Caminhando sob a Senda

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Caminhando sob a Senda

Blog da FRA
Publicado por Aula Lucis Central · 28 Agosto 2021
Ao enveredar no caminho da Senda Mística olhe-se diante do espelho e verás o que te espera – Conhecer a Ti mesmo. Conhecer a si mesmo não é se fechar sob a caixa de pandora e exigir que se abra. Nem acreditar que somente aquilo que vê e sabe é real. Tente olhar com o olho do outro. Há coisas que somente podem ser vistas e entendidas pelo ponto de vista do outro. Somente assim poderá aprender o que o outro escreveu e ensinou. E então poderá despertar o seu mestre interior e ver com seus próprios olhos.

Ao adentrar no olho do outro aprenda como se faz, porque se faz e o que se faz. E ao retornar a olhar com seus próprios olhos, respire fundo e faça. Nenhum conhecimento pode ser declarado conhecimento se não houver ação. Se criares barreiras entre o seu modo de ver e o dos outros, viverá fechado e comprimido em si mesmo. Ao ver com os olhos dos outros, poderá entendê-los e saber o que realmente estão pensando. Quando aconselha alguém com o seu ponto de vista na intenção de dizer o que você faria em vez de entender o que ele deve fazer do ponto de vista dele, comete um sacrilégio contra a vontade humana. Por isso, é importante não tentar entender ou julgar os outros pelo seu ponto de vista.

Ninguém tem o direito de viver a vida do outro, principalmente fazendo-os enxergar apenas a nossa vida como exemplo, por achar, de forma egoísta, que sabemos exatamente como eles devem viver. Quando lemos um livro importante ou quando somos guiados por um mestre espiritual conhecemos o que os outros pensam. Ser guiado não é o mesmo que ser alienado, alienação e entregar aos outros a sua vontade. E é por esse motivo que se procura conhecer a si mesmo e despertar seu mestre interior para poder enxergar com os próprios olhos.

Aquele que caminha sob a Senda Mística pode ser acusado de fugir ao problema no que se refere à verdade, ainda que não descubra a “verdade em si”, irá descobrir que tudo possui uma questão cultural, uma falsa consciência e muitas circunstâncias desconhecidas, relevantes para sua descoberta. Na realidade, se acreditarmos já possuirmos a verdade, perderemos o interesse em descobrir as próprias intuições que nos conduziriam a uma compreensão aproximada e não estaríamos prontos para entender os dogmas e os paradigmas que criamos. Os paradigmas são modelos, diretrizes, formas de pensamento ou caminhos e teorias que construímos. Ao romper um paradigma surge um outro, ao quebrar uma regra forma-se outra. Se disser que não “existe regras e que tudo é feito pela vontade”, acaba formando uma nova regra.

Quando se muda um paradigma proporcionado não significa falta de lei ou de ordem. Tudo tem um significado e uma representação, mesmo sendo nós os grandes produtores desses paradigmas. Para isso, não podemos enxergar apenas pelo meio da causa e efeito ou pela ação e reação. Em um tudo há um significado ou uma representação. Há um significado na causa e outro no efeito. Até mesmo o acaso possui um significado. Eles podem representar uma manifestação da vontade e da lei.

Ao conceder a experiência mística o único meio adequado de se revelar ao homem sua natureza e sua espiritualidade, ainda é preciso admitir que o elemento inefável almejado para adentrar na senda do conhecimento espiritual não pode ser possível sem uma mudança de postura, autoconhecimento, de conhecimento social e cultural estabelecido pelos conceitos éticos e morais. O conhecimento cognitivo que se processa no interior do cérebro não é suficiente para embrenhar na Senda Mística.

Este conhecimento lógico não é a única forma de aprendizagem. É preciso um conhecimento de sensibilidade, que venha do tato e que não passa apenas pelo cérebro. É necessário visualizar, pegar, sentir, tatear com as mãos, abstrair e concretizar conhecimentos para poder imaginar e despertar a Fé em si mesmo. Nenhum conhecimento está centrado exclusivamente no cérebro, mas também nos sentidos, na percepção e na intuição. As bases fundamentais são: Conhecer a ti mesmo, a Fé, Conhecimento e a Vontade.

Conhecer a ti mesmo é o primeiro desafio para obter consciência de si mesmo e do que é capaz. Não se pode dizer que conhece tudo o que está ao redor se não conhece a si mesmo. Somente conhecendo sua divindade e seu demônio saberá o que é capaz de fazer.

O segundo desafio é a Fé em si, revelar sua divindade interior. A Fé é mais que um requisito é a sublime transparência do Sou. A manifestação do Sou reflete a força interior e exterior que desnuda o que está dentro de si, a Fé.

O terceiro desafio é o Conhecimento. Conhecer é aprender, seguir o coração, o seu corpo, sua mente e seu espírito no caminho da espiritualidade e da evolução do ser humano. O conhecimento está estritamente ligado com todos os sentidos da natureza humana, e é o que dará o impulso no movimento de suas forças.

O quarto desafio é a Vontade e está intrínseco a todos desafios. É impossível obter sucesso se não houver vontade (Thelema). Não há base única, nem deve ser visto com pessimismo o fato de não possuir nenhum desses atributos, porém, para permanecer na Senda é preciso, no entanto, buscar estes desafios tornando-se uma pessoa de ação.

Engana-se aquele que acha que tudo é simples. Na realidade a simplicidade das coisas está na complexidade do que é. Somente com predisposição de aprender e humildade poderá, então, seguir adiante caminhando pela Senda Mística.


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