. Na realidade a simplicidade das coisas está na complexidade do que é. Somente com predisposição de aprender e humildade poderá, então, seguir adiante caminhando pela Senda Mística.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTARight"><span class="fs14lh1-5"><b>DMC</b></span></div></div>]]></description>
			<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 22:33:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[Luz do Mundo]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Esoterismo_Pr%C3%A1tico"><![CDATA[Esoterismo Prático]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000020"><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">– Como dizia o nosso Mestre Huiracocha -</span><br></div><div class="imTAJustify">O Cristo dorme na pedra, desperta na planta, move-se no animal, pensa no homem, ama no anjo. Devemos tratar a pedra como uma planta, cada planta como um animal, cada animal como um ser humano e cada ser humano como um anjo. A palavra Cristo, vem de Crestus, que significa Energia Pura da Vida Divina.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Tendo o homem Jesus absorvido e individualizado em seu EU Humano esta Divina Energia de maneira consciente, foi chamado de "Cristo". A Luz do Mundo.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">"As Forças da Luz iluminam a Humanidade! O Espírito da Paz se difunde por todo o Mundo!" Cada Ser é, em Princípio, uma Força da Luz porque é uma Vida da Vida de Deus, O Criador dos Mundos e dos Seres. Se em cada localidade e lugar existir um pequeno número de Seres que se sintam Forças da Luz, como de fato o são, acontecerá que as guerras, os crimes, as inimizades, começarão a cessar e assim colaborarão para o advento da Paz em cada Ser e em toda a humanidade.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Este trabalho precisa de Obreiros. Seja Você um deles. Agradeça! Do Agradecimento desce a Divina Graça!</div><div class="imTAJustify">Luz! Luz! Luz!</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>Para praticar</b></span></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Ao acordarmos de manhã e ao levar o corpo,</div><div class="imTAJustify">À noite para o merecido descanso, digamos sentindo:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">"Estou ligando minhas antenas, do coração e da mente, a Fonte Eterna da Vida, para aspirar e respirar o seu Santo e Imaculado Alento que está repleto de Átomos Seres de Luz. A estes iluminados Átomos que formam a Luz e a difundem, levo o meu mais profundo agradecimento."</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Esta ligação permanecerá noite e dia me protegendo e irradiando Sua Luz para todos e tudo.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O Apóstolo João proclamou:</div><div class="imTAJustify">"No Princípio era o Verbo".</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">E o Verbo decretou:</div><div class="imTAJustify">"Faça-se a Luz!"</div><div class="imTAJustify">E a Luz foi feita!</div><div class="imTAJustify">E na Luz tudo foi feito, tudo pode ser desfeito assim como pode ser refeito.</div><div class="imTAJustify">A Luz se materializa e se desmaterializa.</div><div class="imTAJustify">A Ciência Oficial já o comprovou.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Invocação, contemplação e adoração à Luz levam-nos à iluminação da mente, e à saúde.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTARight"><span class="fs14lh1-5"><b>Bispo Miguel R+</b></span></div></div>]]></description>
			<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 22:31:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[Práticas Diárias]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Esoterismo_Pr%C3%A1tico"><![CDATA[Esoterismo Prático]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000021"><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">Medita sobre os defeitos de teu caráter, descobrindo por completo os teus vícios e os fugazes prazeres que te proporcionam, e, determina-te firmemente a fazer tudo quanto possas para não ceder novamente a eles. Que esta autoanálise te conduza ao tribunal de tua própria consciência, facilitando o teu progresso espiritual em um grau que não poderás imaginar.</span><br></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Enquanto te lavas ou banhas, exercita a tua vontade, desejando que as impurezas morais se eliminem ao mesmo tempo que as corporais.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Em tuas relações com os demais, observa as seguintes regras:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">1) Nunca faças nada que não seja de teu dever, isto é, nada desnecessário. Antes de fazeres uma coisa, reflete se deves fazê-la.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">2) Não fales nunca palavras ociosas. Antes de pronunciá-las, pensa no efeito que poderão produzir. Nunca quebre os teus princípios de conduta por considerações de amizade.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">3) Que nunca ocupem tua mente os pensamentos vãos e inúteis. Isto é mais fácil dizer do que fazer. Não é possível disciplinar a mente de um momento para o outro. Assim, no começo, procure evitar os maus pensamentos, ocupando-te no exame de tuas faltas ou na contemplação dos Seres Perfeitos e Excelsos.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">4) Durante as refeições exercita a tua vontade, desejando que o alimento te seja propício para construir um corpo em harmonia com tuas aspirações espirituais e não engendrar nas paixões e nem pensamentos malignos. Come unicamente quando tenhas fome e bebe quando tenhas sede, e nunca de outro modo. Se um prato especial afaga o teu paladar, não cedas à tentação de comê-lo tão somente para satisfazer o teu gosto e sim porque é saudável e te fará bem na dose certa. Lembra-te de que o prazer que dele obtenhas não existia alguns minutos antes e que cessará de existir alguns segundos depois, porque é um prazer transitório que se transformará em dor se te renderes à gula, ao excesso. Considera que só dá prazer à boca, e se te deixas seduzir por aquele manjar e te conturba o apetite de saboreá-lo, não te envergonharás de cometer qualquer ação para obtê-lo. Repare que existem outras coisas que te podem dar felicidade eterna e, portanto, é evidente loucura concentrar teus afetos nas coisas transitórias. Lembra-te de que não és o corpo e os sentidos; por conseguinte, não te podem afetar realmente o abuso dos prazeres ou as dores que o corpo goze ou padeça. Pratica a mesma série de raciocínios no caso de qualquer outra tentação, ainda que fracasse amiudadas vezes acabarás por conseguir êxito.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">5) Não leias muito. Se leres durante dez minutos, reflete durante algumas horas. Acostuma-te ao silêncio e a permanecer a sós com os teus pensamentos. Aprende a CONTEMPLAR, a ir ao TEMPLO DA NATUREZA. Assimila a ideia de que senão tu mesmo podes ajudar-te a desviar gradualmente teus afetos e apegos de todas as coisas.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">6) Antes de entregar-te ao sono, ore como fizeste pela manhã. Recorda o trabalho diário e trata de verificar as tuas falhas tomando a resolução de não tornar a incorrer nas mesmas faltas no dia seguinte. RE-COR-DAR é voltar ao Coração e ouvir a Voz Divina. &nbsp;</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">** Faça sempre a prática da Auto-observação a fim de que tudo o que diga tenha a sabedoria do verbo - luz, do verbo – amor e do verbo - vida.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTARight"><span class="fs14lh1-5"><b>DMC</b></span></div></div>]]></description>
			<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 22:30:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[A Lenda de São Cristóvão]]></title>
			<author><![CDATA[FRA]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Hist%C3%B3ria_e_Tradi%C3%A7%C3%A3o"><![CDATA[História e Tradição]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000022"><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>As 22 cartas do Tarot</b></span><br></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">Antes de ser cristão, Cristóvão se chamava Offerus (22); era uma espécie de gigante, pouco inteligente (21). Quando fez uso da razão, empreendeu viagem, dizendo que queria servir ao rei mais poderoso da terra (19). O encaminharam à corte de um rei muito poderoso (4), o qual ficou muito contente pela oportunidade de ter um servidor (5) tão vigoroso. Um dia, o rei, ao ouvir que um jogral * pronunciava o nome do Diabo (15), fez, aterrorizado, o sinal da cruz.</span><br></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">- Por que fazeis isso? perguntou na hora Offerus.</div><div class="imTAJustify">- Porque tenho medo do Diabo, lhe respondeu o rei.</div><div class="imTAJustify">- Se o temes, é que não sois tão poderoso como ele. Neste caso, quero servir ao Diabo (6). Dito o qual, Offerus partiu dali.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Depois de uma longa caminhada em busca do poderoso monarca, viu aproximar-se em sua direção uma numerosa tropa de cavaleiros vestidos de vermelho; seu chefe, que era negro, lhe disse:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">- A quem buscas?</div><div class="imTAJustify">- Procuro ao Diabo para servi-lo.</div><div class="imTAJustify">- Eu sou o Diabo. Segue-me.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">E eis aqui Offerus incorporado aos seguidores de Satã. Um dia, depois de muito cavalgar, a tropa infernal encontra uma cruz a beira do caminho; o Diabo ordena dar meia volta.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">- Por que fizeste isto? Perguntou-lhe Offerus, sempre desejoso de instruir-se.</div><div class="imTAJustify">- Porque temo a imagem de Cristo.</div><div class="imTAJustify">- Se temes a imagem de Cristo é que sois menos poderoso que Ele; em tal caso, quero entrar ao serviço de Cristo.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Offerus passou sozinho diante da cruz (20) e continuou seu caminho. Encontrou um bom ermitão (9) e lhe perguntou onde poderia encontrar a Cristo.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">- Em todas as partes, respondeu-lhe o ermitão.</div><div class="imTAJustify">- Não entendo – disse Offerus -; porém, se me haveis dito a verdade, que serviços pode prestar-lhe um rapazote robusto e atento como eu.</div><div class="imTAJustify">- Se lhe serve com a oração, o jejum e a vigília – respondeu o ermitão.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Offerus fez uma careta. – Não há outra maneira de ser-lhe agradável? perguntou.</div><div class="imTAJustify">O ermitão compreendeu a classe de homem que tinha diante de si e pegando-o pela mão (11), conduziu-o a beira de uma impetuosa corrente que descia de uma alta montanha (16), e lhe disse:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">- Os pobres (17) que cruzaram estas águas se afogaram (13); permanece aqui e translada para a outra beira, sobre teus fortes ombros, àqueles que pedirem. Se procederes assim por amor a Cristo, Ele te admitirá como seu servidor (8).</div><div class="imTAJustify">- Assim procederei por amor a Cristo (14), respondeu Offerus. E então construiu para si uma cabana na barranca do rio e começou a transportar de noite e de dia aos viajantes que o pediam.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Uma noite (18), oprimido pela fadiga, dormia profundamente; alguns golpes dados em sua porta o despertaram e ouviu a voz de uma criança (7) que o chamava três vezes (3) por seu nome. Levantou-se, subiu a criança (que era um menino) sobre seu pescoço e entrou na torrente. Ao chegar a sua metade, viu que a torrente agora se enfurecia, que as ondas se avolumavam e se precipitavam sobre suas musculosas pernas para derrubá-lo. Offerus aguentava o melhor que podia, porém o menino pesava como se fosse uma enorme carga; então, temeroso de deixar cair o pequeno viajante, arrancou uma árvore para apoiar-se nela; porém a corrente continuava crescendo e o menino se fazia cada vez mais pesado. Offerus, temendo que se afogasse, levantou a cabeça para ele e disse:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">- Menino, por que Te fazes tão pesado? A mim me parece como se estivesse transportando o mundo. O menino respondeu:</div><div class="imTAJustify">- Não somente transportas o mundo, mas também aquele que fez o mundo (1). Eu Sou Cristo, teu Deus e Senhor. Em recompensa de teus bons serviços (10), Eu te batizo (2) no nome de Meu Pai, no Meu Próprio e no do Espírito Santo; daqui por diante, chamar-te-ás Cristóvão.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Desde aquele dia, Cristóvão percorreu a Terra para ensinar a palavra (12) de Cristo.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">________________________________________</div><div class="imTAJustify">* Jogral (do provençal joglar, substantivação do adjetivo latino joculáris,e: 'divertido, burlesco, risível'), na lírica medieval, até o século X, era o artista profissional de origem popular</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">As 22 cartas do Tarot na história acima:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">22 – O Regresso (o homem que está no Mundo e ainda é movimentado pelas forças inferiores resolve mudar = Offerus</div><div class="imTAJustify">21 – A transmutação = Quando fez uso da razão (O tolo)</div><div class="imTAJustify">19 – Inspiração – Servir ao rei mais poderoso da Terra.</div><div class="imTAJustify">04 – O Imperador = Um rei muito poderoso</div><div class="imTAJustify">05 – O Hierarca = O servidor</div><div class="imTAJustify">20 – Ressurreição = Ao serviço do Cristo passou sozinho diante da cruz.</div><div class="imTAJustify">15 – O Diabo (Paixão) = Um jogral pronunciava o nome do Diabo.</div><div class="imTAJustify">06 – Indecisão = Neste caso quer servir ao Diabo</div><div class="imTAJustify">09 – O eremita = O bom ermitão</div><div class="imTAJustify">11 – Persuasão = e pegando-o pela mão</div><div class="imTAJustify">17 – A Esperança = Os pobres ...</div><div class="imTAJustify">13 – A Morte, a Imortalidade = ...que cruzaram estas águas se afogaram.</div><div class="imTAJustify">16 – Fragilidade = (A Torre atingida) impetuosa torrente que descia de uma alta montanha.</div><div class="imTAJustify">08 – A Justiça = Seu servidor</div><div class="imTAJustify">14 – A Temperança = Assim procederei por amor a Cristo</div><div class="imTAJustify">18 – O Crepúsculo = Uma noite...</div><div class="imTAJustify">07 – Triunfo = Uma criança (O iniciado real)</div><div class="imTAJustify">03 – A Imperatriz = Três vezes (é também Binah, na Cabala)</div><div class="imTAJustify">10 – Retribuição = Em recompensa de teus bons serviços.</div><div class="imTAJustify">02 – A Sacerdotisa = Eu te batizo</div><div class="imTAJustify">01 – O Mago = Aquele que fez o mundo (Kether, a Coroa)</div><div class="imTAJustify">12 – O Apostolado = Ensinar a palavra.</div></div>]]></description>
			<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 22:28:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[O Exercício Respiratório]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category="><![CDATA[]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000023"><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">O Dr. Jorge Adoum, o Mago Jefa, que foi um instrutor de nossa Fraternidade, nos diz que são inúmeros os meios pelos quais nós podemos conservar a saúde e recuperá-la, se por acaso ocorrer algum distúrbio orgânico ou enfermidade. Do mesmo modo, existem técnicas para obtermos uma respiração pura e pensamentos elevados, cuja prática levar-nos-á ao equilíbrio físico, moral e espiritual.</span><br></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Ele recomenda as seguintes práticas matinais a toda criatura que aspira cumprir os deveres para consigo mesmo, conforme artigo publicado na Revista Gnose, Vol. XI, 1953:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;“01 - Você, ao levantar-se pela manhã, e após sua primeira higiene, deve alçar as mãos para o Oriente, para o Sol e dizer oral ou mentalmente: “Sol Espiritual Invisível, Verbo Divino que se encontra fora e dentro de mim: eu Te agradeço pelo recobro de minha consciência; dá-me Tua Luz, Tua Força e Teu Amor para unir-me a Ti e amar o meu próximo como a mim mesmo.”</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Em seguida, permaneça nessa posição e nesse estado de oração até sentir formigamento nas pontas dos dedos; então, coloque as mãos sobre o coração, dizendo: “Eu te agradeço, meu Pai, por haver-me suprido de Teu Poder e quero empregá-Lo para o bem de meus Irmãos.”</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;02 - Realizar 7 (sete) inspirações rítmicas e profundas, pensando na vitalidade que circula pelo corpo e desperta os centros psíquicos &nbsp;(Método 6 - 3 - 6 - 3).</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;03 - Em seguida, praticar, com a maior pureza de pensamento, 7 (sete) exercícios de respiração unilateral, harmônica ou equilibrada, que consiste em:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;a) - com o dedo médio da mão direita fechar a narina esquerda e expirar pela narina direita durante 8 (oito) pulsações do coração; reter o alento (pulmões vazios) durante 4 (quatro) pulsações e, em seguida, inspirar pela mesma narina, durante 8 (oito) pulsações e reter o alento durante 4 (quatro) pulsações &nbsp;(pulmões cheios);</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;b) - com o dedo polegar da mão direita tapar a narina direita e exalar pela esquerda durante &nbsp;8 (oito) pulsações; reter durante 4 (quatro) pulsações e aspirar pela narina esquerda durante 8 (oito) pulsações; reter 4 (quatro) e, em seguida:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;c) - tapar novamente a esquerda e exalar pela direita durante 8 (oito) pulsações; reter &nbsp;durante 4 &nbsp;(quatro) pulsações e aspirar pela mesma narina durante 8 (oito) pulsações e reter 4 (quatro);</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;d) - tapar a narina direita, exalar pela esquerda durante 8 (oito) pulsações; reter 4 (quatro) pulsações e aspirar pela mesma narina durante 8 (oito) pulsações; reter 4 (quatro), e assim sucessivamente até 7 (sete) vezes completas.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Nota: Durante esse exercício, sempre se deve visualizar a energia positiva entrando pela narina direita e a passiva pela narina esquerda. Deve-se, ainda, concentrar a mente em que, quando chega a primeira pelo nervo direito da espinha dorsal e a segunda pelo esquerdo, formam, na base da medula, o circuito para produzir a vitalidade do corpo.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;04 - Em continuação praticar 7 (sete) respirações com ambas as fossas nasais abertas - sem esforço, mas com ritmo &nbsp;(Método 6 - 3 - 6 - 3), para voltar ao estado normal e dirigindo o pensamento ao coração onde mora o Átomo Nous &nbsp;(o Mestre Arquiteto), visualizando inalar átomos de Amor Puro, e expirando os átomos que vão refazer-se no exército do Átomo Divino. Se o nariz está obstruído, deve-se lavá-lo com água morna, de preferência.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;05 - Terminados esses exercícios, o adepto (ou Aspirante Rosa-Cruz) deverá encher um copo de água &nbsp;e bendizê-la, magnetizando-a com sua mão sobre esse copo de água, pensando, durante um minuto, que a água está se impregnando das mais puras energias. Em seguida, tomá-la aos goles, ou devagar.”</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O exercício respiratório, no agitado mundo moderno, ocidental, constitui-se numa arte e numa ciência. Mas a sua prática requer cuidados especiais se desejarmos obter um domínio perfeito do ritmo compatível com a nossa estrutura ou constituição física. Daí porque os Mestres, especialmente os praticantes do Ioga, recomendam uma especial cautela em tais exercícios, pois a ansiedade na obtenção de prodígios, segundo eles, retarda a chegada de seus reais proveitos.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Devemos manter viva, em nossa mente, a sábia orientação do Mago Jefa: “por intermédio da salutar prática da respiração desenvolvemos a nossa mente e damos um largo passo na evolução espiritual”.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTARight"><span class="fs14lh1-5"><b> &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;DMC</b></span></div></div>]]></description>
			<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 22:25:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[Iniciação]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category="><![CDATA[]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000024"><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">Jesus disse: “em verdade, em verdade te digo; quem não nascer da água e do espírito, não pode entrar no reino de Deus.”</span><br></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Jesus conclama a prática do fogo e da luz. O ser humano que contém a chispa de Deus dentro da si, tem o direito e o privilégio de todas as qualidades e poderes divinos; se ele se abrir a eles.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Toda iniciação é um processo interno e não externo. Iniciar é regenerar e, se obtém pelo esforço, por provas vencidas, pelo domínio pessoal, por tristezas, por desenganos, por fracassos e por uma renovação diária de conflitos.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O homem deve criar a sua própria salvação, deve alcançar a consciência da alma e a imortalidade. deve colocar toadas as ações do corpo sob o domínio da vontade, em libertar a personalidade do domínio de seus apetites, de suas paixões e da sua natureza inferior.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O corpo deve ser purificado, transmutado, elevar e controlar suas ambições, subordinando-o ao ser real, à alma, à luz espiritual. O processo de desenvolvimento é denominado o nascimento do “Cristo Menino”, a criança espiritual, o despertar do Cristo Interno.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A criança espiritual tem que crescer e requer alimento, que é o seu amor e o seu desejo de atingir a iniciação. esforçar-se para se livrar das paixões inferiores, substituindo-as pelas beatitudes, ganhando, assim, em força espiritual. mudar o ego a fim de que a luz possa se manifestar.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Jesus como iniciado, atingiu a consciência espiritual, a ultra consciência, necessária para despertar e desenvolver a chama divina, a luz inefável, oculta em seu interior.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A chispa só despertará por esforços conscientes por parte do aspirante. A alma é a semente. a semente é a luz, isto é, a chispa divina de luz.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A chispa despertada aparecerá em forma de luz. A luz deve ser nutrida e cultivada. e isto só é conseguido por meio dos pensamentos, desejos e práticas.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Para dar vida a uma verdade se deve conhecê-la com a razão, com a inteligência, com o afeto e com a simpatia do coração. pois, com o coração o homem crê na totalidade das coisas.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Jesus conhece esta verdade, por isso ele dá vida a esta verdade. sabe que no interior de todo ser humano, há uma chispa divina com qualidades e poderes da divindade.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Jesus conclama a todos os seres humanos a nascer da alma e do espírito, ou seja, a regeneração que é um processo interno.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Jesus, nesse transcendental momento conclama a todo ser humano a regenerar as emoções, as paixões inferiores, os apetites físicos e, ainda mais, a atingir a consciência espiritual por meio de seus desejos e pensamentos ardentes dessa conquista, a fim de que a chama divina resplandeça por todo o seu ser, tornando-se uno com deus.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Se o ser humano tivesse uma convicção absoluta na divindade de sua natureza interior, quão sagradamente acalentaria sua origem divina.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Glória a Deus, a luz da alma pode brilhar!</div><div class="imTAJustify">Você tem que fazer as coisas retas e justas.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Na medida que a luz aumenta seu esplendor, o envolve cada vez mais, você se tornará gradualmente uma parte da luz. você será envolvido na luz, e finalmente, se achará no templo da luz.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTARight"><span class="fs14lh1-5"><b>DMC</b></span></div></div>]]></description>
			<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 22:23:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[FAÇA-SE A LUZ]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
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			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000025"><div class="imTACenter"><span class="fs14lh1-5"><b>PARA PRATICAR</b></span><br></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">Ao acordares de manhã e ao deitares à noite diga sob o impulso do coração:</span><br></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Estou ligando minhas antenas à Fonte Infinita da Vida para respirar o seu Imaculado Alento que está repleto de Átomos de Luz.</div><div class="imTAJustify">Esta ligação permanecerá de noite e de dia me protegendo e irradiando Luz para todos.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Abre teu coração e deixa que nele penetre a Luz do Nome do Senhor e irradie a sua Força, o seu Amor e a sua Sabedoria.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Abre o teu coração e diga:</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz, a Luz de Deus que nunca falha.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz em cada doente para que receba o alívio e a cura verdadeira.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz em cada ser desencarnado para que seja guiado, orientado e protegido.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz em cada Lar para que haja Harmonia e Amor no relacionamento de todos que nele vivem.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz para solucionar pacificamente e compreensivamente todo desentendimento.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz em cada célula de meu corpo, em cada sentir de minha alma, na vibração de meu Espírito.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz no meu trabalho e no trabalho de todos para o bem geral.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz em minhas palavras a fim de que sejam benéficas para todos.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz para dissipar minhas dúvidas.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz nos alimentos a fim de que os Seres que o formam sejam abençoados.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz para que eu veja a Verdade mesmo na mentira</div><div class="imTAJustify">.</div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz no meu Sim e no meu Não, para que sejam úteis e benéficos.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz no meu presente, no meu passado e no meu futuro.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz a fim de que cada ser siga no caminho acertado.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz em nossa Consciência para agirmos acertadamente.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz em nossa Sub-Consciência para a nossa purificação.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Faça-se a Luz em nossos Sete Centros Internos para harmonizá-los.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTARight"><span class="fs14lh1-5"><b>PAULO DE PAULA R+</b></span></div></div>]]></description>
			<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 22:17:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[IMAGINAÇÃO E FANTASIA]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category="><![CDATA[]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000026"><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">Sob o ponto de vista rosacruciano há muita diferença entre “Imaginação” e a “Fantasia” e convém muito que distingamos uma da outra.</span><br></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A IMAGINAÇÃO é a capacidade criadora, idealizadora, planejadora, capaz de conceber representações concretas ou abstratas, de formar conceitos novos e originais. E, em realidade, a divina capacidade criadora do Espírito do homem</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A FANTASIA é simplesmente a expressão “negativa” do fogo uma capacidade “criadora”; não é capaz de criar coisas novas e originais, nunca se eleva acima do plano das impressões materiais, das sensações e dos desejos. A Fantasia se apoia inteiramente no subconsciente, nos registros da memória terrestre, na região dos sonhos, das ilusões. É uma faculdade “negativa”, um estado em que os registros da vida passada se mesclam e se confundem e a consciência adormecer-se como nos sonhos. E com a fantasia que se forjam os romances e se alimentam os sonhos acordados da humanidade, as ilusões que embalam a consciência adormecida dos homens que procuram fugir da Realidade</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Como faculdade negativa, a fantasia não exige nenhum esforço e funciona automaticamente toda vez que a consciência se abandona, diante de qualquer impressão ou de qualquer desejo. Então o homem é levado pelas correntes psíquicas de sua fantasia e vive literalmente num mundo de sonhos, onde a Razão e a Logica não podem entrar.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Vê-se, pelo exposto, que há muita diferença entre a <span class="fs14lh1-5"><b>“Imaginação” e a “Fantasia”.</b></span></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Uma vez compreendida a diferença entre elas pode o homem começar a “despertar-se” para a Realidade, pode libertar-se dos sonhos que lhe adormecem a consciência. Só então lhe será possível despertar e confirmar a capacidade positiva e criadora da Imaginação, que fará dele um “novo homem, uma nova mulher”, um verdadeiro Ser, positivamente senhor do seu destino, capaz de raciocinar com Logica e capaz de orientar-se pela Razão.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Poucos são os seres humanos que compreendem a necessidade de libertar-se da Fantasia, dos sonhos que adormecem a consciência, das ilusões que forjam um mundo falso. É que, para as consciências adormecidas dos homens, a Fantasia proporciona um meio fácil de alimentar sonhos agradáveis, em que suas pretensões ingênuas e ignorantes lhes parecem realidades. Com a Fantasia pode-se forjar toda espécie de ilusões, pode-se pensar que se é um “grande homem”, uma grande mulher, que se é bom, que se é justo, que se é “melhor do que os outros”, que se é inteligente, que se é capaz de fazer tudo, mesmo sem nunca ter praticado nada. Com a Fantasia pode-se pensar que se sabe tudo, mesmo sem ter estudado nada seriamente, que se é sábio, e até que se é “mestre”, que se é capaz de ensinar os outros até mesmo o que nunca se aprendeu.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Em geral os homens estão satisfeitos com a sua fantasia e não a trocariam por coisa alguma. Consideram-na como o seu “mais precioso bem”, e nem mesmo seriam capazes de viver sem ela. Ela é tão necessária para o homem terrestre e adormecido como o alimento material para os seus corpos. Sem a “fantasia” o homem comum não saberia nem mesmo como viver. Em realidade a sua vida é sustentada pela fantasia, pelos seus sonhos e ilusões. Mas, sonhos e ilusões não são “realidades”, e mais cedo ou mais tarde chegam as desilusões, a derrocada, os desesperos e as revoltas. Esse triste e desgraçado momento chegará inevitavelmente a todo homem que viveu nos sonhos de sua fantasia, que alimentou e sustentou unicamente ilusões agradáveis, que adormeceu a sua consciência, que nunca pode acordar para a Realidade, ou que não queria “despertar-se”.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Como todas as capacidades superiores e positivas do Espírito Humano, a Imaginação há de ser “conquistada” pelo homem. Embora o homem comum acredite que é capaz de empregar a sua faculdade de imaginação, que já a está empregando, que pode “imaginar” o que quiser, em realidade não sabe nada a respeito dessa maravilhosa faculdade do seu Espírito, nem faz ideia das suas imensas possibilidades. O que o homem comum está fazendo é usar e abusar da sua desorientada capacidade de “fantasiar” tudo. É a Fantasia que ele emprega, e não a Imaginação criadora. Fantasiar e romancear tudo, sonhar acordado, encher-se de ilusões, julgar-se importante, melhor do que os outros, orgulhar-se e envaidecer-se quando as coisas lhe correm bem, considerar-se “sábio” porque se aprendeu alguma coisa, porque se leu muitos livros e se encheu a memória de opiniões alheias, é o que o homem está fazendo sem nem mesmo perceber a incoerência e a irrealidade da situação que sustenta e a falsa posição em que se coloca.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Costuma-se dizer que os homens são “artistas”, e nisso há mais realidade do que se pensa. Cada um procura simplesmente representar um papel forjado pela sua fantasia, no palco do mundo. Na incapacidade de ser uma individualidade, uma entidade que se expressa a si mesma, que tem realidade própria, os homens se contentam em adotar um papel de imitação, que lhes dita a fantasia. Bem ou mal, cada um se esforça em “representar” o seu papel; identifica-se com a fantasia que forja e sustenta, a ponto de esquecer-se de sua própria identidade, da sua própria individualidade. Se as circunstâncias forem favoráveis, se tudo correr bem no palco, se os vários papéis que cada um representa se ajustarem, então todos se sentirão satisfeitos, cada vez mais convencidos da importância dos papéis que representam, das fantasias e ilusões que forjam. Mas, se as circunstâncias se tornarem desfavoráveis, se as coisas não correm bem, se os papéis não se ajustarem, se a representação falhar, se os “artistas” não souberem sustentar os seus papéis, então começam as confusões, as desordens, os desgostos, os fracassos, e pôr fim a derrocada. Ninguém saberá mais o que fazer, Cada um procurará unicamente acusar e condenar todos os outros. Ninguém se considera culpa do de nada; ninguém quer assumir responsabilidades. Ninguém admite que errou, mas acha que todos os outros erraram …</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Imaginar não é “fantasiar”, ao contrário, só conquistaremos a faculdade criadora da Imaginação quando reconhecermos a “realidade” que há dentro de nós mesmos, quando deixarmos de fantasiar as coisas, quando reconhecermos a nossa própria identidade, quando abandonarmos a fantasia convencional. A imaginação criadora só pode expressar-se e desenvolver-se sobre uma base de realidade fundamental que lhe é indispensável. Assim como os planos de um construtor só podem contar com as realidades do material que possui, para serem postos em execução, assim também a Imaginação há de contar com as realidades do material psíquico e mental que o homem possui em realidade. Com o material da fantasia não se constrói nada. Pode-se com ele forjar sonhos e ilusões, mas todas essas coisas se desvanecem, mais cedo ou mais tarde.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Só se começa a empregar a divina faculdade da Imaginação para criar algo real, legítimo e permanente, quando se percebe a irrealidade dos sonhos e das fantasias, quando conquistamos uma consciência própria, quando vemos a nossa realidade interna e reconhecemos a necessidade de trabalhar ativamente pela nossa regeneração.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A “fantasia” nos impede de ver a realidade da nossa situação, porque pinta tudo com falsas cores, inverte os valores reais, encobre a realidade das coisas, nos faz viver em sonhos pretenciosos. Com a fantasia pensamos que já somos perfeitos e santos, que já temos tudo, que não precisamos de mais nada, que já sabemos tudo, que somos melhores do que os outros.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Quando vencemos a “fantasia”, então podemos imaginar e conceber um estado superior de consciência e podemos criá-lo positivamente. Se a Imaginação é despertada começa a criação do “novo homem”, do homem regenerado, capaz de encontrar os meios de sair do estado de sonho ilusório, de vaidades tolas, de pretensões que dominam a mentalidade mundana. Pode- se começar a criação de um Ideal superior e legítimo. Só a Imaginação pode criar Ideais e realizá-los. A “fantasia” não cria ideais, apenas forja sonhos e alimenta ilusões.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A “fantasia” se apoia unicamente naquilo que o homem pode ter; está presa às posses materiais ou intelectuais, às condições mundanas, aos interesses pessoais. A imaginação se apoia naquilo que o homem é, e naquilo que poderá vir a ser. De nada adiantaria ter-se alguma coisa, possuir bens materiais ou intelectuais, quando não se é mais do que uma consciência relativa, escrava das circunstâncias, incapaz de dominar-se, sujeita às condições do meio em que vive, cheia de ilusões e de pretensões.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">É com a Imaginação criadora que se avança espiritualmente, e não com a “fantasia”. É preciso que compreendamos isso.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTARight"><span class="fs14lh1-5"><b>Boletim R+C</b></span></div></div>]]></description>
			<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 22:15:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[EU SOU]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category="><![CDATA[]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000027"><div class="imTAJustify">Deveis saber que – EU &nbsp;SOU – é A PRESENÇA DE &nbsp;DEUS EM CADA SER HUMANO. Nunca se deve esquecer isto. EU SOU (é) A VIDA, A LUZ, A SUBSTÂNCIA, A INTELIGÊNCIA E A ATIVIDADE &nbsp;(Nele vivemos, nos movemos e temos o ser), de uma maneira inconsciente. O objetivo destas explicações é prepararmo-nos para sentir conscientemente nossa união com o PAI – EU SOU &nbsp;– o DEUS ÍNTIMO.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O homem tem dois “Eus’, ou está composto de duas entidades: o Eu pessoal, corporal, objetivo ou CARNAL como o chama São Paulo, e que tem sua própria mente; e o EU SOU, os quais por meio de seus atributos, (o corpo físico e a mente) têm vida e podem mover-se.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Cada vez que o homem diz &nbsp;– EU SOU a substância única da qual Deus formou o céu e a terra, se põe em movimento. “Que a Luz seja feita” e o fluido e a vibração se puseram em movimento. Dizer – EU SOU – é trabalhar sobre esta Luz, e por seu meio, sobre toda a natureza submissa às modificações da Inteligência.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Nem todos os que me chamam: “Senhor! Senhor! serão salvos, mas somente os que que cumprem a vontade do Pai que me enviou”. Pois assim também, não só é suficiente invocar a PRESENÇA – EU SOU – e cruzar os braços, esperando que os pedidos sejam atendidos automaticamente, ou que alguém os faça sempre por nós; ao contrário, devemos ser bons filhos, bons pais, bons esposos, bons amigos e bons cidadãos, e em cada um destes postos há muitos deveres para cumprir.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>Para a realização perfeita é mister cumprir certas condições:</b></span></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>1° – Ter um corpo são;</b></span></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>2° – Ter uma aspiração pura;</b></span></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b><br></b></span></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>3° – Ter uma consciência perfeita.</b></span></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5"><b>Para ter um corpo são, é necessário praticar as indicações seguintes que podem ajudar muito:</b></span></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Ao despertar, praticar alguns exercícios respiratórios, pelo menos sete vezes, e que consistem em fazer 7 respirações rítmicas com a maior pureza de pensamento.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Qualquer exercício é bom, porém indicamos o mais simples e menos prejudicial.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Inspirar lentamente pelo nariz contando mentalmente até oito palpitações do próprio coração, ou oito segundos. Reter o alento, durante quatro segundos nos pulmões. Exalar o ar durante oito segundos até esvaziar totalmente os pulmões. Reter os Pulmões vazios durante quatro segundos.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Se for possível praticar este exercício por mais de sete vazes, será melhor ainda. Depois dos exercícios respiratórios, é muito recomendável praticar outros exercícios de ginástica sueca, durante quatro a cinco minutos, para conservar a flexibilidade da coluna vertebral, É necessário banhar-se frequentemente, sem castigar O corpo com água muito quente ou muito fria.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Os banhos de sol no corpo, menos na cabeça, são muito úteis. Curar a prisão de ventre. Para este fim, tomar sempre que se lembrar, água pura, aproximadamente, meio copo a um copo de cada vez. Fazer uso de muitas frutas frescas.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">É permitido comer e beber de tudo &nbsp;conforme a sua cultura, empregando o bom senso: usar e não abusar. A saúde mental e a tranquilidade de consciência são necessárias para a aquisição da saúde do corpo. O sexo tem que ser controlado com prudência.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Os vícios solitários e antinaturais abrem no invólucro áurico certas fendas por onde penetram os elementais (chamados espíritos), para dar vazão a suas paixões e baixos desejos: Estes vícios e a luxúria inutilizam a ação do – EU SOU – em seu corpo-templo. Nunca o aspirante deve criticar ou julgar os demais. É necessário mastigar suficientemente o alimento. Cada tipo tem que buscar o alimento e a vida mais adequada para seu temperamento. O tipo físico, caracterizado pela largura e robustez das mandíbulas, tem que vigiar a marcha do estômago, fígado e intestinos; o tipo mental deve cuidar de seus pulmões, e o espiritual deve revigorar os órgãos sexuais com respirações profundas e banhos genitais com água fresca.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTARight"><span class="fs14lh1-5"><b> Dr. Jorge Adoum R+</b></span></div></div>]]></description>
			<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 22:09:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[As  Iniciações  nas Escolas de  Mistérios da Antiguidade]]></title>
			<author><![CDATA[]]></author>
			<category domain="https://www.fra.org.br/fama/blog/index.php?category=Hist%C3%B3ria_e_Tradi%C3%A7%C3%A3o"><![CDATA[História e Tradição]]></category>
			<category>imblog</category>
			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000028"><div class="imTAJustify">As escolas de mistérios existiram em todas as épocas e entre todos os povos de certa cultura da Antiguidade, e nelas se revelava as almas maduras os mistérios da sabedoria divina. As almas maduras eram iniciadas e preparadas para a compreensão da origem, evolução e redenção da alma humana e instruídas na realização da verdadeira razão de ser da vida e do reino de Deus no ser humano. Nessas escolas eram ensinados os mais profundos mistérios da criação, apresentados aos discípulos sob a forma de símbolos e alegorias e, como os ditos mistérios devessem ser ocultados às almas ainda não preparadas para recebê-los, só nas ditas escolas poderiam esses mistérios ser revelados. As escolas mais conhecidas onde esses mistérios eram ensinados, são as escolas esotéricas dos Yogi da Índia, as escolas de sabedoria do antigo Egito, as escolas gregas de Delfos e Elêusis e a escola de Pitágoras. O que, entretanto, os gregos denominavam mistérios menores e mistérios maiores, não passava de uma cópia, uma imitação malfeita dos verdadeiros e significativos mistérios do velho Egito.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Em todos os mistérios da Grécia e especialmente nos elêusianos e órficos, considerados os mais famosos, não mais encontramos qualquer ensinamento esotérico, espiritual, qualquer ensinamento de significação religiosa, profunda ou qualquer pensamento de metamorfose.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Eles nada mais eram que simples representações dramáticas sobre a vida e os feitos dos deuses gregos e estrangeiros ou então a apresentação e execução simbólica de legendas, mitos e sagas. &nbsp;Eram realizadas com grandiosas festividades nas quais se destacavam a dança, a pantomima, o canto e o teatro. &nbsp;O caráter e o sentimento religioso que caracterizavam esses mistérios no antigo Egito, haviam sido completamente esquecidos. &nbsp;Somente na execução do amor e do mais conhecido dos mistérios – o de Deméter e Perséfone – no qual participavam os grandes sacerdotes e sacerdotisas, é que ainda se mantinham vestígios da forma porque eram realizados os mistérios no antigo Egito. Na representação simbólica desse grande mistério eram apresentados ao nascer da alma, sua peregrinação no além, através do inferno e do paraíso, e finalmente, sua redenção e iluminação. &nbsp;Apesar disso, esse mistério era olhado como um simples drama e os atores a despeito de bem ensaiados e iniciados não passavam de simples participantes. Esse mesmo mistério fora realizado no antigo Egito, os discípulos e neófitos eram obrigados a experimentar todas as transições de suas almas durante suas reencarnações na terra, a crucificação, a ascensão e a redenção, após a morte e tudo isso vivendo a vida terrena. &nbsp;Entre os antigos hebreus havia a ordem de Melchizedek e as escolas de profetas de Betel e Jericó. &nbsp;Os essênios também tinham a sua escola de mistérios e nela, segundo se diz, Jesus passou a infância. Essas escolas de mistérios dos hebreus ou ordens místicas eram moldadas sobre as escolas do antigo Egito, nas quais Moisés, quando de sua estada no Egito, foi instruído e iniciado. Os cristãos primitivos também tinham escolas de mistérios semelhantes, sendo o próprio Jesus sagrado Mestre numa das escolas de iniciação do antigo Egito. Ao falar Jesus com Nicodemos sobre o renascimento da alma, como o último mostrasse dificuldade em compreendê-lo. &nbsp;Ele disse: “Tu és Mestre em Israel e não compreendes isso? Na verdade, eu vos digo: Nós falamos sobre o que conhecemos e verificamos e sobre o que vimos e vós não aceitais nosso testemunho!” (Evan. João 3-10-11) .</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Jesus também fundou com os seus discípulos uma escola semelhante e nela os instruiu sobre os mistérios do reino de Deus, enquanto ao povo, que se encontrava fora de seu círculo privado, ele só se dirigia por meio de parábolas de grande simplicidade e só ministrava ensinamentos exotéricos. Sua peregrinação especialmente seu batismo no Jordão, sua crucificação, ressurreição e ascensão são claramente representadas nas múltiplas iniciações das escolas de mistérios, pela forma porque eram realizadas entre os antigos egípcios. Da mesma forma porque os mistérios entre os gregos são imitações profanas e grosseiras dos verdadeiros mistérios dos egípcios, também os dramas da Paixão de Cristo e os dramas litúrgicos da idade média são simples imitações dos mistérios gregos. &nbsp;&nbsp;&nbsp;</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">O Islam também teve suas escolas de mistérios ou ordens místicas, conhecidas comumente sob o nome de Sufi, e elas representaram um papel muito importante nos ensinamentos esotéricos e gnósticos entre os maometanos. Todas essas escolas se mantiveram sempre em todas as congregações religiosas sob diversos nomes e capas, até os nossos dias, mas seu valor e essência originais e especialmente a pureza de seus ideais foram perdidos na maior parte delas. Na Idade Média foram conhecidas sob a denominação de ordens místicas ou monásticas. &nbsp;Em nossos dias só poucas escolas de mistérios existem que se possam considerar dignas sucessoras das antigas e verdadeiras escolas de mistérios.</div></div>]]></description>
			<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 22:04:00 GMT</pubDate>
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			<title><![CDATA[A Oração na Missa Gnóstica]]></title>
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			<description><![CDATA[<div id="imBlogPost_000000029"><div class="imTAJustify"><span class="fs14lh1-5">Na nossa Missa Gnóstica aprendemos a conhecer um método pelo qual o homem se eleva até as potências divinas do universo: A Oração.</span><br></div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Pela oração a alma aprende a viver inteiramente em um pensamento, em uma palavra dada pelos grandes mestres da humanidade.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Mergulhando-se inteiramente nesses temas da oração, a alma encontra, durante um instante, a possibilidade de se unir às correntes divinas mantenedoras do universo.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Aquele que ora, mesmo da maneira mais simples, segundo uma ou outra das fórmulas de oração ensinadas pelos guias espirituais da humanidade, aquele que ora e representa, em seu espírito, alguns desses importantes pensamentos; todos nós sabemos que não podem ser quaisquer pensamentos, é preciso que sejam aqueles, dados pelos mestres da sabedoria e da harmonia dos sentimentos; aquele que ora e deixa viver em seu coração essas fórmulas, é inundado por uma corrente vinda das elevadas espiritualidades e penetrado por uma força superior: &nbsp;&nbsp;— e vive nessa força.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Primeiramente, esse exercício, da oração, fortalece, vivifica, eleva as nossas faculdades espirituais habituais, se temos paciência e perseverança, e se deixamos essa força penetrar em nós, até nos permitir um novo controle de nossa vida moral e intelectual. então, vem o momento em que as forças mais profundas, as forças latentes em toda alma humana, podem ser despertadas pelo próprio conteúdo da oração.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Pela oração é que nos elevamos até o nosso deus e nos esforçamos por penetrar nos mundos superiores. Jesus disse: “pai afasta de mim esse cálice; contanto que a tua vontade seja feita e não a minha”.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Eis a nota fundamental da oração, aí está a atitude que deve ser a de toda a alma, qualquer que seja o motivo de sua oração.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Portanto, o que parece ser apenas uma fórmula de oração, torna-se verdadeiramente para nós humanos, o meio de nos elevarmos em direção aos mundos espirituais e nos dá a possibilidade de sentir deus em nós.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">Todo desejo egoísta e voluntário acha-se excluído da oração. “que tua vontade seja feita e não a minha”. Esse pensamento leva consigo, um desabrochar, uma fusão da alma com o mundo divino.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A oração possui uma nuance mais sentimental. por ela, através do pensamento dos grandes condutores da humanidade, experimentamos pôr-nos em harmonia com as correntes divinas animadoras do mundo.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A oração nos eleva de uma maneira sentimental. Pela oração, buscamos realizar o que pode ser denominada a união da alma com os grandes rios divinos que inundam o universo. o degrau mais elevado é a união mística, a união mística com a divindade.</div><div class="imTAJustify"><br></div><div class="imTAJustify">A oração dá acesso ao primeiro degrau. porém, jamais, poderíamos unir-nos com deus, jamais poderíamos pôr-nos em relação com os seres do mundo superior, se nós não nos derivássemos de tais seres superiores.</div></div>]]></description>
			<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 21:16:00 GMT</pubDate>
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